Então, não estavam fartos do politicamento correcto?


A bancada do PCP votou contra o voto de pesar pela morte de Belmiro de Azevedo. BE e PEV abstiveram-se. Alguns que criticam estas posições são os mesmos que, noutras ocasiões, defenderam que existia no país um praga do politicamento correcto. Querem ver que a pandemia está em crescimento e já atingiu os anteriormente irreverentes?

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Completamente de acordo.
    Estamos perante uma classe política hipócrita que só pode ter hipócritas a suportá-los. Ao menos, desta vez, verificou-se que há coerência, característica que, para a gente do “politicamente correcto”, foi engavetada há muitos anos.
    Houve coragem de alguém para passar a mensagem que se não aceita a divisão dos portugueses entre os de primeira e os de segunda. Há milhares de portugueses que são chefes de família, que contribuem, de algum modo, para a manutenção e sucesso do País que os papagaios da Assembleia da República ajudam a depenar, enquanto que a outros lhes são concedidas votos.
    Não está em causa a pessoa, que não discuto, mas o acto de um conjunto de iluminados que seguem à letra o descrito no “Triunfo dos Porcos” de Orwell.
    Já basta ter de ler nas redes sociais as lamentações das “carpideiras” constituídas na sua grande maioria por políticos e jornalistas.
    Do PS, não se podia esperar outra coisa, pois em nada é diferente do PSD. Da dita esquerda, o BE e o PEV decidiram jogar o “politicamente correcto” tipo Macron que não é carne nem é peixe, muito antes pelo contrário.
    Esta classe política de papagaios que habita na auto-proclamada “Casa da Democracia”, vive, na realidade, numa bolha afastada do comum cidadão português e, entre três ou quatro facadas nas costas um dos outros, passam alvíssaras aos “portugueses de primeira”, alguns vivos e outros, logo após a morte.

    ARTIGO 13.º da Constituição da República Portuguesa
    Princípio da igualdade
    1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
    2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

    E são os papagaios que votam estas leis que fazem o que fazem…

  2. Mário Reis says:

    Ora vejamos, como bem viu quem assim escreveu no foicebook
    ‘Azar ou Sorte !
    Um exercício de ficção
    Se Ricardo Salgado a quem lhe foi conferido o grau de Doutor Honoris Causa tivesse falecido antes da hecatombe do império Espírito Santo , teria tido um voto de pesar na Assembleia da República aprovado pelo PSD,PS,CDS , com a abstenção do Bloco e o voto contra do PCP.
    E teria na imprensa artigos de louvor do actual e de ex presidentes da república e de outras cintilantes personalidades evocando a sua figura de grande empresário , cujo banco e empresas muitos empregos criaram, bla´, bla´, bla´, a quem Portugal muito deve …
    Notas :
    1) Qualquer semelhança com outros factos recentes é pura coincidência .
    2) Contrariamente ao que está instalado na opinião pública não são as empresas que criam empregos . Bem gostariam .
    Quem cria empregos é o poder de compra , a procura interna ou externa . Se um empresário criar uma empresa com milhares de postos de trabalho e esta não tiver procura dos seus bens ou serviços os milhares de trabalhadores acabam todos na rua .’

    “Se puderes olhar, vê. Se puderes ver, repara”

  3. Rui Naldinho says:

    “Cristas critica PCP e BE por se “evaporarem” quando notícias não são boas”
    http://observador.pt/2017/11/11/cristas-critica-pcp-e-be-por-se-evaporarem-quando-noticias-nao-sao-boas/

