99 ANOS DEPOIS

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MUDARAM A BANDEIRA, MUDARAM TUDO. FOI PARA MELHOR OU PARA PIOR?
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Há noventa e nove anos, a Monarquia caiu.
Nesse dia, muitos dos nossos antepassados, alguns, muito poucos, ainda vivos, julgaram que os tempos maus tinham acabado. Julgaram que dias de prosperidade, de saúde, de beleza, de muitas coisas boas, aí viriam. Para trás tinha ficado a miséria, a corrupção e o atraso.
Meu avô, Republicano que andou metido nas lutas e atentados anteriores à implantação da República, disse, antes de morrer (1966), que dos ideais que tinha, poucos ou nenhuns tinham sido satisfeitos. Felizmente para ele, faleceu antes do 25 de Abril, ou, se lhe tivesse sobrevivido, alguns anos depois, teria tido mais uma grande desilusão.
A 5 de Outubro de 1910, a nossa bandeira deixou de ser azul e branca para passar a ser vermelha e verde. Na altura, felizmente, não tiveram coragem de mudar o centro da bandeira. No entanto, nessa altura, a maioria dos Portugueses quis, sem sombra de dúvida, o fim da Monarquia e a implantação da República. Há vinte anos que o ideal Republicano vinha crescendo, e a nova bandeira, feita artesanalmente andava, às escondidas ,a circular de mão em mão.
Todos os anos, por esta altura, o Presidente em exercício faz a sua alocução ao País. Hoje, não foi diferente e o sr dr Cavaco Silva, lá esteve, no jardim da cascata, a cerca de sete quilómetros do local onde foi implantada a República (para não interferir nas eleições autárquicas) exortando o povo para se unir em torno dos grandes ideais republicanos. Não sei bem para quê, já que parece que ninguém em Portugal acredita ainda nesses ideais. O discurso do Presidente, foi curto, directo e sem escutas (ou seria com pouca gente a escutá-lo?). O sr dr Cavaco Silva não esteve presente nas comemorações do 5 de Outubro.
Por seu lado, o nosso Primeiro, discursou na Câmara Municipal de Lisboa, porque gosta das coisas feitas no seu sítio tradicional.
No próximo ano será comemorado o centenário desta implantação. Será que nessa altura, já a nossa Constituição vai permitir que exista, se o povo o quiser, a Monarquia em Portugal, ou vai continuar a ser proibido?

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JM
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FALCÃO UMA E OUTRA VEZ

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PORTO 3- OLHANENSE 0
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Uma vitória tranquila para o FCPorto e um resultado demasiadamente pesado para este Olhanense. Mereceria pelo menos um golo, até porque terá ficado um penalti sobre Rabiola por marcar. Não está de modo algum em dúvida a vitória do Porto, mas o Olhanense sabe atacar e joga bem e bonito. Hulk mereceria pelo menos um golo, pois que teve duas bolas à trave. Falcão não deixa de marcar em todos os jogos, bisando no de hoje. Maravilhoso investimento, este.
Augura-se um campeonato tranquilo para o clube de Jorge Costa. Estas três derrotas seguidas não traduzem o real valor da equipa. Uma nota positiva para Rabiola, que não descansou de tentar mostrar o que vale a Jesualdo Ferreira, a ver se o voltam a chamar o mais depressa possível (para o ano, provavelmente). As defesas da noite foram para Veríssimo, do Olhanense.
No fim do jogo, tudo muito nervoso, com Tomás Costa a ter o nariz partido. Estragou a festa, pá!

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JM
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O QUE FOI O SR FAZER, SR PRESIDENTE?

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DIZER QUE OS PC´S NÃO ESTAVAM SEGUROS?!
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Confesso que nem me tinha lembrado de tal possibilidade, mas outros o fizeram.
Quando o sr Presidente da República falou dos seus computadores e de como parecia fácil entrar fraudulentamente neles, e ainda de que o correio electrónico da presidência podia estar a ser vigiado, fácil seria imaginar que pessoas com conhecimentos suficientes para entrar na rede informática, fossem tentar muito depressinha antes que fechassem a porta.
Agora, neste país ensandecido, se calhar são aos milhares as tentativas de entrar pela porta informática que o sr Presidente deixou pensar que estivesse aberta.
Isto é tão giro. Ninguém pensa no que diz e nas consequências do que diz. Nem o Presidente.
Tudo muito frágil nos sistemas informáticos em Portugal. E nas pessoas também.

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JM
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A GREVE QUE TERÁ FEITO O PORTO PARAR

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HOJE A STCP FEZ GREVE
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É suposto que uma greve sirva para prejudicar a empresa onde ela é feita, de molde a que os desejos de quem a faz sejam satisfeitos. Veja-se o caso da TAP, de há dias atrás, em que os pilotos, ao fazerem greve, terão provocado um prejuízo de perto de dez milhões de euros, e nada terão conseguido.
Ora a greve de hoje da STCP, segundo os números oficiais, dos sindicatos e da administração, terá rondado qualquer coisa como cinco a oito por cento.
Uma greve com essa expressão, dificilmente se poderá chamar isso. Em nada terá prejudicado o andamento normal dos serviços, ninguém deverá ter reparado, de nada terá servido. Nem para prejudicar a empresa serviu.
Para que foi isto então?

