Chuck Berry (1926 – 2017)

«Chuck Berry Dies at 90; Helped Define Rock ’n’ Roll» (NYT)

A Seção Consular de Portugal na Bélgica não existe

Texto publicado anteontem no Luso.eu, portal da comunidade portuguesa na Bélgica.

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La linguistique est une science, humaine certes, non pas molle.
— Marc Wilmet

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Comecemos pelos fatos. Para quem não estiver a par destes assuntos, segundo o dicionário brasileiro Houaiss, «algo cuja existência pode ser constatada de modo indiscutível» é a definição de fato. O fato, nesta acepção, ou seja, na acepção de facto, abunda, como se espera, no brasileiro Diário Oficial da União. Contudo, como é lamentável e culpa única e exclusiva das autoridades portuguesas, os fatos na acepção de factos abundam no homólogo português, no Diário da República. Efectivamente, no sítio do costume, com ‘fatos’ e ‘contatos’ e ‘seções’ se tem vindo a adoptar o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90).

Recentemente, o texto A Seção Consular de Portugal na Bélgica não é caso único, de Ana Garrido, fez furor em determinados sectores da população portuguesa: nomeadamente junto de quem se exprime por escrito em português europeu. Esse texto, composto por grafias como ‘setores’ ou ‘afeta’, dir-se-ia redigido à luz do AO90. Todavia, a ‘seção’ (no título e no corpo do texto) é norma ortográfica do português do Brasil, onde a grafia <seção> (por <secção>) é adoptada.

Efectivamente, a ‘secção’ encontra-se, tal como os ‘factos’ e os ‘contactos’, entre os danos colaterais do AO90 na norma europeia do português. Este trio [Read more…]

Os nossos carrascos e os tipos que levam o país a brincar

Os mercenários da Standard & Poor’s anunciaram ontem a manutenção do rating da República Portuguesa no nível BB+, also known as “lixo”, atribuindo-lhe uma perspectiva “estável“. São más notícias para o país, que continua enfiado no buraco dos terroristas financeiros, piores ainda para os partidos à direita, que continuam a apostar as suas fichas na hecatombe das finanças públicas, muitos deles a rezar sucessivos terços para que o caos se instale e o assalto ao poder se torne mais fácil. Para sua desilusão, o problema não se agravou. Ainda. [Read more…]

Somos belas, recatadas e do lar


Magníficos bordados – de lenços de mão a aventais, arranjos florais e todo o tipo de lavores, máquinas de costura antigas e peças para bebés. Feitas à mão com todo o amor de mãe. Ao vivo na Biblioteca Municipal de Gondomar.
Só faltam os tachos.

O Tempo das hienas

Há uns anos, apareceu na Europa um movimento – chamemos-lhe assim – com o nome de Zeitgeist, uma palavra da língua alemã que pode ser traduzida por Espírito do Tempo. O principal instrumento de comunicação deste movimento foi um documentário, um filme, com o mesmo nome, produzido por Peter Joseph, que abordava, na mesma linha argumentativa, temas como a História do Cristianismo, os ataques de 11 de Setembro, a Federal Reserve, a Guerra e aquilo que ficou conhecido por NWO, a sigla inglesa da Nova Ordem Mundial.

O filme teve um impacto muito significativo em certos meios internacionais e ajudou, de algum modo, a estabelecer e promover uma leitura da História que não era comum encontrar-se nos ambientes ortodoxos do mainstream que, normalmente, veiculam uma narrativa histórica estabelecida de acordo com padrões ideológicos pré-definidos, que servem de cimento psico-político e psico-social à mais poderosa estrutura de poder instalada no mundo, que é, de facto, uma Religião que dá pelo nome de Protestantismo, e cujo Deus, o seu instrumento mágico, espiritual e operativo fundamental, é o Dinheiro.

A verdade é que, sob a aparência de uma sociedade laica, totalmente dessacralizada, com Instituições “profanas” depositárias do Poder terreno e corporizadas num Estado que se afirma separado das Igrejas e dos cultos confessionais, aquilo a que realmente assistimos é uma exímia e poderosíssima expansão global do poder Protestante, que soube, como nenhuma outra religião, adoptar as transfigurações simbólicas e mitológicas adequadas no sentido de conferir aparência secular e profana a estruturas que, na verdade, assentam em rituais, símbolos e arquétipos religiosos, alguns dos quais mágicos, cuja origem se estabeleceu in illo tempore.

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É por isso que gosto de futebol

O único sector em que os operários ganham mais do que os administradores

Trump recusa-se a cumprimentar Merkel

Escândalo! Que português com coluna vertebral a cumprimentaria?

O plano C de Pedro Passos Coelho

Após várias tentativas falhadas, Pedro Passos Coelho lá terá que recorrer ao seu núcleo duro para a corrida autárquica à capital. A escolha de Teresa Leal Coelho não foi ainda oficializada, é certo, mas como onde há fumo costuma haver fogo, a decisão do líder do partido, que fez ouvidos de mercador à concelhia lisboeta, é já encarada como dado adquirido pela esmagadora maioria da imprensa nacional.  [Read more…]

Cáritas de Lisboa apenas envia 16% dos fundos recolhidos para apoio aos pobres

É o que ouvi há pouco na reportagem da RTP3. Muito bem esteve Anselmo Borges, padre, ao comentar a reportagem, mostrando-se perplexo com a situação e afirmando que, se este número for verdade, então há que investigar o que é que se passa. E que o dinheiro tem que ir para o fim para o qual foi recolhido. Que isto assim não pode ser. Que o dinheiro tem que ser entregue imediatamente.

16% apenas! Tostões para os pobres, fortuna para os empreendedores da caridade, pomposamente pertencentes a uma tal economia social, mas que, na verdade, é um negócio que foi potenciado durante o mandato do anterior governo, como se ilustra a seguir em alguns recortes.

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