    Mas podia replicar aqui mais uns quantos links, e citações, vindos de toda a elite Tuga, e da “jornaleira ao serviço dos seus propósitos”, que este comentário acabaria muito longo.
    Ora, goste-se muito, pouco ou nada, do Eng. Belmiro de Azevedo, diríamos que a sua morte é sempre má. Em todos os sentidos.
    Má para os que gostam dele, porque sentiam afinidades com o empresário em vários domínios. Logo, sentem dor e respeito.
    Má para os que gostam menos dele, mas apesar de tudo reconhecerão capacidade de iniciativa e decisão ao empresário, ainda que criticassem alguns dos seus métodos. Logo, sentem compreensão.
    Má para os que não gostam dele, por motivos diversos, mas que eles mesmos reconhecerão nada mudar com a sua morte. E nessa medida o desconhecido é sempre pior do que aquilo que já conhecemos. Logo, é má pela incerteza. o futuro será ainda pior?
    Nesta medida o PCP portou-se igual a si próprio. Não mudou. Nem vai mudar tão cedo.
    O que muda dia sim dia não é o discurso de um certo número de políticos e escribas por eles avençados, para dizerem a cada dia que passa, aquilo que são as suas reais frustrações, que se resumem de uma forma básica a “não estrem eles no governo tentar lixar-nos a vida”.
    A direita tem de perceber de uma vez por todas, que nesta altura do campeonato o PCP e o BE jamais lhe facilitarão a vida. Mal por mal, é sempre preferível aguentar um PS errático, do que uma PàF com sinais de radicalismo liberal.

    • Rui Naldinho says:


      “não estarem eles no governo tentar lixar-nos a vida”.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Rui Naldinho.
      Não é a pessoa que está em causa, pelo menos na minha crítica. Não discuto pessoas nestas condições.
      Discuto a atitude de uma casta que se julga no direito de por e dispor dos seus quereres e interesses.
      E, não sendo jornalista e muito menos avençado, também não leio a atitude do PCP como o Rui Naldinho lê, embora admita que possa estar errado.
      Já agora, os que repetem à exaustão os argumentos expressos no voto e o defendem, não serão avençados?

      Entendo que como um português que está farto desta casta de agentes de um regime caduco – que pomposamente se chamam deputados e ao regime, democracia – é preciso dizer que chega de proteccionismo e de divisões sociais.
      Esta gente assume posições racistas com estas determinações e nem respeito tem pela Constituição. Por isso, um deles, quando foi primeiro ministro, tudo fez para a mudar…

  4. Paulo Marques says:

    Quer um voto de pesar? Peça à Holanda ou ao Panamá, pelo qual fez tanto.

  5. Carlos Magalhães says:

    Mário Reis, mais no ponto é dificil. Andar no mundo por ver andar tótós comentadeiros é no que dá. Podiam tb citá-lo para clarificar a sua grande visão…

    ‘Não há milagres, no mundo global só ganham os melhores, não há lugar para coitadinhos (…) têm que procurar emprego fora do pais, mas não deve ver isso como um mal, é enriquecedor, sair de Portugal não é vergonha nenhuma, não é uma imposição, mas não podemos ficar fora do mercado concorrencial”.
    Maio de 2012

    “Diz-se que não se devem ter economias baseadas em mão-de-obra barata. Não sei por que não. Porque se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém.”
    Março de 2013

  6. JgMenos says:

    Nao se trata de corretês ou não.
    Trata-se da pertinaz e congénita cretinice esquerdalha.

    • Faccioso, como habitualmente.

    • Paulo Marques says:

      E então porquê? Fez alguma coisa pelos outros na vida?

    • ZE LOPES says:

      Lá está! O problema de V. Exa. é que não ouve o povo! Que lá na minha terra diz: “mais vale ser esquerdalho, que direitolho a levar com o…”. Aqui, o povo cortou, porque é muito bem educado, ao contrário de V. Exa.

      Até porque, nas casas das nossa famílias se diz aos petizes: ” Oiçam pequenos! Leiam tudo, salvo o que posta o Menos”.

      Direi que é uma sabedoria congénita e pertinaz! Infelizmente, já não se usa, a não ser algures lá por Crackavelos!

      Que Deus o guarde, ó Menos, já que não há divindade que o impeça de postapescadar

  7. Carlos Correia says:

    Como arouquense confiro-lhe toda a razão, Carlos Almeida:
    Ler “Os Donos de Portugal e “Os Burgueses” e uma boa pesquisa no google, ajudará muita gente a chegar à realidade.
    Exemplo: http://anticolonial21.blogspot.pt/2013/03/o-ladrao-belmiro-azevedo-no-clube-dos.html
    Mas existem muitos mais…

    • Carlos Almeida says:

      Pois é Sr Correia.