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JM
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OS SUMARÃES ALUMINOS

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ENVOLTOS EM POLÉMICA HÁ TEMPO DE MAIS
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.Ciclicamente as coisas vêm à baila.
Paulo Portas encomendou dois submarinos alemãs e não o deveria ter feito.
Fez um contrato mal feito e não o deveria ter feito.
Deixou que outros roubassem cerca de seis milhões de contos ( dos antigos, dos bons) ao Estado Português, fruto de comissões mal entregues.
Foi uma nódoa na governação.
Etc., etc., etc..
Sempre que o homem ganha alguma notoriedade lá voltam as acusações. Mas é bom de ver que este processo já é mais velho que o do Freepot e ainda não acabou. Mas como estamos em Portugal, nada é de estranhar.
O sr Portas parece que nunca foi chamado a prestar declarações sobre o assunto. parece incompreensível, não é verdade? Se o sr tem tanto de mau comportamento, de acções ilegais, porque raio não foi ainda chamado?
Nestes últimos dias ficou a saber-se que o contrato de compra dos submarinos e das contrapartidas, desapareceu. (?!?!?!) No mínimo, é esquisito. Como é que desaparecem papeis importantes dos que o nosso Estado tem de guardar? Documentos importantes que indicam quem deve o quê e como?
Agora surge a polémica sobre a hora e o minuto do aviso da concessão ao consórcio ganhador, vários dias antes do despacho do Ministro. É importante? Seria se o aviso surgisse antes do concurso, ou algo parecido. Agora já depois da decisão tomada, mas antes do despacho?
Não podem ver uma camisinha lavada!

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JM
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NA IRLANDA TANTO SE TENTA, QUE PASSA

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DESTA VEZ O SIM GANHOU
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Desta vez foi com sessenta por cento que o SIM ganhou. Uma mudança enorme no sentido de voto Irlandês. Também se não fosse agora, tentava-se até que a passasse a ser. Felizmente foi à segunda. Não poderia ser de outra forma. Foi muita coisa investida para que agora viesse um ou outro estragar tudo. De qualquer forma o SIM venceu, e o resultado está aceite. Está tudo bem, quando acaba em bem. Mas será que o projecto Europeu ganha realmente com esta vitória?

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JM
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QUEM VAI DAR O APOIO DE QUE O PS PRECISA?

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MOÇÃO DE REJEIÇÃO AO PROGRAMA DO GOVERNO
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A sra d Manuela, não se vai ficar pela derrota e prepara-se para ficar à frente do PSD. Para isso está a trabalhar para apresentar uma moção de rejeição ao programa de governo do PS.
Nesta fuga para a frente, corre o risco de, de derrota em derrota apressar o descrédito total do partido. Ninguém irá votar favoravelmente a moção. Também só PSD estaria disposto a fazer cair o governo antes de começar, já que com novas eleições antecipadas seria impossível descer mais do que já desceu. Só teria a ganhar. Com esta postura, obriga outros, previsivelmente o CDS a colar-se ao PS, viabilizando o programa, e deixando à vontade o BE e a CDU para votar contra. Segundo alguns sociais-democratas, a viabilização do programa de governo, pelo CDS, fará com que perca franjas do eleitorado numa próxima eleição.
Enfim, politiquices.

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JM
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UM DEBATE ESCLARECEDOR SOBRE O PORTO

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NA TVI24
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Não tendo tido oportunidade de ver o debate anterior, estava com muita curiosidade em ver este. Uma hora de debate. Presentes cinco candidatos, representando cinco partidos.
A saber:
MRPP. BE, CDU, PS e PSD/CDS.
Durante essa hora fiquei a saber que a sra d Elisa, candidata pelo PS, quer ser Presidente da Câmara, aliás como todos os outros, e não aceita ser vereadora, no caso de não ganhar as eleições, do mesmo modo que o não aceita o actual Presidente, Rui Rio.
Fiquei também a saber que o sr Teixeira Lopes anseia sobretudo em ser vereador, coisa que ainda não é, e que pensa saber tudo sobre a cidade.
Ainda pude verificar que o candidato pela CDU, Rui Sá, sabe do que fala, conhece a gestão da Câmara de ponta a ponta, e sabe ser um vereador de oposição.
Vi ainda que o candidato do MRPP, não demonstrou qualquer capacidade para retirar algum voto a qualquer outro candidato, antes perdendo os poucos que as sondagens lhe dão, mostrando-se amorfo e não conhecedor da cidade. Talvez que estivesse nervoso, mas devido a isso, ou talvez não, teve menos de metade do tempo de qualquer outro, para falar.
Reparei que a todo e qualquer ataque, e foram muitos, o actual Presidente, Rui Rio, respondia com calma e serenidade, ganhando pontos a cada palavra.
Depois, uma situação caricata. Rui Sá e Teixeira Lopes, enveredaram pelo ataque cerrado à candidata pelo PS, Elisa Ferreira, que teve de se defender, e esqueceram o que deveria ser o principal alvo deles, Rui Rio, que do seu canto, “gozava” a paisagem.
Quando o debate entrou finalmente num ponto interessante, e quando o Presidente da Câmara explanava o seu ponto de vista, a hora acabou, e tivemos as alegações finais que foram tudo menos interessantes.
Com sessões de esclarecimento deste género, ninguém fica esclarecido. E mau por mau antes o que temos e conhecemos, se é que o que temos é mau, o que eu duvido.
E, as sondagens não mentem, pelo menos estas.

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JM
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NO PORTO É ASSIM!

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SONDAGEM NO PORTO
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Segundo o Expresso, são estas as intenções de voto na cidade do Porto, a pouco mais de uma semana das eleições
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Sondagem: Rui Rio prepara-se para terceiro mandato

Rui Rio, vence folgadamente.

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JM
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NO PORTO É ASSIM!

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SONDAGEM NO PORTO
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Segundo o Expresso, são estas as intenções de voto na cidade do Porto, a pouco mais de uma semana das eleições
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Sondagem: Rui Rio prepara-se para terceiro mandato

Rui Rio, vence folgadamente.

