Alexandra Lucas Coelho, o Último Texto.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Alexandra Lucas Coelho, o Último Texto.
Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação

Os neonazis vão estar em festa na Maia. Não vai haver polícias para nos bater.
Para o presidente do FC Porto, isto é um “contacto” normal. Lembrei-me logo do inofensivo contacto do dia 16 de Fevereiro de 2016.
Efectivamente: 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; etc.
O Bochechas é um castiço.
—Diogo Hoffbauer
Estive contigo há mais de 30 anos nas grades do Coliseu.
Agora é só descer a rua. Anda!
“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
Uma Jornalista a sério. Num mundo em que os estagiários são tratados como pajens, e aqueles que deveriam ser os portadores da verdade politicamente incorreta, os jornalistas, são apenas caixas de ressonância dos interesses instalados.
José Vítor Malheiros
“Ainda a propósito do despedimento de Alexandra Lucas Coelho do Público (entre muitos outros jornalistas e cronistas) e da última crónica que publica hoje naquele jornal.
São muitos os leitores que lembram e se consolam com o facto de ser possível continuar a ler a Alexandra nos seus livros e em crónicas e reportagens que certamente não deixará de publicar noutras páginas. Mas a questão não é essa e o facto só parcialmente serve de consolo. É que um jornal não é um somatório de textos e fotos que tanto se podem encontrar ali reunidos como dispersos em vários suportes avulsos.
Um jornal, aquilo que vemos reunido naquela mão-cheia de páginas, é o resultado de uma conversa constante que acontece na sua redacção e a saída de tantos bons profissionais do Público (e de outros jornais), ao longo dos últimos anos, empobrece de forma irreparável essa conversa.
É essa “conversa”, que passa despercebida aos leitores e que apenas se traduz no produto final, que produz o jornal, com a sua multiplicidade de pontos de vista, de referências, de interesses, de culturas, de memórias, de sentimentos, de preocupações, de gostos, de estilos, de histórias, de discussões, de valores e de atitudes que se enfrentam mas que confluem num objectivo comum: dar o mundo a conhecer aos leitores, ajudá-los a compreender melhor o mundo em que vivem e a compreender os outros, a agir sobre o mundo e a participar de forma empenhada e criativa na construção de um mundo melhor e na construção do próprio jornal, num processo de realimentação constante, exigente e generoso.
Esta conversa (a que os especialistas chamam a cultura da redacção) é, nos melhores casos, como o Público foi durante anos, um lugar maravilhoso, intelectualmente estimulante e excitante, eticamente exigente, divertido e caótico, apaixonado e extenuante, sentimentalmente agitado, cheio de gritos e discórdias e de fúrias, de noites sem dormir e de frustrações diversas, mas também de alegria e de camaradagem, de vitórias pessoais e, nos melhores momentos, de êxitos da cidadania e da cultura.
É por isso que, mesmo que Alexandra Lucas Coelho e tantos outros continuem a escrever noutros locais, o seu texto tem este sabor inconfundível do luto e de perda. É de perda que se trata e de uma perda irreparável. Nascerão certamente outros jornais e outros espaços de liberdade, de cultura e de debate democrático. Mas este, aquele que ela e eu ajudámos a construir, por agora está a morrer e isso é profundamente triste.”
Mais uma remadora atirada pela borda fora. Só interessam os cinzentos, os incondicionais. QUO VADIS LIBERDADE DE IMPRENSA.