RIP


Portugal perdeu uma voz lúcida.

Comments

  1. Areia para os olhos says:

    Não.

  2. Rui Naldinho says:

    Ainda esta noite, 3 de Julho, eu ouvi o Professor Nuno Garoupa, na RTP3, a comentar os últimos acontecimentos cá na nossa Santa Terra, e percebo como é difícil ser-se coerente e lúcido. Mas é ao mesmo tempo muito fácil. Desde que não se tenha uma agenda escondida. Desde que estejamos libertos de alguns estereótipos. E de certezas do nada!
    Medina Carreira era um espalha brasas. Tinha na maioria das vezes razão. Tal como tem Pacheco Pereira. E até Francisco Louçã. E Bagão Félix.
    Só que há uma diferença entre Pacheco Pereira, Medina Carreira e por exemplo, Nuno Garoupa. Ou até Bagão Félix.
    Os primeiros dois estão quase sempre contra quase tudo o que sai das cabeças pensantes da classe política deste país. E acertam quase sempre nas suas análises, porque essa classe política é tão má, tão incompetente, por vezes corrupta, que a probabilidade de eles falharem no seu raciocínio é reduzida.
    O problema só surge, se alguém lhes sugerir serem eles ou elas, a tomar a decisão.
    O que fariam? Que medidas tomariam?
    E é aí que a porca torce o rabo.
    Por exemplo:
    Medina Carreira achava que o Estado devia cortar as rendas da EDP. Eu também. E o António provavelmente concordará.
    Pois é! Mas então ele acha que Catroga, Braga de Macedo, Celeste Cardona, Rocha Vieira, Luís Amado, estão lá a fazer o quê, na EDP?
    Demitia-os a todos? Rasgava os contratos? Renegociava-os à força?
    Dizer que o país gasta mais do que aquilo que produz, é fácil. Apontar os culpados, defender o seu julgamento e a sua prisão, é mais difícil, não vá um de nós ter por lá um filho, ou um irmão.
    Como diria o Ricardo Araújo Pereira:
    Eles falam,…falam, falam, mas não os vejo a fazer nada!

  3. Paulo Marques says:

    Só é pena o que fez e o que dizia. Mas os pobres de espírito entram no céu.

  4. Jose Oliveira says:

    Não é aceitável que se notice a morte de M. Carreira e não se esclareça o público sobre as linhas mestras do seu pensamento político-económico, deixando tudo nebuloso, como se fosse “natural” que um dos lídimos defensores do capitalismo selvagem seja apenas um “crítico”. Nenhum jornalista ousou constatar que as críticas de MC sempre se centraram no facto de os governantes não se mostrarem à altura, segundo ele, de aplicarem as medidas indispensáveis à boa gestão capitalista pura e dura, tão do seu agrado. Lembro apenas a sua solução para resolver o problema do baixo investimento: oferecer de mão beijada 10 anos sem impostos aos benevolentes investidores que quisessem aplicar aqui, no rectângulo, os frutos do suor do seu trabalho.
    Palavras para quê? É um grande artista português e usa a cartilha neoliberal tão do agrado do seu ídolo, o acabado Silva.
    Não esbanjámos…. Não pagamos!!!!!

  5. MJoão says:

    RIP, contudo detestava-o . Nunca esquecerei Hernâni Lopes , numa das últimas aparições em público ,e a “tareia” que lhe deu por só fazer críticas e não avançar com nenhumas propostas.

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