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JM
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A VERDADE A SEU DONO

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A REPRIMENDA DO SR DR GARCIA PEREIRA
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A propósito do meu postMais um que perdeu o tino“, recebi do sr. dr. Garcia Pereira (himself), uma simpática reprimenda.
Segundo este prestigiado advogado, dirigente máximo do MRPP, não deveria eu, acreditar em tudo o que os jornais trazem a público.
Pobre de mim, ingénuo nestas coisas da política e outras. Então os jornais não deveriam ser uma fonte de conhecimento, e como tal, terem um especial cuidado com as notícias que trazem a lume?
Aos poucos se nota que está bem de ver que não.
Por esse motivo, devo, embora a culpa se me não possa ser assacada por inteiro, pedir desculpa ao sr. dr. G Pereira, pela minha imprecisão.
De facto, o mesmo jornal que me deu a primeira notícia, dá agora uma outra que a desmente.
Para além disso, também este dirigente do MRPP, no seu blogue, a contradiz categoricamente, explicando tudo, num post intitulado “Galamba.S.A.“. O MRPP, tem direito a 290 000 euros de subvenção para campanhas eleitorais, acrescidos de 175 000 euros anuais, o que lhe poderá permitir voos mais altos. Se assim, sem nada, só com os parcos recursos que têm tido, conseguem mais de 50 000 votos, espera-se que muitos mais consigam daqui para a frente.
Devo dizer que simpatizo imenso com o sr. dr. Garcia Pereira. Por mais de uma vez tive o privilégio de estar, aqui no Porto, na mesma sala em que ele estava, e onde fez intervenções.
Tenho a imagem de um homem sério que está num partido muito pequeno e sem grande notoriedade.
Porém, o facto de simpatizar com ele, não faz com que concorde com as suas ideias. Estão nas antípodas das minhas.
Por essa razão, faz todo o sentido que o meu post, no que se referia à ideia peregrina da imediata demissão do sr. dr. Cavaco Silva, se mantenha inalterável.
Ainda, quanto ao meu tom respeitador, que muito bem me fica, devo dizer que faz parte de uma educação cuidada e não deveria merecer reparo especial.

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JM
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AFLIÇÃO CANHOTA

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MOVIMENTO DE CIDADÃOS
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Aflitos com o facto do BE não ter conseguido os seus intentos (ter votos suficientes para fazer maioria com o PS), um grupinho de cidadãos entende que as esquerdas se têm de unir seja de que maneira for. Vai daí, põem-se a tentar juntar o BE com a CDU, para que em conjunto com o PS, formem uma maioria, e assim possam governar.
Não sei o que seria se, por absurdo, os três partidos aceitassem fazer tal mixórdia. Sei é que Portugal iria passar pelo período mais negro da sua história, se eles, mesmo fazendo maioria, se entendessem.
Felizmente, se uma coisa horrorosa dessas se viesse a verificar, a velha arrogância do sr Pinto de Sousa, e a nova arrogância do sr Louçã, em confronto, dariam rapidamente uma cisão irreversível no governo. Depois, a CDU, não se iria ficar e … seria o descalabro.
O Presidente iria rir-se de contente se tal acontecesse, pois que não iriam chegar à Primavera, e o sr dr Cavaco Silva, ainda ia a tempo de os demitir, e convocar novas eleições.
Enfim, mais uma tontisse de final de silly season.

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JM
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AINDA BEM QUE O PS GANHOU AS ELEIÇÕES

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DIGO EU, QUE NÃO VOTEI NELES
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Está bem de ver que não votei no sr Engenheiro. O sr Engenheiro nunca teria o meu voto, por todas as coisinhas que fui escrevendo sobre ele e o seu governo, ao longo deste ano e meio que levo de escritos neste espaço.
Então porquê tanta alegria? Porque estou eu contente com a sua vitória?
Devo dizer que esta minha felicidade pela vitória do partido do governo se deve unicamente a uma espécie de egoísmo primário.
Eu gosto de, a exemplo de muitos amigos do sr Engenheiro, malhar neles. É verdade que nunca malho muito, nem de qualquer maneira, mas vou malhando.
Também gosto de, a exemplo de muitos dos conhecidos do sr Engenheiro, dizer mal. Não que o faça sem olhar a meios, mas, procuro as partes menos boas, ou mesmo as más, aproveitando para ir dizendo umas coisas. Aliás, parafraseando um antigo político, “há governo? Sou contra!”
Ora, a ser assim, se não fosse o partido socialista a ganhar as eleições, e sim um dos meus partidos (é verdade, tenho mais que um. Na verdade tenho dois. E ando de um para o outro, sem saber muito bem de qual gosto mais, pois que em cada um deles há coisas e pessoas que têm a minha admiração), de quem é que eu ia dizer mal? Ia fazê-lo aos meus amigos? Não podia ser, era muito feio. E eu não gosto de fazer coisas feias.
Desta forma, não se coloca de forma alguma, um problema de consciência, à minha actuação.
Gosto de malhar neles, sejam eles quem forem que estejam no governo, e é mais fácil que sejam estes, já que até nem gosto muito deles.
Repito então o título desta crónica: “Ainda bem que o PS ganhou as eleições”!
Espero que o sr Pinto de Sousa, mantenha nas suas funções, ou noutras dentro do governo, o sr Santos Silva, para eu poder continuar a dizer o que penso desse sr.
Vou poder continuar a falar criticamente da educação (não vejo maneira de eles emendarem a mão neste aspecto).
Vou poder continuar a falar mal da “lavoura” (então se se mantiver o mesmo ministro, vai ser um fartote).
Vou poder continuar a falar mal da saúde (se bem que a sra até nem foi das piores).
Vou poder continuar a falar mal das obras públicas (neste aspecto, seja quem for que para aí venha, vai ter a minha discordância. Ainda mais se for a sra secretária de estado).
E vou falar mal das finanças e da economia e seja do que for, porque o que eu gosto mesmo é de encontrar coisas para dizer.
É que no fundo, eu ando por aí. Pelos cafés e pelas ruas da minha cidade. E o que tento é transmitir por escrito o que ouço e vejo. E, verdade seja dita, nos últimos anos, só tenho ouvido dizer mal do governo que temos tido. O que até é muito complicado de perceber, uma vez que mais de um terço dos votantes nas últimas eleições, reafirmaram a confiança no actual Primeiro Ministro, o que lhe deu a vitória.
Ou somos todos ( a maioria) burros, ou eu vejo muito mal e ouço muito pior.
Só uma coisita mais. Não vou inventar nada, não vou dizer o que não é, e não vou ser “indecente”.
Ah, estou em pulgas para saber dos próximos desenvolvimentos, e para ir vendo e ouvindo o que se diz por aí sobre esta história da guerra entre o sr Presidente da República e o sr Pinto de Sousa. Promete dar muito que escrever.
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JM
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O RATINHO QUE A MONTANHA PARIU

