De Garcia a Bolsonaro: o populismo é o novo mainstream

Na célebre entrevista, Manuel Luís Goucha perguntou:

– O seu discurso não cria clivagens?

Suzana Garcia respondeu:

– O meu discurso é o antídoto. Eu sou a expressão do povo.

Os políticos arvorados no messianismo são sempre a expressão de um povo que não consultaram antes de o ser. Seja Garcia, Ventura ou Bolsonaro, cuja taxa de aprovação parece ter batido o recorde mínimo, que ontem exigiu a deposição de um juíz do Supremo, perante um ruidoso coro de adeptos a exigir assassinatos e um golpe de Estado:

– Qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, este presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou.

Ontem foi Bolsonaro, amanhã será Ventura e, mais dia, menos dia, irá a jogo o juiz negacionista. O populismo é o novo mainstream.

Comments

  1. Júlio Rolo Santos says:

    Este juiz tem dado um espetáculo degradante não só por alinhar na onda dos negacionistas sobre o vírus da covid19 mas por extravasar as suas competências ao afrontar a polícia que o questionou sobre o não uso de máscara na via pública a que estava obrigado. Foi rude com o polícia que o interpelou ameacando-o dar-lhe voz de prisão. Lamentável, simplesmente lamentável, sobretudo partindo de um juiz. Espera-se que a hierarquia deste juiz o irradie da magistratura.

  2. JgMenos says:

    Uma mão cheia à direita é um perigo mainstream…
    Uma mão cheia de esquerdalhos é o povo no seu melhor…

    • POIS! says:

      Pois é!

      Porque a mão cheia à direita está, pelo Menos, cheia de trampa.

      Desde que não agitem, não há grande perigo. Senão teremos de usar algemas, sei lá!

    • Paulo Marques says:

      Uma mão cheia é o que levam nas eleições.

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