Henrique Medina Carreira

1931-2017

RIP

Portugal perdeu uma voz lúcida.

Orçamento

O Dr. Medina Carreira não sabe quem vai preparar o OE2014. Esperemos que não seja o autor dos OE2012 e OE2013.

Medina Carreira explicado aos infantes

Pelo Tiago Santos.

Sem comentários

fuga ao fisco

fuga ao fisco

Dedicado aos queridos comentadores que confundem Medina Carreira, o avô deste governo, com uma pessoa de bem.

Medina Carreira explicado aos ingénuos

Não há alternativa! – grita o papagaio dos banqueiros.

Taxar os Ricos (um conto de fadas animado).

Adenda: e já agora, um excelente artigo, Os Donos da Dívida do economista Castro Caldas.

Para isso mesmo pode ter servido a intervenção da troika: para limpar os balanços das instituições financeiras estrangeiras (sobretudo europeias) de títulos da dívida portuguesa tornados demasiado arriscados

Medina Carreira andava a branquear acima das suas possibilidades

medina carreira

O mandato de busca do juiz Carlos Alexandre “indicia que o nome de Medina Carreira foi encontrado nos documentos apreendidos a Canas como tendo três offshores geridos por Michel Canals, e que será mais um cliente da organização”.  (…) Ainda segundo o Sol, no caso de Medina Carreira estarão em causa apenas transferências do banco UBS, na Suíça, para Portugal, efectuadas desde 2006, no valor global de mais de meio milhão de euros. E a investigação terá de pedir informação ao UBS para perceber se o dinheiro em causa era de Medina Carreira ou de clientes seus. in Público

Claro que desmentiu tudo. Podia lá ser. Um homem acima de toda a suspeita. Incapaz de mentir. Sobretudo quando ataca os políticos, coisa que nunca foi.

O 15 de Setembro correu mesmo bem

O Merdina Carreira está chateado. Ainda vai para o governo e lá teremos saudades dos que lá andam.

Merdina Carreira, a queda de um anjinho

Medina Carreira “Salazar foi um bom gestor. Era bom termos hoje um bom gestor”

I

O resto da entrevista tem outras revelações: não existe esquerda nem direita (esta já a direita a diz desde que há esquerda), o FMI já devia ter vindo, e a repetida mentira de que a crise é da responsabilidade do estado que gastou de mais (os bancos devem ter roubado de menos).

Mas é bom que o político, ex-ministro do PS, assuma o seu salazarismo. Assim ao menos perde aquela arzinho de independente, tipo anjinho pairando acima dos outros, e  sabemos com quem contamos. Este não enganou poucos.

Portugal é um grande caso BPN

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“Portugal é um grande caso BPN”, Medina Carreira no Negócios da Semana, da SIC Notícias, 13.08.2009. Um programa emitido antes das legislativas de 2009. A ouvir de novo, especialmente agora que se preparam os programas eleitorais. Apenas três destaques:

  1. Ao minuto 25:00 – Em 2007 endividamos-nos 22 mil milhões, mais do que em quaisquer dos anteriores 12 anos, milhões esses que  insuflaram a procura interna. Este brutal endividamento trouxe um crescimento de 1.9% mas não nos podemos endividar nesta ordem de grandeza todos os anos.
  2. Ao minuto 42:00 – Em 15 anos, a dívida de português ao exterior subiu 10 vezes, de mil e tal para quarenta e tal mil euros. Temos um português a trabalhar para outro português, que o Estado mantém.
  3. Ao minuto 46:15 – O keynesianismo não é possível em Portugal. O keynesianismo surgiu em economias fechadas e protegidas. Dantes, o dinheiro que o Estado gastava na economia servia para comprar um produto português. Agora, com o mercado aberto e como estamos a comprar sobretudo produtos estrangeiros, quando o Estado injecta dinheiro na economia, está a financiar a economia estrangeira.

Falar sozinho no Plano Inclinado é uma coisa, debater a sério era uma maçada

Há um, dois anos, pensei em candidatar-me à Presidência da República, e disse-o a uma ou outra pessoa de família. Mas depois comecei a pensar: para quê? Primeiro, não sou eleito, não tenho nenhum partido a apoiar-me e, portanto, ia andar 90 dias (…) a dizer umas coisas. A minha intenção não era propriamente chegar a Belém, e por uma razão que eu referi ao professor Cavaco Silva antes de ele se candidatar: o Presidente da República não tem poderes para pôr ordem neste país. Com estes poderes, não quereria. E ia ter uma série de maçadas só para discutir outros assuntos diferentes dos habituais.

Medina Carreira, em entrevista ao Marcelino dos Tablóides

É toda uma tradição nacional: Salazar fez-se eleger para o parlamento republicano (pela vila de Arganil onde nunca meteu as botas) mas não usou o cargo de deputado. Era uma maçada. Mais tarde soube chegar a chefe do governo com todos os poderes para por ordem no país. É o sonho do Merdina Carreira. Valha-nos que a idade já não lhe perdoa, e a tropa anda sossegada, mas tenhamos em conta que este é amigo do Passos. O que somado ao Ângelo das Inventonas começa a ser uma ameaça. Ou pelo menos uma maçada.