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O PRESIDENTE DISSE NADA E POUCO MAIS
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No fundo, no fundo, o sr Presidente só disse que não existe nenhuma declaração sua a falar da existência de escutas. Pouco mais, ou senão vejamos.
O Sr Presidente disse achar normal, e não ser crime, haver alguém que desconfie de outro alguém. Isto é demasiadamente grave, uma vez que vem da Presidência da República.
O sr Presidente não disse se havia ou não, desconfianças de escutas. O sr Presidente não disse se desconfia do nosso Primeiro. E se não disse, deixou implícito que pode haver. E se há, como pode o sr Presidente indigitar para Primeiro ministro uma pessoas sobre a qual ele não tem confiança.
O sr Presidente acabou por acusar o partido socialista de o querer encostar ao partido social democrata, e de quererem acusá-lo de interferir na campanha eleitoral. Ainda acusa altas figuras do partido socialista de terem ultrapassado os limites da decência. Lá teve de explicar que foi obrigado a demitir o amigo Lima por causa de tudo isto. Esta parte é grave, acho.
Tudo foram manipulações, também disse. Há fragilidades na segurança, acabou por dizer também.
E, digo eu, a sua declaração, hoje, se não influiu nas eleições legislativas (ou talvez tenha influído com a demissão do sr Lima), influi nas autárquicas.
Foi um ratinho muito pequenino o que esta montanha pariu. Lá no fundo, tudo uma cabala. Lá ainda mais no fundo, está tudo tonto.
No entanto, as relações entre a Presidência e o sr Sócrates, dificilmente se recomporão.
Não gostei do discurso.

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O REGRESSO DE MANUELA MOURA GUEDES?

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ONGOING COMPRA PARTE DA MÉDIA CAPITAL
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Trinta e cinco por cento da Média Capital vão passar a ser pertença da Ongoing.
TVI é pertença da Média Capital.
O marido da sra manda na Ongoing.
A sra foi afastada da TVI no início de Setembro, segundo as más línguas, por causa da pressão do sr Sócrates.
A sra regressa ao jornal de sexta-feira brevemente.
Vamos voltar a ter um programa anti José Sousa?
Bastou o desaparecimento da maioria absoluta do PS para se efectivar a compra.
Que jeitaço fez ao sr Pinto de Sousa este afastamento temporário. Será para pagar alguma coisita depois? Este afastamentozinho terá custos? MMG voltará a ser a mesma?
Esperam-se novos desenvolvimentos.

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O SR PRESIDENTE FALA AMANHÃ

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PRESIDENTE CAVACO SILVA VAI FALAR-NOS
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E vai dizer-nos o quê? Vem falar das escutas?
Sejam elas pretensas ou efectivas, pelo que se sabe, o sr Presidente está um pouco mal nas fotografias deste caso.
Se calhar, nada tem para nos dizer, e assim, pode acabar por atirar declarações sobre o assunto para depois das eleições autárquicas, e depois para mais tarde, e depois para antes do Natal e depois….
De qualquer forma, as explicações que há quem diga, o sr Presidente nos deve, já perderam a actualidade, pois que esvaziaram o balão. As legislativas já foram, o PS já foi ajudado e o PSD prejudicado, dizem os entendidos, e agora já não interessa muito.
De qualquer forma, a montanha que, dizem, é enorme, tem um ratico para parir.

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O MEU PAÍS PARECE ESTAR DOENTE

