Alessandra Strutzel, a merda que resulta do politicamente incorrecto

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Este monstro cruel e hediondo, que dá pelo nome de Alessandra Strutzel, está longe de ser um caso isolado. A blogger brasileira é até bastante representativa daquilo que é parte muito significativa do eleitorado de Jair Bolsonaro, repleto de defensores da violência indiscriminada, que sonham com o regresso da tortura e com fuzilamentos à moda antiga, que querem ser livres para espancar homossexuais, e quem diz homossexuais diz a própria mulher, ou outra mulher qualquer, e que desejam armas, muitas armas na rua. Gente que celebra o torturador Ustra ou a morte de Marielle Franco. É deste tipo de “gente” que estamos a falar.

Não admira, portanto, que celebrem a morte de uma criança de 7 anos, apenas por ser neto de Lula da Silva. Reparem que a publicação pode ser da criatura repugnante, mas, no momento em que a captura de ecrã em cima foi feita, já pelo menos 301 grunhos partilhavam abertamente o sentimento do excremento responsável pela publicação original. E se a publicação original é absolutamente nojenta, os comentários  que se seguiram não são melhores.

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Mas esta situação, a meu ver, ilustra algo mais amplo, perigoso e macabro, algo que está a ser magistralmente instrumentalizado pela nova direita radical e neofascista, e que é vendido como se de uma batalha pela liberdade se tratasse. O alegado combate ao politicamente correcto também é isto. É querer normalizar obscenidades como celebrar a morte de uma criança de 7 anos, apenas por ser neta de um tipo de esquerda que a extrema-direita odeia. É, no fundo, remover qualquer barreira ou obstáculo ao discurso do ódio, que é precisamente o que pretendem os ideólogos por trás da hipócrita batalha contra o politicamente correcto.

Entre a turba bolsonariana, tudo isto é perfeitamente normal. Estão mais próximos de Hitler ou Kim Jong-un do que de nós, portugueses e europeus. E são uma doença civilizacional, que deve ser combatida, sob pena de um dia sermos governados por híbridos políticos, algures entre o nazi e o fundamentalista religioso. Espero que este pedaço de lixo humano não tenha filhos. Criança alguma merece ter um monstro destes como mãe.

Comments

  1. Fernando Antunes says:

    Já disse isto aqui uma vez no blogue: há uma fatia larga de apoiantes do Bolsonaro que é demoníaca (desculpem o recurso a uma conotação religiosa neste caso — eu que nem sou propriamente um crente, mas quanto a existir maldade demoníaca no mundo, é inegável, e vê-se a toda a hora. Até parece que não continuamos a destruir o planeta, nem nada…)

    Celebrar a morte de uma criança vem da mesma estirpe de fanatismo cego que possuiu os Alemães na década de 30 (ou os Israelitas agora em Gaza, que têm a mesma insensibilidade face ao Outro). Neste caso do post, o Outro é quem? Os Petistas (e também os LGBT em geral, os ativistas sociais em geral…), vistos por faixas da sociedade, não mais enquanto seres humanos, mas enquanto vermes que devem exterminados sem piedade. O símbolo do Bolsonaro era um polegar e um indicador a fazer de arma! Não é como se escondessem. Não me venham com observações psicanalíticas (ah são loucos, enfim). Não alinho em eufemismos: é maldade, mesmo! Se existe gente sem escrúpulos e sem um pingo de sensatez, é ver a quem é que o Brasil está entregue.

    Quantos seguidores a senhora tem? Não vou ver sequer, porque não me quero conspurcar. Mas é caso único, ou representa um muito maior “trend” (desculpem, novilíngua oblige) que se manifesta pelo menos desde 2014, no Brasil?

    Pois…

  2. Ricardo Almeida says:

    Esta faz-me lembrar quando descobri que nas hostes que elegeram Hitler nos anos 30 havia afinal bastantes judeus. Judeus tão densos e broncos que nem quando os enfiaram nos pijamas às listras e a morar com mais 200 num barracão de madeira forrado a excrementos se arrependeram da decisão. São os chamados “humanos-lemmings” e esta espécime parece ser a última que meteu a cabecinha fora do lamaçal. Do ponto de vista Darwiniano são o equivalente ao senhor a serrar o ramo da árvore onde está apoiado, ou daquele que despeja o penico da noite anterior para o tanque de onde tira a água que bebe. É como se toda a sua existência se justificasse com os esforços para a terminar. Por cá já temos médicas que aparentemente preferiam passar os dias de avental a ver novelas ao invés de obter realização pessoal. Mas infelizmente o Brasil está bem mais fundo que nós na escala da inutilidades humanas. Não é de estranhar que tudo o que é anti-vaxxer, flat-earther e demais grunhos suicidas se coloque alegremente deste lado do espectro. Lá vão todos, alegres e de mãos dadas, a cantar em direcção ao abismo. Só é chato é insistirem em levar o resto atrás.
    Quando digo que a extrema-direita é também extrema-estúpida, não o digo por frustração ou raiva. Muito pelo contrário, é uma constatação, muito fácil até aliás, dos factos. A simplicidade da sua mensagem não é nenhum trunfo político ou parte de uma estratégia ambiciosa e complexa mas apenas a expressão máxima das capacidade intelectual coletiva desta gente.
    A presidência Trump e Bolsonaro está a colapsar em iguais partes pela falta de inteligência galopante dos seus líderes e da incremental percepção do resto das pessoas nesse sentido. Ter este tipo de “gente” a congratular o falecimento de uma criança apenas choca quem ainda é tolo o suficiente para acreditar que algo de inteligente ou decente poderá vir daquela fossa séptica.


  3. Realmente é algo assustador notar o ressurgimento de ideias (não diria sequer ideologias) tão extremistas que conduzem ao regozijo pela morte de uma criança de 7 anos de idade!
    Quanto ao combate – surgido discretamente e assumindo cada vez maiores proporções – do “politicamente correto”, sempre senti aquilo que refere: que é um pretexto para se dizer tudo aquilo que se quer, sem absolutamente nenhum respeito pelo Outro. O que aqueles que combatem o “politicamente correto” se esquecem é que ao não respeitarem o Outro vão fazer com que esse Outro também não os respeite a eles…

  4. Carlos says:

    Alessandra StrutzelÉs uma das piores cabras, uma puta barata, trocada por merdas caras.

  5. JOAQUIM C. MALAQUIAS says:

    UMA PESSOA DE TRIPUDIA EM CIMA DA MORTE DE UMA CRIANÇA DE 7 ANOS, ESSA PESSOA OFERECE PERIGO A SOCIEDADE, PORTANTO UMA PETIÇÃO ( CADEIA ) SERIA A TEMPO AINDA.

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