
Os populistas e os fascistas de André Ventura uniram esforços com os nazis de Mário Machado. Por esta é que ninguém estava à espera.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Os populistas e os fascistas de André Ventura uniram esforços com os nazis de Mário Machado. Por esta é que ninguém estava à espera.

Uma reportagem da CNN Portugal apresenta-nos Ana de cara tapada, uma cidadã portuguesa a combater na Ucrânia.
Uma reportagem da CNN Portugal apresenta-nos Ana, uma portuguesa que se encontra na Ucrânia e “serve como enfermeira”, estando integrada num “pelotão internacional”.
Entrevistada pela CNN, Ana diz que só “a tia e o irmão” é que sabem onde se encontra. Durante a reportagem, e ao contrário de outros soldados entrevistados, Ana nunca mostra a cara e apresenta-se como “Ana Nunes”. Diz-se que está na Ucrânia como enfermeira mas, durante a entrevista, gravada via Zoom, não fala uma única vez do trabalho como enfermeira.
Quem é, então, esta portuguesa, de nome Ana, que está na Ucrânia? Trata-se de Ana Cristina Cardoso. Antiga militante do Chega, membro da Nova Ordem Social (NOS) de Mário Machado e da Resistência Nacional, grupos neo-nazis portugueses. Foi também Ana quem organizou a parada racista ao estilo do Ku Klux Klan em frente à sede da SOS Racismo. Na Grande Reportagem da SIC, conduzida pelo jornalista Pedro Coelho, Ana é uma das figuras que nos aparece como fazendo parte do submundo do partido proto-fascista de André Ventura.

Parada racista convocada pela NOS e pela Resistência Nacional em frente à sede da SOS Racismo, 2020. Fotografia: Observador
Tal como Mário Machado, também Ana quis ir combater para a Ucrânia, junto de um “pelotão internacional”. E foi. Mas, ao contrário de Mário Machado, não tem a exposição suficiente, quer a nível nacional, quer a nível internacional, para ser recusada e, como tal, passou pelos pingos da chuva e foi integrada. Não sei por que razão a CNN Portugal não esclarece que pelotão é esse, parecendo ficar a peça jornalística muito aquém daquilo que poderia ser.

Ana Cristina Cardoso, membro do NOS e da Resistência Nacional, antiga militante do Chega, agora na Ucrânia.
Ana foi inteligente para poder alcançar os seus objectivos. Não anunciou que queria ir combater para a Ucrânia e ser integrada nos pobres batalhões neo-nazis que, desde 2014, se misturaram nas forças armadas ucranianas. Ao invés, apenas foi. E, como tal, só a tia e o irmão têm conhecimento do facto. E, como tal, não mostra a cara na entrevista que dá. Dar a entrevista, mesmo de cara tapada, é que foi o erro. Até porque é, quase sempre, este o erro dos nazis: acharem que todos os outros são parvos. Não são. E vocês não enganam ninguém.

Ana Cristina Cardoso e colegas neo-nazis.
Sabemos que muitos grupos e indivíduos neo-nazis partiram, nos últimos anos, para a Ucrânia, onde novas correntes nazis se fundaram e se fundiram com as velhas. O surgimento dos movimentos neo-nazis na Ucrânia é conhecido, é factual, mas é complexo. Nada é a preto e branco. Só que a treta dos nacionalismos nunca foi sobre nações: é sobre nazis, dos Wagner às “enfermeiras” “voluntárias”. O orgulho em excesso é uma parolada. O orgulho em ser nazi tramou o disfarce de Ana.
Só o povo salva o povo. A reportagem da CNN Portugal na íntegra: clique aqui.
foi como RAP resumiu o passeio de Mário Machado à Ucrânia. E foi perfeito.
É o que se pode ler na capa do DN de hoje. Lê-se também:
“Não queremos este tipo de pessoas no nosso país.
A pessoa que refere não pode ser aceite na legião internacional”, garante adido militar ao DN, justificando-se com o facto de serem excluídos combatentes com cadastro. E rejeita a hipótese de o neonazi condenado se juntar a uma milícia.
Não sei quanto a vós, mas eu tenho o DN como um jornal sério. Sendo verdade, isto é um embaraço ainda maior para a justiça portuguesa, que suspendeu as apresentações quinzenais de Mário Machado sem se certificar que o líder neonazi reunia condições para combater na Ucrânia. Pelos vistos, não reúne. Agora – em princípio – vai ter que abrir um procedimento para anular a suspensão das apresentações quinzenais do arguido. E entretanto ele já foi. Não aprenderam nada com o João Rendeiro.

A extrema-direita, querendo apresentar-se como antissistema, teima em ser o seu pior reflexo. Basta ver o caso de André Ventura, que passa a vida com o sistema na boca, mas também no bolso. Ou no bolso dele, do sistema. Do SL Benfica à CMTV, passando pela elite de milionários com quem se reúne e junto da qual obtém financiamento para o seu partido, não esquecendo as origens políticas do outrora afilhado de Pedro Passos Coelho, que nunca deixou Ventura cair, mesmo quando o próprio CDS se afastou da sua candidatura à autarquia de Loures, nas Autárquicas de 2017. O cheiro a racismo era já demasiadamente nauseabundo para tolerar. E quando abandonou o PSD, um dos partidos que é em si mesmo o sistema, o líder da extrema-direita não veio sozinho. Trouxe e continua a atrair inúmeras figura da casta de privilegiados da São Caetano à Lapa. E do que resta do Caldas.

