Caixa Geral de Depósitos

Dar “liberdade de gestão” a um Banco Público, faz com que ele deixe de ser um Banco Público.

Mário Nogueira está vivo?

É que o estardalhaço desapareceu. Deve ser a Educação em Portugal que de repente passou a ser excelente. Ou isso ou a Fenprof vendeu-se politicamente.

Décalage

Por via da alienação dos CTT, o Dr. Passos Coelho ainda não recebeu o aviso expedido há muito.

Os maluquinhos anti-acordo ortográfico…

… se calhar já se resignavam. Efetivamente, não parece que haja grande coisa a fazer. Temos de aprender a viver com as nossas deceções.

Empresarialização do ensino público: um país desigual

A reportagem só está acessível, para já, em papel ou num online exclusivo para assinantes. O título aí está, à vista de todos, como muitas das coisas que, no fundo, não vemos.

O excerto que pode ser lido por qualquer navegante virtual é revelador de que o inaceitável acaba por ser aceite como normal.

É uma realidade que escapa a quem vive nos grandes centros urbanos, mas há 61 secundárias onde os alunos não podem escolher o curso que querem, porque não há estudantes suficientes para abrir mais do que uma área de aprendizagem, no 10.º anoO número foi enviado ao JN pelo Ministério da Educação, mas uma busca feita no portal Infoescolas indica que, em mais de uma dezena de casos, essa Secundária é a única do concelho. É o caso de Pampilhosa da Serra e de Oleiros, cujas histórias pode ler ao lado.

O que está a negrito define de que modo o Ministério da Educação toma decisões há muitos anos: para abrir turmas e/ou disciplinas é necessário um número mínimo de alunos. Isto refere-se a escolas públicas, claro, ou seja, a instituições cuja função, entre outras, é a de oferecer aos alunos aquilo que não podem alcançar de outra maneira, a não ser que as famílias tenham dinheiro e/ou (in)formação suficientes.

Assim, em concelhos com poucos habitantes, e de acordo com as directivas do Ministério da Educação, os alunos não podem escolher a área que queiram frequentar no Ensino Secundário, sujeitando-se a um controlo apertadíssimo. Mesmo nas escolas de concelhos mais povoados, as minorias que queiram estudar latim ou alemão não são protegidas, com o próprio Estado a contribuir para o empobrecimento cultural de um país. [Read more…]

Vera Lynn faz 100 anos

vera_lynn_100yearsPerguntava Roger Waters se alguém se lembrava de Vera Lynn, se alguém se lembrava de ela dizer, cantando às tropas britânicas,  que nos voltaríamos a encontrar num dia de sol?
O que é feito de Vera Lynn? – Vera Lynn,  celebrou hoje 100 anos de vida.

EDP: A Esquerda que ladra mas não morde

A EDP teve em 2016 lucros de mil milhões de euros. Não obstante, recebeu no mesmo período um perdão fiscal de 20 milhões. Fora os outros.
E mesmo assim, já garantiu que a sanha contra os contribuintes vai continuar. E mesmo assim, sem precisar de garantir, os portugueses vão continuar a pagar uma das electricidades mais caras da Europa.
Escandaleira que não perturba a Esquerda e seus apoiantes. Já lá vai quase ano e meio de Geringonça e, no entanto, continuamos à espera – sentados, de preferência – de medidas que acabem com a pouca-vergonha. Planos Nacionais de Barragens, Barragem do Tua, rendas excessivas, perdões fiscais – em António Mexia e no seu buraco, cabe tudo. Mil milhões de lucro? Qual seria o défice se esse lucro fosse do Estado?
Do PS, nada espero. É exactamente igual ao PSD. Do PCP e do Bloco, esperava mais um (gigantesco) bocadinho.