Parrachita à presidência!


Maria Vieira, actriz portuguesa de créditos firmados que dispensa apresentações, decidiu recentemente envolver-se em profundas discussões politico-filosóficas nas redes sociais, causando um imenso frenesim entre as massas, o que é revelador do seu impacto na sociedade portuguesa. Ficamos a saber, entre outras coisas, que se posiciona ideologicamente na fronteira entre o conservadorismo radical e a extrema-direita e que admira fervorosamente o ícone maior do nacional-socialismo moderno mais populista, fanático e estupidificante de que há memória, Donald Trump. Como é seu direito.

O cartaz em cima não existe. É uma montagem da Uma Página Numa Rede Social de um cartaz de Teresa Leal Coelho na Praça de Espanha, onde nada mais que o seu nome e a sua cara photoshopada lá estão. Não há slogan, não há propostas, nada. Só uma cara e um nome, o que para muitas pessoas neste país ainda é mais que suficiente para entregar alegremente o seu voto. Sim, temos os políticos que merecemos.

Mas a escolha da Uma Página não podia ser mais oportuna. Uma activista pró-extrema-direita norte-americana em coligação com uma alta oficial do PSD mais radical e à direita de que há memória faz todo o sentido. Aliás, tal como Maria Vieira, também o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, parece empenhar-se no branqueamento da ameaça que o troglodita americano representa. Já Teresa Leal Coelho não estará muito longe deste paradigma. Basta ver a forma como tratou a concelhia de Lisboa, por altura da sua nomeação para a disputa da capital, para perceber que o respeito pela democracia à moda de Trump está lá.

Sugestão: ainda vão a tempo de retirar Teresa Leal Coelho da corrida, até porque ninguém deu por ela, tal como ninguém deu por ela na vereação e nas assembleias municipais de Lisboa. É substituir a senhora por Maria Vieira, que sempre granjeia mais simpatia que a sétima escolha de Passos Coelho para a CM de Lisboa, e pode ser que, coligada pós-eleitoralmente com Assunção Cristas e com aquele macho latino do PPM, cujo nome desconheço e não perderei tempo a googlar, ainda dê para derrotar Fernando Medina. And everything’s gonna be Al(t)right!

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Já tinhamos o Zé Saraiva, na direita. Faltava-nos uma Maria Viera. Um dia teremos também o nosso “Boy Jorge”, com aquele cabelo punk, a dizer umas quantas alarvidades.
    Uma espécie de “uma família às direitas”, Tuga, muito longe da qualidade e humor da série americana: “All in the family”.
    O que mais apreciei no comentário de Maria Vieira nas redes sociais, sobre o Marcelo Rebelo de Sousa, foi o ela não ter assumido que também votou nele. Nada a estranhar desta gente.
    Daqui a uns tempos vamos constatar que Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito pelo PCP, BE e pelo PS.

  2. Rui Naldinho says:

    Nunca fui muito adepto das “Parrachitas”.
    Coisas que nos dão na mona, sei lá!!
    E então, quando elas são muito pequeninas, ainda menos. Aquilo quase nem se vê!?
    Sempre fui muito mais fã, de “Pombinhas”!
    Enfim, desculpem-me, mas vez em quando dá-me para estas mariquices !

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