@observador.pt
Fiquei chocado com a evidente hipocrisia que a esquerda histericamente demonstrou a propósito do despacho judicial que alterou as medidas de coacção aplicadas a Mário Machado de forma a permitir-lhe deslocar-se para a Ucrânia. Além de ninguém se ter preocupado ou sequer referido a fundamentação jurídica do despacho, a “ira” focou-se na alegada normalização da “extrema-direita”.
[Read more…]Relativizem. O Observador abriu com um romance que tinha Mário Machado no papel principal.

Jacob Chansley, o chalupa pró-Trump que ficou conhecido por profanar o look old-school do Jay Kay dos Jamiroquai, versão neofascista-conspiracionista, enfrenta uma pena de 51 meses de prisão, que resulta da sua participação na tentativa de golpe de Estado orquestrada por Trump e restante cúpula da extrema-direita norte-americana.
A defesa alega agora que o “xamã QAnon” tem problemas psicológicos, está arrependido e pede a “compaixão do tribunal”. Problemas psicológicos terá, seguramente, ou não faria parte da seita QAnon. O look ainda vá que não vá, que o que não falta nos EUA são tolinhos com looks saídos de um filme do Tim Burton. Já participar numa tentativa de golpe de Estado, ameaçar representantes eleitos (incluindo Mike Pence, então n°2 de Trump) e incentivar a violência é outro campeonato, cujos praticantes, também conhecidos como delinquentes, devem ser encarcerados. Que assim seja. Para ele e para os restantes 660 delinquentes pró-Trump que participaram naquele reality show autocrático do fascista americano.
P.S. Por altura da invasão do Capitólio, o cadastrado neo-nazi detido esta semana usou o Twitter para ameaçar o país com a iminência de algo similar em Portugal. Ontem, após ser libertado, Mário Machado concluiu a sua declaração aos jornalistas com a saudação nazi e um “viva a vitória”, versão portuguesa de “seig heil”. É deixá-los andar e continuar a bater na tecla das falsas equivalências. Tem tudo para correr bem.
Já aqui se falou dessa grande maleita que é o politicamente correcto, que, ao que tudo indica, está a destruir a sociedade ocidental, e cuja solução, verdadeiramente mágica, passa pela introdução de mecanismos de repressão e censura, operados pela sempre abnegada extrema-direita.
Quem também teme essa tal de ditadura do politicamente correcto é Manuel Luís Goucha, que em tempos não gostou de ser alvo do humor do 5 Para a Meia Noite e processou o programa. É por aqui que começa a valente sova retórica que Daniel Oliveira aplicou naqueles que, ao longo dos últimos dias, procuraram contribuir para a normalização do branqueamento de uma personagem sinistra, que participou em crimes horrendos, e que, independentemente de ter cumprido anos de prisão por esses crimes, continua a representar uma ameaça à sociedade e à democracia portuguesa. [Read more…]

Com que então, o que há a dizer é que esteve preso por ter escrito “um texto na internet”. Zero referências no destaque quanto à pena de prisão por envolvimento na morte de Alcino Monteiro. E à extorsão, sequestro e posse ilegal de arma.
Mário Machado foi condenado, em 1997, a uma pena de prisão de quatro anos e três meses por envolvimento na morte de Alcino Monteiro. O crime remonta a 1995, quando um grupo de cabeças-rapadas que comemorava o Dia de Camões, 10 de Junho, pelas ruas do Bairro Alto, espancou até à morte Alcino Monteiro, um cabo-verdiano de 27 anos. Dezassete cabeças-rapadas foram levados à barra do Tribunal do Monsanto. [CM, 20/07/2006]
E o que diz um dos envolvidos neste branqueamento da extrema-direita?

Deparo-me com alguma frequência com artigos de opinião, publicados em jornais ditos de referência deste país, que me alertam para o perigo da extrema-esquerda portuguesa, essa herdeira do mais violento estalinismo, que planeia secretamente uma golpada com vista à instauração de um regime totalitário.
Esta corrente de opinião, que se alimenta do clima de medo para o qual contribui activamente, vive da exploração incansável das emoções e dos sentimentos mais básicos e primários do ser humano. Não obstante, em certos e determinados projectos políticos disfarçados de comunicação social, assistimos à desvalorização da violência da extrema-direita nacional, que já chegou inclusivamente a ser romantizada por um desses projectos encapotados. [Read more…]
Mário Machado e outros oito réus estão a ser julgados no tribunal de Loures por vários crimes. Na última sessão o tribunal mandou enviar para o PGR uma certidão das declarações de Mário Machado e de Rui Dias que garantem ter na sua posse documentos que comprovam o envolvimento de um tio, da mãe e de um primo de Sócrates, “no desvio de 383 milhões de euros”.
Rui Dias, gestor financeiro na área do mercado de capitais, garantiu que é por causa de ter estes documentos que está preso preventivamente e a ser julgado em conjunto com Mário Machado e outros arguidos. Os documentos serão originais e estão guardados em dois blocos diferentes para não serem encontrados.
José Manuel de Castro, advogado de defesa, referiu que o referido dossier integra “comprovativos originais de depósitos e transferências de bancos em paraísos fiscais!

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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