Cassandra Vera

A condenação a uma pena de prisão imposta por um tribunal à jovem Cassandra Vera, sob a acusação de os seus comentários sobre a morte, por atentado atribuído à ETA – quando a ETA era guerrilha – , nos idos anos 70, de Carrero Blanco terem um “carácter de descrédito, gozo e escárnio a uma vítima de terrorismo”, é inquietante. Blanco, um brutal ditador fascista, vítima?! Até os autores do atentado foram, depois da democratização de Espanha, amnistiados. E quero ser claro: um ataque a um 1º ministro fascista, isto é, um objectivo politico-militar de uma implacável ditadura – não esqueçamos que Franco, já depois do 25 de Abril português, promoveu fuzilamentos “preventivos” em Espanha – é resistência, é guerrilha, coisa muito diferente de terrorismo.
Não conheço todos os comentários irónicos de Cassandra, se são de bom ou de mau gosto. Sei que foi condenada a uma pena de prisão por delito de opinião. Ainda por cima, por ter má opinião de um tirano.

Ajustes directos à lupa – Porto

Como nos municípios anteriores, baseámos este estudo na análise do site base.gov. Relativamente à Câmara Municipal do Porto, foram feitos quase 1800 ajustes directos desde o início do mandato de Rui Moreira, num total de quase 45 milhões de euros.
Comecemos pelos escritórios de advogados. Em 3 anos e meio, a Câmara liderada por Rui Moreira entregou 9 contratos por ajuste directo à Cuatrecasas. O mais polémico é provavelmente o caderno de encargos do concurso de concessão do Pavilhão Rosa Mota. A Cuatrecasas no Porto, recorde-se, era à época liderada por Paulo Rangel, dirigente da Associação Comercial Portuense durante o mandato de Rui Moreira. E o advogado da sociedade que ficou com o contrato da Porto Lazer foi Filipe Avides Moreira, hoje o director da sociedade no Porto, actual director da Associação Comercial Portuense e marido de uma assessora jurídica da Câmara do Porto. No total, os contratos ajustados directamente à Cuatrecasas, em conjunto, ultrapassaram os 400 mil euros + IVA.
Já que estamos a falar de advogados, a Câmara Municipal ajustou directamente por 3 vezes com uma outra sociedade, a de Paulo Samagaio. No total, foram 167 500 euros + IVA. O que volta a ser curioso. É que Paulo Samagaio era o advogado que, à data da tomada de posse de Rui Moreira, defendia os interesses da Selminho contra a Câmara do Porto. Dois anos depois, estava a representar o Município. Tinha passado de um lado para o outro… ou esteve, afinal, sempre do mesmo lado?
José Pedro Correia Caimoto, Filipe de Lacerda Machado Barbot Costa, João Manuel de Amaral Regadas, Fernanda Paula Marques de Oliveira, Santos Pinto & Associados, Albuquerque & Associados, Miguel Veiga, Neiva Santos e Associados, Raposo, Sá, Miranda & Associados, Campos Pereira, Pedro Alhinho, Leopoldo Carvalhaes, Candida Mesquita & Associados, JPAB-José Pedro Aguiar-Branco & Associados, TELLES DE ABREU E ASSOCIADOS SOCIEDADE DE ADVOGADOS, Marco Almeida & Associado, Saraiva Lima e Associados, Garrigues Portugal e Sofia Nogueira Pinto (ufa!) foram outros dos advogados/sociedades de advogados que receberam ajustes directos. Mais 24 contratos e mais 545 mil euros.
No total, a Câmara de Rui Moreira gastou com advogados, em ajustes directos, mais de 1 milhão de euros – 1 114 833 euros, se quisermos ser precisos. + IVA. É caso para perguntar o que está a fazer o verdadeiro batalhão de advogados que trabalha na Câmara se, para tudo e mais alguma coisa, é preciso recorrer a ajustes directos ao exterior?

O Mandatário para a Juventude

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É lastimável o estado a que chegou a social-democracia europeia.

[Rui Naldinho]

Como já aqui escrevi, o Presidente François Hollande foi o Chefe de Estado Francês mais fraquinho que os gauleses elegeram até hoje, desde o fim da segunda guerra mundial. Já meditei com os meus botões algumas vezes e me perguntei a mim mesmo, se este fulano, numa hipotética França ocupada militarmente por um exército invasor, não seria ele um novo Philippe Pétain.

Hollande é de uma inconsistência a todos os níveis, até no plano moral. Numa atitude cobarde, face aos resultados que as sondagens lhe atribuíam, não ultrapassando uns míseros 15% das intenções de voto, na melhor das hipóteses, depois de cinco anos de uma presidência desastrosa, em que nem a sua atitude firme para com o terrorismo abafou a sua mediocridade, afastou-se de uma possível recandidatura, para não se sujeitar a uma humilhante derrota. Sarkozy apesar de tudo mostrou mais coragem.  [Read more…]

Falta o banco

Mas não é para a prova. É mesmo para as aulas.

Uma autêntica novela…

Ao que parece o Estado irá permanecer no Novo Banco com 25% do capital accionista. Isto é o pior de 2 mundos, porque nada irá decidir quanto às opções estratégicas da instituição, mas continuará responsável por eventuais prejuízos futuros, que acabarão pagos pelos suspeitos do costume. [Read more…]

Braga, o Medo e o Respeitinho

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A AUTO-CENSURA é mais tenebrosa que o MEDO?*
(o tema é mesmo supermercados)

Um grupo de cidadãos reúne-se em Braga (“a terceira cidade de Portugal“) para discutir a implementação em curso de (mais) um supermercado numa zona consolidada da cidade.
A dar eco deste debate sobre urbanismo e qualidade de vida na cidade está presente a Rádio Universitária do Minhowww.rum.pt

Na cidade, publicam-se os dois únicos jornais diários de todo o Minho, o Diário do Minho – de assumida inspiração católica, – e o Correio do Minho – assumidamente inspirado por quem quer que queira pagar.
Na terceira cidade de Portugal, nenhum dos dois jornais diários aqui publicados optou por dedicar um único parágrafo a um debate sobre urbanismo (mau urbanismo, na minha opinião).
Será porque a autarquia, convidada, declinou o convite para se fazer representar?
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O Aventar faz 8 anos


Ao mexer em papéis velhos, encontrei esta relíquia que nem sabia que ainda tinha.
Na tal noite de boémia de Cinfães, a certa altura peguei num papel e escrevi isto. A história do Aventar começava aí…
Parabéns a nós.