      Há por aí muita gente que não sabe e ou não quer saber algumas coisas importantes.
      Milagres, para quem acredite neles, só 200 Km mais para o Sul.
      Mas como estamos a falar de mortos, fico-me por aqui

  8. Se eu fosse um escravo boçal e irresponsável na próxima vez em que somos convocados a exercer o nosso “direito” e lá vamos fazer uma cruz numa folha de papel fazia-a no quadrado do PCP… Azar o deles, não sou!

    • ZE LOPES says:

      Para a próxima, escreva em Português! É só uma sugestão…

      • És limitado escravo! Tal e qual como estas caixas de comentários que não deixam editar comentários!

        Mas se não tens capacidade para compreender o que ali está escrito, sugiro que voltes para a escola, primária de preferência!

        Para finalizar… O teu (não) comentário é o típico de mané!

        • Carlos Almeida says:

          Boas

          Já que falou em Escola, esclareça-nos a todos PF, qual o significado da palavra “mané”.
          A bem da língua portuguesa, digo eu…

          • Boas 😉

            Então cá vai: mané – substantivo masculino – origem controversa! – que significa “tolo” ou “pateta“!

            Achei que ficava apropriado porque aqui na região onde vivo é habitual o uso da expressão “És um zé mané”, e dado que o outro escravo é ZE (sem acento!)…

            Mas uma pesquisa rápida num qualquer “Pai dos Burros” permitia toda esta informação de forma muito mais rápida e eficaz e condensada, além de que me tinha poupado tempo e o inevitável desperdício de tantas letras!

            😎

        • ZE LOPES says:

          Em Português! Nada de subterfúgios! Escrava foi a mãezinha de V. Exa. em o ter aturado!

          E, lá na minha terra também diz o povo: “Quem te chama mané é choné” Saiba V. Exa que não sou eu que digo. É o povo. Lá na minha terra!

          Cá para mim, a voza0db de V. Exa não lhe sai propriamente da boca. Ou V. Exa. já está a confundir os orifícios!

  9. Mário Reis says:

    Mais lixados que os adoradores de chefes e predestinados, só mesmo os anjos. Se Belmiro foi para o céu começam a trabalhar em horário rotativo, sem fins de semana e feriados.

  10. JgMenos says:

    O consolo dos medíocres é que não lhes exibam exemplos de grandeza…

    • Mário Reis says:

      Por falar em grandezas, travar a fundo o aumento de salários em especial dos que querem 600,00.
      Com os votos do foicebook… É natal é Natal …

      “Há 68 mil portugueses com fortuna superior a um milhão de dólares ! ”
      “Há mais sete mil milionários este ano em Portugal ”
      Credit Suisse- Global Wealth

    • Mário Reis says:

      Quanto (mais grande) maior melhor, né… Gostos não se discutem!!!
      Segundo dados da página na Internet do Fisco, o montante comunicado pelos bancos das transferências para paraísos fiscais em 2016 foi de cerca de 8,6 mil milhões de euros.
      Em 2016 foram feitas quase 58,8 mil transferências para estes territórios com situação tributária mais favorável. As transferências para ‘offshores’ foram feitas principalmente por empresas (num total de 3.520 empresas), responsáveis por enviar quase 8,4 mil milhões de euros para paraísos fiscais. Digo eu que, uma boa maquia será dos beneméritos e pandilha que, perto do natal, se lembrarão dos pobrezinhos e, ardentes de afeto, lá vai mais uma selfi a comer com os pobres e sem abrigo. 600,00 euros!? Ui, que loucura, pois isso é um preço exponencial que arruína a economia… das disparidades que engorda os donos de paraísos.

  11. Carlos Almeida says:

    Boa noite Sr voza0db

    O que encontrei sobre a palavra “Mané” foi:

    Na Africa Ocidental, nomeadamente em criolo da Guine Bissau, é nome para apelido de pessoas, usado frequentemente.
    Em Portugal é um diminutivo carinhoso para Manuel, usado em crianças.

    No dicionario Priberam.pt

    ma·né
    (origem controversa)
    substantivo masculino [Brasil, Informal]  Tolo, pateta.

    Portanto usou uma palavra do criolo brasileiro para tentar insultar alguém que provavelmente não conhece mas que tem opinião diferente da sua numa matéria qualquer, não interessa qual.

    Esclarecedor

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