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NÃO PARECE OUVIR, NÃO PARECE VER, ESTÁ ALHEADO DA VIDA
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A doença alastra no meu País.
Ontem, embora enfermos, todos fomos chamados a votar.
Uns foram e outros não.
Não somos muitos, mas em cada cem de nós, só sessenta o foram fazer.
Cada um votou no partido que mais lhe conveio. Uns por convicção, outros por castigo, e outros ainda porque sempre o fizeram assim.
No fim, chegamos à conclusão de que a maior parte dos que foram votar, querem mais do mesmo.
Não lhes interessou o que sofreram durante os últimos quatro anos e meio. Ou se calhar nem notaram.
Não lhes interessou o que outros sofreram, ou nem deram por isso.
Não lhes interessou o que dizem que de mal foi feito, ou o que dizem que de mal vão fazer. Ou porventura entendem que não é verdade.
A única coisa com que se importaram, foi o retirar aos mandantes a possibilidade de fazerem tudo sem lhes perguntarem mais nada, e assim deram uma forçazita a alguns outros.
Mas também quiseram dizer mais uma coisa. Que não acreditam muito em senhoras muito bem educadas e finas, mas que não demonstram capacidade para liderar um País, nem em senhores, professores e tudo, que só querem destruir para mais tarde se elevarem do caos, ou nos outros que por aqui andam há tempo de mais a dizer mais do mesmo, contra tudo e contra todos. Antes, mal por mal, o mesmo dos últimos anos, com a possibilidade de um outro temperar o esquerdismo que lhes é inato.
Mas a ser assim, estamos todos doentes. Escolher o mal, embora conhecido, em vez de um mal desconhecido, é sensato, mas demonstra a incapacidade que temos de, de entre todos nós, encontrarmos alguém com real capacidade de nos levar para bom caminho. Que este que trilhamos nos últimos anos, não é bom, antes pelo contrário.
O País está doente, e não se projectam melhorias nos anos mais próximos. Alguns de nós temos azia, outros febres altas, e outros ainda doenças terminais. Nada que, no entretanto, umas pastilhinhas, únicos remédios a dar aos Portugueses no momento, não possam fazer efeito. Ah, e também umas grandes doses de paciência e esperança.
A nossa obrigação é dar, pelo menos durante um tempo razoável, o benefício da dúvida a este governo que agora aí vem, para verificarmos se, com uma maioria pequena, e tendo de arranjar muletas, recupera o caminho certo para Portugal. E depois, se o não fizer, não esperar pelo fim da legislatura para o despedir.

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JM
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O PAÍS VAI FICAR DIFÍCIL DE GOVERNAR

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QUEM SE QUER ALIAR AO PS?
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PS VENCE MAS NÃO CONVENCE. O PAÍS NÃO FICOU TRANQUILO.
ANA GOMES BEM QUE PODERIA SER MANDADA CALAR.
QUEM SE ALIAR COM O PS CORRE O RISCO DE SE QUEIMAR.
SÓ CDS TEM CONDIÇÕES. OU BE E CDU JUNTOS.
CDS EM CONDIÇÕES DE IMPOR A SUA VISÃO DO PAÍS.
CDS ELEGE UM DEPUTADO NA MADEIRA.
DERROTA ESTRONDOSA DO PSD. DOS QUINHENTOS MIL VOTOS PERDIDOS PELO PS, SÓ CAPTOU UMA RIDÍCULA FATIA. FERREIRA LEITE NÃO SAI.
VITÓRIA AGRADÁVEL DO BE.
DERROTA VITORIOSA DA CDU.
MRPP O MAIOR DOS MAIS PEQUENOS, NÃO ATINGE 1%, MAS PASSA A RECEBER SUBVENÇÃO DO ESTADO.
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VAMOS TER MAIS DO MESMO, DURANTE MAIS QUATRO ANOS, A NÃO SER QUE A INGOVERNABILIDADE DO PAÍS FORCE A ELEIÇÕES MAIS CEDO.
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ESTOU CANSADO DESTAS ELEIÇÕES.
VAMOS REPETIR?

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JM
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SERIEDADE E DELICADEZA NA PORCA DA POLÍTICA

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SIS DIZ QUE NÃO HÁ NADA
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A coisa está negra.
A coisa é séria.
A coisa é delicada.
O informador, que sendo de Belém, corre o risco de ser afastado, mesmo que mantenha a confiança do Presidente, refere-se assim ao estado de vigilância a que a Presidência da República esteve sujeita, mas que afinal que não foi, não é, e se calhar nunca deixou de ser.
O Serviço de Informações diz que não há nada. O outro senhor, deu com a língua nos dentes e foi afastado. Há fontes anónimas, que dizem que há razões para haver suspeição, mas que receiam falar abertamente. O momento eleitoral não é o melhor para alimentar certezas ou dúvidas.
O Presidente actua, ou manda actuar, mas diz que só fala depois das eleições. Todos falam e ninguém se entende. Há até uma corrente que fala em inventona para beneficiar os actuais detentores do poder. Quem se mete com ele, leva, diz a voz corrente.
O sr Jardim, quer que o sr Cavaco se defina, e diga se aceitaria ou não os comunistas num governo da República. Não tem a ver com as escutas, mas como foi lá na terra dele que tudo começou, as coisas interligam-se.
Todos dizem que têm razão e se calhar a razão não existe em parte alguma.
A política é uma porca, já se dizia há mais de um século, e com muitas tetas, mas que não chegam para todos. Daí estas guerras de mate-se quem puder.
No meio de tudoisto, quem acredita no quê?
Neste fim de campanha, já ninguém fala do FreeportGate, da TVI, do prédio dos CTT, da casa da mãe do outro senhor, dos cursos de domingo, e por aí fora. Só das escutas de Belém.
Memória curta, interesses instalados, protecção ao poder.
Porque não se poderá votar para que os senhores saiam, e só para que entrem?

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JM


SE NÃO SABE EM QUEM VOTAR, VOTE (IN)ÚTIL, MAS VOTE!

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Só mesmo na França do sr Sarkosy, se pode ser despedido e depois expulso para toda a vida das actividades de um qualquer sector, por se ter feito batota.

Será que os códigos por lá, são diferentes? Será que, e que, e que?

Lá que o homem, Briatore, é um escroque, pelos vistos é verdade. Que é arrogante, sabe-se que sim. Que é batoteiro, tudo indica para isso. Que tem um poder imenso na sua área, todos o sabemos. Que parece ter sido apanhado a mentir, é uma evidência. Mas, expulsá-lo? Não será de mais? E coitado do senhor, que vai ele fazer às casas, ao iate, aos amigos, às coisas correntes da vida?

