Alexandra Lucas Coelho, o Último Texto.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Alexandra Lucas Coelho, o Último Texto.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Uma Jornalista a sério. Num mundo em que os estagiários são tratados como pajens, e aqueles que deveriam ser os portadores da verdade politicamente incorreta, os jornalistas, são apenas caixas de ressonância dos interesses instalados.
José Vítor Malheiros
“Ainda a propósito do despedimento de Alexandra Lucas Coelho do Público (entre muitos outros jornalistas e cronistas) e da última crónica que publica hoje naquele jornal.
São muitos os leitores que lembram e se consolam com o facto de ser possível continuar a ler a Alexandra nos seus livros e em crónicas e reportagens que certamente não deixará de publicar noutras páginas. Mas a questão não é essa e o facto só parcialmente serve de consolo. É que um jornal não é um somatório de textos e fotos que tanto se podem encontrar ali reunidos como dispersos em vários suportes avulsos.
Um jornal, aquilo que vemos reunido naquela mão-cheia de páginas, é o resultado de uma conversa constante que acontece na sua redacção e a saída de tantos bons profissionais do Público (e de outros jornais), ao longo dos últimos anos, empobrece de forma irreparável essa conversa.
É essa “conversa”, que passa despercebida aos leitores e que apenas se traduz no produto final, que produz o jornal, com a sua multiplicidade de pontos de vista, de referências, de interesses, de culturas, de memórias, de sentimentos, de preocupações, de gostos, de estilos, de histórias, de discussões, de valores e de atitudes que se enfrentam mas que confluem num objectivo comum: dar o mundo a conhecer aos leitores, ajudá-los a compreender melhor o mundo em que vivem e a compreender os outros, a agir sobre o mundo e a participar de forma empenhada e criativa na construção de um mundo melhor e na construção do próprio jornal, num processo de realimentação constante, exigente e generoso.
Esta conversa (a que os especialistas chamam a cultura da redacção) é, nos melhores casos, como o Público foi durante anos, um lugar maravilhoso, intelectualmente estimulante e excitante, eticamente exigente, divertido e caótico, apaixonado e extenuante, sentimentalmente agitado, cheio de gritos e discórdias e de fúrias, de noites sem dormir e de frustrações diversas, mas também de alegria e de camaradagem, de vitórias pessoais e, nos melhores momentos, de êxitos da cidadania e da cultura.
É por isso que, mesmo que Alexandra Lucas Coelho e tantos outros continuem a escrever noutros locais, o seu texto tem este sabor inconfundível do luto e de perda. É de perda que se trata e de uma perda irreparável. Nascerão certamente outros jornais e outros espaços de liberdade, de cultura e de debate democrático. Mas este, aquele que ela e eu ajudámos a construir, por agora está a morrer e isso é profundamente triste.”
Mais uma remadora atirada pela borda fora. Só interessam os cinzentos, os incondicionais. QUO VADIS LIBERDADE DE IMPRENSA.