Talvez ficasse melhor

Bananas international airport

Ginestlay (hoje, não há fatos)

Rendez-vous, rendez-vous, rendez-vous
Au prochain règlement

Stromae

Aber genau deswegen ist es an der Zeit, über neue Gesten nachzudenken und von Mourinho zu lernen, wie ein paar flüchtig hochgereckte Finger einen ganzen Roman erzählen können.

– David Hugendick

Alors arrivèrent les plus lâches, qui n’ayant pas osé frapper la chair vivante, taillèrent en lambeaux la chair morte, puis s’en allèrent vendre par la ville des petits morceaux de Jean et de Corneille à dix sous la pièce.

– Alexandre Dumas, La tulipe noire

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No outro dia, não havia contato, mas havia fato.

Hoje, não há fato, mas há contato.

Todavia, como sabemos, apesar de haver dias com fato e sem contato e dias com contato e sem fato, há dias com fato e com contato.

Imaginemos um dia. Um dia em que deixe de haver dias com fato e sem contato. Um dia em que deixe de haver dias com contato e sem fato. Um dia em que deixe de haver dias com fato e com contato. Wouldn’t it be good?

Exactamente.

Ainda bem que temos esta petição, a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação do AO90 e a Iniciativa de Referendo.

Assinou? Óptimo.

Efectivamente.

Desejo-vos uma óptima semana.

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Embuste na Câmara Municipal do Porto

Acredito, piamente, na primazia da democracia sobre todos e quaisquer outros sistemas políticos. Para mais quando nos dias de hoje, vários estudos técnicos, nomeadamente, os efectuados sobre a denominada “sabedoria das multidões” permitem conferir àquela convicção, alguma sustentação científica. Mas, obviamente, ninguém pode decidir bem se a informação recebida que fundamenta a sua opção, foi pervertida ou adulterada.

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Paradoxo da tangência

Varoufakis ressuscitado pelo PPE.

Sair da zona de conforto…

… ou o eufemismo para levar, calando, com as sucessivas alterações ao Código de Trabalho.

Código do Trabalho

Aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, com as alterações introduzidas pelas Leis n.ºs

  1. 105/2009, de 14 de Setembro,
  2. 53/2011, de 14 de Outubro,
  3. 23/2012, de 25 de Junho,
  4. 47/2012, de 29 de Agosto,
  5. 69/2013, de 30 de Agosto, e
  6. 27/2014, de 8 de Maio

Já se sabe que os trabalhadores são moinantes – daí a fúria de alterações à conta do pretexto “Troika”. Seis alterações ao longo de seis anos, com especial  incidência entre 2011 e 2014. Eis como implementar um projecto ideológico sem tal ser assumido.

Desvalorizar os resultados do deficit alcançado em 2016

[Rui Naldinho]

Aquele momento mesquinho e irracional em que Assunção Cristas assume em toda a sua plenitude, o papel de comentador desportivo, pós derby de fim de semana. Não querendo assumir os erros de estratégia na derrota do seu “clube”, a agenda politica que ela própria protagonizou com a sua equipa técnica no ultimo ano sobre a capacidade do governo em reduzir o nosso deficit, desculpa-se agora com estratégia arrojada da equipa e dos jogadores adversários, que não provocando lesões, utilizaram truques e manhas tão (in)comuns neste desporto nacional em que se tornou a política portuguesa, em especial a execução orçamental de cada ano económico.
A líder do CDS ao tentar desvalorizar os excelentes resultados do deficit de 2016, só se diminui como líder partidária que almeja voos maiores, mostrando inveja, tacanhez e falta de elegância democrática, pois não entende aquilo que todos nós já entendemos, há muito. [Read more…]

Uma besta é uma besta

O Partido Popular Europeu pediu hoje a demissão do presidente do Eurogrupo, na sequência das declarações racistas que proferiu recentemente.

É pena que tenha sido o PPE a fazê-lo e que o Partido Socialista Europeu, família à qual pertence o político holandês, se tenha limitado a declarações de escândalo e demarcação, sem exigir a sua saída. Não é assim que se faz. O espírito de seita não pode sobrepor-se aos mínimos da decência e uma besta é uma besta, mesmo que seja nosso primo.

Assalto ao (nome do) aeroporto

Claro que, quanto ao caricato disparate do aeroporto da Madeira, poderíamos desejar que Cristiano Ronaldo recusasse a honra. Porém, apesar de um génio da bola e um sobredotado em vários aspectos, no fundo é ainda um garoto imaturo e deslumbrado demais para perceber a armadilha que lhe ficará amarrada aos pés. Quanto ao presidente do governo regional da Madeira, Miguel Albuquerque, seria esperar demais vê-lo abdicar do seu rasteiro oportunismo e populismo barato e perceber que um jovem ainda tem muito tempo – e direito – para desgostar – por razões respeitavelmente humanas – quem o homenageia com um cheque de confiança absoluta no futuro. Não é por acaso que gente bem mais sábia que Albuquerque espera pela maturidade ou morte do homenageando para o honrar na toponímia. É porque, na velha tradição positivista, estes homenageados se constituem em referências cívicas e culturais que podem servir de exemplo aos vindouros. Homenagear deste modo após a morte não é sinal de morbidez, mas de sabedoria. Claro que o governante madeirense já refutou esta ideia, debitando as tolices apropriadas ao tema naquele tom modernaço e négigé tão grato aos neo-reaccionários.
Suponho que quem faz o favor de me ler está, neste momento, a pensar em vultos madeirenses de indiscutível grandeza, como Herberto Helder, ou em grandes figuras ligadas à aviação e ciência como Gago Coutinho. Qualquer deles seria mais adequado. Mas duvido que o primeiro desejasse tal honra e o segundo a quisesse vinda de quem vem e, de resto, já tem o seu nome espalhado por toponímia dos quatro cantos do mundo.
Finalmente, já o escrevi aqui, não me parece que os que dão o nome a aeroportos venham a ter uma memória alegre. É que não há boas notícias relacionadas com esses lugares. Só más. E, se tudo corre bem, notícia nenhuma.

E depois do adeus, restará alguma coisa?

[Rui Naldinho]

Muita gente se tem questionado sobre uma possível mudança de líder no PSD após as eleições autárquicas de 2017, lá para finais do Verão. Era bom que as pessoas não se iludissem muito com essa possibilidade, ainda que remota. Isso pode vir a acontecer. Não é impossível, de todo. O pior é o que resta no dia seguinte às eleições autárquicas, do partido de Sá Carneiro.

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Efectivamente, a ideia de batizar parece-me ridícula

Ao contrário daquilo que a SIC anda por aí a divulgar, Miguel Sousa Tavares não disse

A ideia de batizar o aeroporto com o nome de Cristiano Ronaldo parece-me ridícula.

Eis aquilo que Sousa Tavares, de facto, disse

A ideia de baptizar o aeroporto com o nome de Cristiano Ronaldo eu acho duma absoluta infelicidade, para não dizer mesmo ridícula.

Exactamente: baptizar.

Como é sabido, baptizar [batiˈzaɾ] ≠ *batizar [bɐtiˈzaɾ].

Efectivamente.

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