Por outro lado, quem prevarica tem de ser castigado, não é?

Mas estes acontecimentos da F1 puseram-me a pensar. Não é que com isso vá longe, mas mesmo assim, fui supondo o que aconteceria se a justiça de França pudesse ser aplicada em Portugal.

Eu sei que o castigo dado ao sr Flávio foi muito mais para que se visse como se fazem as coisas por aquelas bandas, e para mostrar serviço ao mundo. Se se soubesse à boca pequena o que ele fez, como se sabia, mas não tivesse sido apanhado nas malhas da justiça, nada disto aconteceria. O problema foi mesmo o empolamento dado ao assunto. Mas de qualquer modo, como dizia, que aconteceria a muitos Portugueses, se a mesma justiça pudesse ser aplicada por cá?

Também temos por aqui escroques. Também temos por cá arrogantes. Também há batoteiros. Já foram apanhados a mentir vários deles. E, se pensarmos bem, também há alguns que têm todas estas características e ao mesmo tempo detêm um poder enorme.

E nada lhes acontece.E até há muita gente que gosta muito deles. E que se houver eleições, votam neles, outra vez.

Não poderíamos ser como os Franceses, mesmo que hipocritamente, e mandar estes que aqui temos e são assim como o sr Briatore para o caraças mais velho? Ou mesmo que não sejam, que tenham algumas das suas características?

Limpávamos o País de muita gente que só nos faz mal.

Com o poder judicial Francês, ou com os interesse que por lá há, talvez se conseguisse.

Como a justiça por cá, é o que se sabe, porque é que não aproveitamos o dia 27 de Setembro e depois, quinze dias mais tarde, na mesma um domingo, para pôr tudo direito?
Vamos ter uma oportunidade de ouro para podermos fazer o que está certo. Até nos pedem para ir votar, contra este ou aquele. Chamam-lhe o voto útil, e está por aí muita gente a pedi-lo. Votamos num qualquer que não nos chateie, para chatear aquele que quer o nosso voto e nós não queremos dar-lho, porque achamos que ele merece é ir embora de vez. É fácil.

É fácil e um bocado estupido, mas é assim mesmo. Não votar é que é uma asneira. Deixamos que os outros decidam por nós.

Se não sabe em quem votar, vote útil, MAS VOTE!
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(In O Primeiro de Janeiro, 25-09-2009)

SONDAGENS PARTICULARES

A MINHA SONDAGEM

No meu blogue, Atributos, entendi fazer também uma sondagem com o título

“Nas legislativas vou votar em quem?”

Hoje, o resultado provisório é este

NAS LEGISLATIVAS, VOU VOTAR EM QUEM?
Selection Votes
PSD 27% 414
CDS 12% 181
PS 28% 431
CDU 12% 177
BE 13% 200
MEP 2% 25
MMS 2% 25
MRPP 1% 19
OUTROS 3% 49
1,521 votes total

Comparado com o do Aventar, quem tem razão?

Quais as grandes diferenças?

SÓCRATES E A TEMPESTADE PERFEITA

FOI DE FACTO UMA  PERFEITA TEMPESTADE.

socrat

Por não ter conseguido colocar, como deveria, o “post” completo com vídeo, aqui, por favor vão vê-lo aqui.

ESTÁ NA HORA DE VOLTAR A LUTAR

ESCREVI ISTO, ESTÁ A FAZER UM ANO…

QUE MUDOU ENTRETANTO?
Estará na altura de voltar a lutar?


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Ás armas !

Ás armas !

Contra os …. marchar, Marchar!

Luta, guerra,

Lutem, guerreiem

Não se deixem abater

Portugal está a precisar que se sinta o nosso Hino e se lute.

Gritem e barafustem.

Tudo isto está pela “hora da morte”.

Toda a gente com poder ou que pensa ou sente que o tem, se acha capaz de fazer de nós o que bem lhe apetece, gozando com a nossa cara.

Olhem para os preços da gasolina;

Olhem para a cautela amedrontada do nosso ministro;

Olhem para a qualidade e os preços do ensino;

Olhem para a publicidade enganosa da nossa ministra;

Olhem para os preços da vida;

Olhem para a propaganda maravilhosa dos nossos governantes;

Olhem para o aumento dos crimes violentos;

Olhem para a justiça da justiça no nosso país;

Olhem para o estado da nossa economia;

Olhem para a divulgação sobre o emprego que o governo nos dá.

Olhem e ouçam com olhos de ver e ouvidos de ouvir, o que se passa em Portugal.

Olhem para o meio mundo que está a enganar o outro meio que por sua vez engana o primeiro.

Olhem para tudo isto, e para tudo o mais que infelizmente existe por aí e digam-me se não dá vontade de gritar, de barafustar, e até de lutar para acabar com esta pouca vergonha.

O sentimento geral reinante no nosso país, é o de que vivemos num mundo de larápios, que se sentem com todo o direito de fazer o que fazem, pois que o exemplo maior lhes vem de cima.

Se Henrique Lopes de Mendonça, vivesse no nossos dias, mesmo na falta de um ultimato e de um mapa cor de rosa e tendo em vista a (diz-se de boca a ouvido nas mesas de cafés) aproximação da nossa classe “reinante” a interesses económicos inconfessáveis e a decadência geral do nosso país, teria a mesma vontade de escrever “A Portuguesa”, usando talvez um outro nome para os “bretões” da nossa Pátria.