Lá diz o Medina: “Esta garotada…”

O repisado discurso do caos e da catástrofe de Medina Carreira cansou-me. Há muito, acrescente-se. Para cúmulo, na maioria das vezes, transmitido diante daquele olhar meio gazeado e esbugalhado do Mário Crespo, uma espécie de esfinge elegíaca da desarmonia nacional.

Todavia, do discurso, remanescem fragmentos e frases inesquecíveis. Uma das tiradas de Medina é a referência depreciativa à nova geração de políticos, em especial aos líderes José Sócrates e Passos Coelho. Descrente nas capacidades de ambos, lá vai dizendo: “Esta garotada…”.

Com efeito, até por culpa dos criticados, o homem parece estar com a razão. Estamos perante uma garotada. Um, em Nova Iorque e ao arrepio do sentido de Estado, ameaça fazer demitir o seu governo, se o OGE não for aprovado, e invectiva o rival ‘laranja’ por sua vez, este último, nos Açores, afirma que não voltará a reunir-se a sós com o líder ‘rosa’.  

Vivi conjunturas e contextos muito conturbados na vida política portuguesa – PREC, por exemplo – mas nunca sob o alto patrocínio de líderes políticos, moldados por leviandades infantis do género. No momento de crise económica e social com que o País se debate, impunha-se a Sócrates e Passos de Coelho ter comportamentos responsáveis. Mas o que pode esperar-se de gente deste tipo? Muito pouco, para não dizer…nada!

Patriotismo e PS, uma relação estranha

As minhas noções de economia são escassas e não vão muito para lá do que qualquer trabalhador deste país sabe – no fim do mês sobra quase sempre mês no fim do dinheiro.
Em torno do orçamento de estado tem havido, fundamentalmente 3 correntes de opinião:
a) governo, PS, boys, empreiteiros, os do costume, etc- é preciso reduzir a despesa do estado e isso é feito à custa dos funcionários do estado, isto é, a fatia salários é a culpada das desgraças do país.
b) Oposição PSD: o corte tem que ser feito nas obras públicas de grande dimensão que não geram emprego.
c) Medina Carreira e Silva Lopes: isto não vai lá com paninhos quentes. Temos que reduzir e já a despesa.

Os boys do PS dizem que estes últimos são anti-patriotas porque só falam do que está mal, esquecendo o que de bom há no país. Eu costumo dizer que patriotismo é pagar impostos…

Os argumentos de Medina Carreira e Silva Lopes são os que mais me convencem – a cortar que seja já, sem pena de afectar A ou B. Sugerem um corte IMEDIATO de 5% em todos os salários e pensões, por exemplo, acima de mil euros / mês (informação ao leitor: eu faço parte deste grupo).
Dizem que assim conseguimos reduzir 5% da factura imediata e que isso será um grande contributo.
Sugiro, eu, [Read more…]

Crespo "calhandrices"

Calhandra : ave conirrosta de vôo curto e rasteiro, espécie de cotovia. Pássaro, também conhecido por calandra, cochicho, cotovia, laverca, etc…

Ora como o Mário Crespo, não é bem uma ave ( talvez canora, ainda vá que não vá…) mas no resto nem por sombras, cotovia também não, resta cochicho…

Cochicho : acto ou efeito de cochichar, murmúrio…

Cochichar : pronunciar em voz baixa, dizer em voz baixa, segredar; segredar em voz baixa ao ouvido de alguém.

Eu, não é para armar em engraçadinho, mas sempre achei que o Mário cochichava, aquela de ele apresentar o telejornal é todo um cochicho. Realmente, ele cochicha aos nossos ouvidos.

Logo, é uma calhandrice a profissão dele, anda sempre a calhandrar, a prova é que ele só convida tipos que calhandram, como é o caso do Dr. Medina Carreira, o “calhandrices-mor” que também vai ter que deixar de murmurar …

Não me vão dizer que o calhandrices- mor é uma ave dendrocolaptídea, não se ofendem as pessoas assim ou em alternativa (?) ser uma ave da família dos furnarídeos…

Isto, por acaso, é mesmo para arranjar um problema ” calhandro” porque sempre ouvi e andei a cantar a famosa canção, de que os meus sofredores, desculpem, leitores, também já cochicharam e nunca ninguém me negou a publicação do quer que seja. Quem não se lembra do – Olh’ó o cochicho!) que anda sempre a cochichar…

Outra hipótese é ser um chapéu velho, aí sim, que me lembre já vi várias vezes o Medina Carreira de cochicho na cabeça, mas não sei se andava a cochichar, mas poder ser, pode!

Isto tudo para dizer que quem não murmura é o nosso bem amado primeiro ministro, esse grita : Ó Mário não cochiches ! Deixa-te de calhandrices, ó Medina!

De Fernando Charrua a Mário Crespo

Os defensores do Governo, os do costume, andam muito escandalizados porque uma conversa privada, num restaurante, foi ouvida por ouvidos alheios e chegou até Mário Crespo.
É muito curioso que essas Virgens ofendidas não tenham tido a mesma preocupação quando, em 2007, o professor Fernando Charrua foi suspenso e processado na base de uma conversa privada, em local público, na qual ele alegadamente chamara filho da puta ao primeiro-ministro.
Pois é, as coisas são sempre vistas pelo prisma que mais interessa. É como as conversas privadas. Podem ser ouvidas, mas depende sempre do que é dito e dos interlocutores envolvidos. É que uns têm mais direito a privacidade do que outros.