Alguém viu passar dez mil milhões?

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As transferências de capital para paraísos fiscais, efectuadas entre 2011 e 2014, período em que até os dentes de ouro sairam do país, é coisa que talvez não se possa equiparar à facturação de um cabeleireiro de bairro, de um vendedor de pneus recauchutados ou ao volume total de IRS pago pelos operadores de call center a recibo verde.

Depois das várias versões do sucedido adiantadas pelo anterior Secretário de Estado que, compreensivelmente, tratando-se de operações financeiras de volume identificável a olho nu no PIB nacional, agiu sozinho, não reportando ao Ministro das Finanças, nem este ao Primeiro Ministro, nem este ao Presidente da República, nem este aos titulares das contas offshore, temos, finalmente, o tão esperado erro informático e complexas questões de Software a cujo cabal entendimento não poderá chegar-se sem uma exaustiva e independente auditoria. Em Março.

Será mesmo verdade que, ao longo de quatro infinitos anos, ninguém, no órgão de soberania com funções fiscalizadoras, deu pela falta dos 10 mil milhões?

Offshore à Frente

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Os pequenos contribuintes primeiro.

A desfaçatez

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Está-se mesmo a ver que era isso. Peça-se comentário à Cristas. E ao dedoapontador Passos.

As ameaças da penhora de casa e a vista larga do fisco para as offshores

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Autora: Isabel Faria

Nos últimos anos de vida, o meu pai deixou de conseguir conduzir. Um dia, sem mesmo eu saber, vendeu o carro velhote. Quem o comprou não tratou do seu abate. O meu pai não percebeu logo isso. Melhor, felizmente, acho que nunca percebeu isso.
Durante o ano de 2014, estando o meu pai no Lar, começaram a chegar a casa dos meus pais, cartas das Finanças para pagar os IUC de 2011, 2012 e de 2013. Porque eu não estava lá, e o meu pai também não, não soubemos de todas as notificações… imediatamente. Por isso, paguei mais de 800 euros para saldar uma dívida inicial de trinta e tal. Foi um acréscimo de 2000%! Ainda tentei pagar o IUC de 2014, sem penalizações, mas já era tarde. Deveria ter sido pago em Março e só tive conhecimento da obrigação em Maio! A penalização veio em forma de mais uma carta, juntamente com mais uma ameaça qualquer de penhora da reforma, da casa, da vida do meu pai… ou da minha. [Read more…]

Ocultação deliberada

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Não foi “negligência”. Foi deliberado. Efectivamente.

Desporto como ferramenta de inclusão social

2016-12-18-infantis-adc-santa-isabel-4-7-ascencao-fc-53Todos os fins-de-semana há milhares de tugas que metem pés ao caminho e fazem mexer uma parte fundamental da estruturação da nossa sociedade. São aos milhares, os pais e mães, atletas e treinadores, dirigentes e árbitros que viajam pelas nossas estradas e vias rápidas e, pelos becos e caminhos de Portugal. Meninas e meninos, entre os 8 e os 18, dos escalões de formação das mais diversas modalidades, de equipa como o futsal ou o andebol, ou no atletismo e na natação quando se tratam de competições individuais.

Muitos quilómetros, muita despesa, mas acima de tudo muito amor ao desporto e a práticas de vida saudável. Para além dos valores normalmente associados ao Desporto, a sociedade sedentária e hiper-escolarizada ganha uma nova importância. Os treinos e os jogos são o único momento em que os nossos jovens deixam as máquinas e os jogos digitais.

Se a futebolização do nosso país nos impede ter um olhar sobre outras modalidades, então os olhos de todos estão completamente fechados para o desporto jovem e para o esforço que tantas e tantas pessoas fazem para que ele se mantenha.

É, também por isso, maior a responsabilidade das estruturas federativas na gestão de alguns episódios, cada vez mais frequentes nas competições distritais, neste caso, do Porto. [Read more…]

As notícias da morte d’Os Truques foram manifestamente exageradas

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A ideia que fica é que são os Truques quem está a matar a imprensa portuguesa, não o contrário, Fernando. Aliás, o teu post refere isso, no final, quando afirmas que o irmão do Primeiro deu uma bazucada no jornalismo português. Não foi o único. Como as fake news e o clickbait, os jornalistas que se vêm prestando a este papel multiplicam-se, expondo desta forma o atoleiro em que está metida a grande parte da nossa imprensa. E não digo toda porque acredito que ainda existem muitos profissionais do jornalismo a lutar contra a corrente e a fazer um excelente trabalho. Mas até o melhor trabalho corre hoje o risco de ser reduzido a duas frases descontextualizadas, enganadoras e polémicas, para consumo rápido nas redes sociais. [Read more…]