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JM

(Publicado no jornal “O Primeiro de Janeiro” – Opinião – em 1 de Outubro de 2008)

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COMO SE FORA UM CONTO – Au Berto, Duas Letras

AU BERTO, DUAS LETRAS!

Há muitos anos, ainda meu pai era rapazote, havia em casa de meu avô, em Paços de Ferreira, um empregado (chamava-se criado na altura, e isso nada tinha de pejorativo) de seu nome Alberto. Era o homem de confiança de meu avô, e a palavra dele quando consultada, fazia lei lá em casa.

Paços de Ferreira, era na altura, e ainda o foi até à minha juventude, uma aprazível Vila, com Amoreiras espalhadas por várias ruas da terra, cujas amoras brancas eram deliciosamente doces, e as folhas serviam em grande parte para alimentar os bichos-da-seda de uma fábrica de  fio de seda, pertença do meu tio Simplício, e existente no centro do Porto, e para criar uma maravilhosa sombra nos dias de canícula. A casa de meu avô ficava mesmo no centro da terra e tinha um terreno de aproximadamente meio hectare, e que nos dias de hoje é um (mais um) Centro Comercial. A vida corria calma e a feira da rotunda, nos dias em que realizava, era um dos locais onde eu mais gostava de ir.
Alberto era extremamente esperto, quiçá mesmo muito inteligente. Era ele que fazia os negócios em nome de meu avô, no que dizia respeito à compra ou venda de vacas, vitelos, ou porcos, à compra ou venda de terrenos para cultivo, ou de pinhais, ou outros quaisquer negócios que fossem necessários ou vantajosos. Bastava-lhe olhar para um pinhal para dizer, sem nunca errar quantos metros cúbicos de madeira ele produziria. Bastava-lhe olhar para uma vaca para dizer se valeria a pena comprá-la e quantos litros de leite poderia dar por dia. Meu avô era Solicitador Encartado com escritórios montados em várias comarcas e o seu tempo para estas lides era limitado, para além de ter uma demasiada brandura nas negociatas, sendo muitas vezes levado à certa.
No entanto, Alberto tinha uma dificuldade que lhe trazia de quando em vez alguns transtornos.
Não sabia ler nem escrever!

Minha avó, e também minhas três tias que estudavam para virem a ser professoras primárias, diziam-lhe que tal era necessário, até mesmo para um dia ele poder arranjar uma noiva e casar. Na sua boçalidade e com uma certa arrogância dizia que tal não era preciso para nada, que lhe bastava a sua sabedoria e esperteza. Em tom de brincadeira, dizia que para casar não precisaria de saber dessas coisas, que as mulheres eram como as vacas leiteiras, desde que tivessem perna fina e pescoço alto, seriam o ideal. Nestas conversas recebia sempre admoestações das senhoras da casa, e incentivos à aprendizagem das coisas das letras.

Minha avó e minhas tias, meteram na cabeça que teriam de conseguir ensinar Alberto a ler e a escrever, e ele acabou por concordar em ser aluno delas. Meu avô, sempre muito céptico quanto às capacidades para as letras do seu homem de confiança, dizia que quando elas conseguissem isso, e se, lhes daria o que elas pretendessem, fosse o que fosse. Tudo dito com a certeza de que nunca teria de concretizar tal obrigação.
Mesmo assim, mesmo sabendo das dificuldades que iriam encontrar, meteram mãos à obra, uma de cada vez, primeiro minha avó que ao fim de algum tempo desistiu, depois meu pai, que também tentou intrometer-se no assunto e que dizia ao fim de três semanas que era uma missão impossível, depois, cada uma das minhas duas tias.
Toda a gente desistiu, e em conjunto foram dizer-lho. Apesar de toda a sua esperteza e inteligência, no que dizia respeito às letras Alberto era verdadeiramente um calhau com dois olhos.

Ao ouvir tal decisão, dita pela minha tia mais velha, ripostou que tal não era possível, que o esforço de todos tinha sido compensado e que ele já sabia as letras todas, pelo que deveriam continuar a ensiná-lo, e quis ir falar com o meu avô.

Já na sua presença, disse:

-Senhor doutor, sinto-me muito triste e ofendido. Algumas meninas, poucas, disseram-me que não me ensinavam mais a ler e a escrever pois que eu nunca o conseguiria. Isso não é verdade e por favor diga-lhes e mande-as continuar a ensinar-me. Eu até já sei muitas letras.
Perante tal, meu avô interpelou-o:

-Se é assim Alberto, diz-me lá, quantas letras tem o teu nome?

-Duas senhor doutor!

-Duas?

-Sim, claro, duas, Au e Berto!

Claro que Alberto, que ainda trabalhou muitos anos em casa do meu avô, ganhou algum  bom dinheiro em negócios, acabou por casar com uma mulher pequena, rechonchuda e de perna bem  curta e gordinha, teve um rancho de filhos e foi muito feliz até ao fim dos seus dias. Morreu muito velho.

Nunca mais se livrou do seu novo nome, que ostentava com orgulho:

Au Berto Duas Letras.

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SONDAGENS NOVAS. ATESTADO DE BURRICE

PS À FRENTE, PORTUGUESES ATRÁS
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Agora são seis os pontos que os separam, com o partido do governo à frente do PSD. Desfez-se o empate técnico.
Nestas sondagens que serão ou não muito católicas, o BE tem 12% e a CDU e o  CDS empatam a 7. Cada vez acredito menos em sondagens. Cada vez acredito mais em encomendas bem direccionadas. A confirmarem-se estes resultados, ficamos a saber que os Portugueses não aprenderam nada com estes quatro anos e meio, e merecerão o que lhes irá acontecer. O País à beirinha do abismo, e com estes resultados dará um enorme passo em frente.

