Ontem, quer à entrada, quer à saída do Campus de Justiça, mais de uma dezena de agentes da Polícia de Segurança Pública escoltaram José Sócrates, garantindo que o suspeito chegasse ao tribunal e saísse do mesmo em total segurança. No fim, José Sócrates foi sentar-se numa esplanada com outros quatro colegas (onde, pelas regras impostas, só podem estar quatro pessoas numa mesa, estavam cinco) e, aí, já não foi necessária a escolta da PSP.
Gostaria de perguntar ao Estado e à PSP o porquê das diferenças de tratamento entre cidadãos, consoante o estatuto, a carteira e a classe social: a diferença de tratamento que as polícias têm entre os poderosos e o cidadão comum é óbvia, é repugnante e é inconcebível. Porque é que a PSP protege os poderosos e persegue o cidadão comum?
É que em Portugal, para a PSP, vale mais a pena andar à caça da multa ou de uma grama de haxixe, perseguindo trabalhadores e/ou estudantes que nunca extraviaram ou mataram. Já os suspeitos de corrupção e de outros crimes de colarinho branco, são escoltados como se de bons samaritanos se tratassem. Como bons capatazes que são – eufemismo para paus mandados -, dirão “apenas cumprimos ordens”. Mete tudo muito nojo.
Deixo-vos com Peste & Sida.

Fotografia: Ana Baiao/EXPRESSO






Que grande idiota!
O Sócrates, a PSP ou o João L. Maio?
É que se se refere ao autor do texto, tem toda a razão! Apoiado!
Ainda bem que eu não me encontrava no burgo – por distração liguei o rádio, lá vinha os senhores jornalistas, a comentar que o dito senhor estava a entrar no tribunal, com mascara, de fato e gravata … Não consegui ouvir, qual era a marca dos sapatos, a cor das meias, o nome da costureira da camisa, cuecas, e a marca do fato…
Só faltou mesmo isso. O circo vai no adro.
E digo o circo, porque a procissão requer cerimónia… aqui já não há cerimónia nenhuma. Estes gulosos enchem-se sem pejo.
O adro aqui é a Justiça portuguesa.
Provavelmente, esqueceram-se no meio da confusão. Fossem esses os problemas da polícia e da justiça…