Sócrates e Relvas reeditados em Madrid

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Fotografia@El Boletin

Sócrates fez cadeiras ao Domingo, Relvas teve equivalências a várias cadeiras da Universidade da Vida, muito popular no Facebook, e Cristina Cifuentes, líder do governo regional de Madrid, obteve um mestrado com notas falsificadas, avança o El Diario, citado pelo Expresso.

A investigação do jornal espanhol revela que a classificação do trabalho final do mestrado, “Não apresentado”, foi alterada para “Muito bom”, dois anos após a conclusão dos estudos da conservadora, e acrescenta que Cifuentes raramente ia às aulas e terá feito exames em datas diferentes dos demais alunos. 

Exposto este caso, a Cristina Cifuentes terá apresentado a acta da sua tese de mestrado para justificar a sua inocência. Porém, segundo o jornal digital El Confidencial, o documento terá sido forjado e duas das assinaturas que lá constam terão sido falsificadas, poucas horas antes do escândalo ser denunciado pelo El Diario. Querem ver que também foi visiting scholar em Berkeley?

Comments

  1. Se não valorizassem tanto os “canudos”, nada disto acontecia…

    • mas a sociedade evoluiu nesse sentido nas ultimas 3 decadas: Se tens canudo ganhas muito bem e és um senhor e se não tens és um borrabotas e tens um salario de miseria. Claro, todo mundo quer ser doutor e ja ha doutores a mais. Na politica a ambição pelo canudo já é mais do foro da ganancia pessoal

  2. O problema é que valorizam!
    Até sabe bem aquelas bestas (alguns) com tratamento de “Sr. Dr.”, Sr. Engº etc…

    Já estou a ver:

    OOOHHH Sr. Dr. Relvas deseja mais uns “jaquinzinhos”.

    • 🙂

      Jaquinzinhos, Zé?! …isso é comida de pobre!

      • ZE LOPES says:

        Era, Ana! Era!

        Passa-se o mesmo que aconteceu, há já muitos anos com o bacalhau. A minha mãe disse-me que, até aí por volta do início dos anos 60, o bacalhau era considerado pelos ricos lá da terra “comida de operários”. Havia famílias que o comiam todos os dias! E depois, foi o que se viu…

        • A sua mãe disse-lhe, e eu confirmo!
          Nasci em 1955 e comia bacalhau até à náusea…
          (não nesse ano, como é óbvio!) 🙂

          • ZE LOPES says:

            Se calhar, eu também. Sou do mesmo “tempo”. Também me lembro dos “jaquinzinhos”. Em casa da minha avó era comida habitual. E era casa de operários!

          • …e já agora, para constar nos anais da história:
            logo a seguir ao 25 de Abril, quando os salários aumentaram, era tanta a procura do queijo (que antes era proibitivo para os pobres), que os produtores não tendo mãos a medir mandavam para o mercado os queijos não totalmente curados que pareciam borracha desenxabida. E lembro-me de pensar: até aqui não tinha dinheiro p’ró queijo e agora não tenho queijo p’ró dinheiro!

        • eu jantava bacalhau, batatas e couves de Segunda a Sabado. E ainda bem. Agora não posso que o peixe está caro e só os ricos se deleitam

      • ZE LOPES says:

        Aliás não sei se já ouviu falar em “car jaquim”! Se não fosse tão valioso…

        (expressão “car jaquim” roubada aos Gato Fedorento…)

  3. Fernando Antunes says:

    Não é bonito generalizar mas a classe política, com algumas excepções, é composta de farsolas. Seja teses de mestrado, seja cv’s, seja declarações de impostos, seja empregos para os familiares, seja concursos públicos, seja orçamentos de obras públicas, seja estudos de impacto ambiental, seja PDM’s, seja promessas eleitorais no geral — tudo o que esta genta faz e aparenta ser é falso, por isso são farsolas.

    Transformar uma classificação de “não apresentado” para “muito bom” é normal. É como ser professor convidado na Universidade de Berkeley sem nunca lá pôr os pés — foi bem lembrado pelo João Mendes. Esta gente filiou-se em partidos para não ter que ir à escola ou à universidade. As competências académicas reais até atrapalhariam a ascenção nos partidos. Não admira que uma Ministra reze por chuva quando confrontada com seca e incêndios, por exemplo, ou que se assine de cruz mais uns milhões para a banca. No fundo, é para isso que lá estão.

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