COMO SE FORA UM CONTO – A Madrinha Noémia e o Padrinho Careca

A MADRINHA NOÉMIA E O PADRINHO CARECA

É domingo, princípio da tarde. Está calor. A rua está quase vazia. Alguns metros à minha frente, um casal passeia vagarosamente. No outro passeio, duas mulheres conversam calmamente. Dois carros passam por mim, lentamente. Ao domingo ninguém tem pressa. Excepto eu que vou com um andar ligeiro. Melhor, vou apressado. O passo estugado, marcial. Tenho de ir visitar uma pessoa que se encontra adoentada, o que faço quinzenalmente. Prometi-lhe que chegaria por volta das três, e já só faltam cinco minutos. Quase lá, abrando o andamento. Faço-o sempre. Aquela janela fascina-me. Ainda  mais desde que li a crónica “A Dona Olga e eu” de Lobo Antunes, que, confesso, me inspirou.

Aquela casa faz-me reviver o passado. As lembranças de hoje levam-me para mais de trinta anos de distância.

Passo à porta daquela casa, de quinze em quinze dias. Sempre ao domingo, sempre à tarde. A porta sempre fechada, a janela sempre entreaberta. Às vezes abrando o passo e quase paro. Num dia entrevi a cama, noutro a cadeira ao lado da cómoda, noutro o guarda vestidos. A cama sempre impecavelmente feita, a cadeira sempre na mesma posição, de esguelha, e a cómoda com inúmeras fotografias emolduradas das quais se destaca, pelo tamanho, a de um homem com óculos de aros redondos, ainda jovem e careca, de fato escuro.

O quarto, sempre o vi vazio. Sem saber porquê, sempre senti que só poderia ser habitado por uma senhora. Tinha mão de mulher por ali. Até que um dia e depois outro e outro, a vi a sair de casa, mesmo à minha frente.

Hoje a janela estava mais uma vez aberta, mas mais aberta que de costume. Pude ver o crussifixo na parede por cima da cama, uma fotografia do mesmo homem em pose diferente na mesinha de cabeceira juntamente com outra em que ele e uma senhora, muito mais novos, seguravam um bébé no colo dela, um genuflexório num canto escondido por baixo de uma Nossa Senhora, e uma porta.

De todas as vezes que por lá passo, naquele rés-do-chão debruçado sobre o passeio, ponho-me a imaginar o que teria sido a vida da dona da casa.

A minha imaginação corre, livre.

Vou chamar-lhe D. Branca.

Só a vi três ou quatro vezes. Muito bem arranjada, lábios pintados de carmim, sapatos com salto pequeno e grosso, saia-casaco escuro, chapéu preto, e um olhar triste.

D. Branca, é pequenina, muito magra e de uma idade já bem avançada. Há muito terá já ultrapassado os oitenta, se calhar até mesmo os noventa. Vive sozinha. O gato que cheguei a ver por lá, uma vez ou outra, já há muito deixei de ver.

Na minha imaginação, por vezes fértil, vejo a senhora, feliz, até à altura em que o marido, funcionário fiscal, morreu, cedo de mais, de uma doença prolongada, e a filha, ainda muito jovem, partiu para terras distantes, para ganhar a vida.

Depois, uma vida recheada de recordações, e de dificuldades que nunca deu a conhecer. Uma vida sozinha e um olhar que a pouco e pouco foi esmorecendo.

O quarto é alugado e tem pela porta que desta vez vi, uma casa de banho e uma cozinha, minúsculas.

Os vizinhos conhecem-na por D. Branquinha. Todos gostam dela e não deve nada na mercearia, no talho ou na farmácia. Só sabem que é viúva de há muitos anos, que é muito calada e discreta, amiga de ajudar toda a gente, e que ninguém a visita.

A par da minha fantasia quinzenal sobre a sua vida passada, D. Branca e a sua casa pequenina, fazem-me lembrar alguma coisa ou alguém, sempre que por lá passo.

Hoje, vá-se lá saber porquê, fizeram-me lembrar a madrinha Noémia e o padrinho careca. Não eram meus padrinhos, mas todos os tratavam assim. Eram tios e padrinhos de muitos familiares e amigos.

Se fossem vivos, ela teria mais de 106 anos e ele seria um pedaço mais velho.

Eram uma presença assídua em casa de meus pais.

A madrinha Noémia, era uma mulher muito bonita, pequenina, de pele muito branca e a tender para o gordochinho.

O padrinho careca, era alto, muito magro, usava óculos de tartaruga redondos, tinha um nariz aquilino, trazia sempre um colete por baixo do casaco, camisa imaculadamente branca, gravata escura e fina e chapéu. Sempre me fez lembrar a figura de Fernando Pessoa. Também gaguejava um pouco.

Ele, que em tempos tinha trabalhado como vendedor de produtos de ourivesaria, tinha feito amizade com o meu avô que na altura trabalhava como ourives. Lá pelos anos vinte do século passado. Uma amizade que perdurou até o último deles morrer. O primeiro foi o padrinho careca, muito perto de mil novecentos e sessenta.

Ela, era vizinha de meu avô. Por lá terá conhecido o que depois foi o seu marido. Casou cedo, não teria mais de dezassete ou dezoito anos. Tiveram um amor lindo, uma vida feliz, de entrega total um ao outro.

Viviam num quarto, o único que lhes conheci, numa rua de um vale lindo. Só mais tarde vim a saber que afinal o andar era todo deles, um rés-do-chão, e que as dificuldades económicas tinham feito com que abdicassem da quase totalidade da casa, para a poderem alugar. No quarto em que viviam, sem janela, havia uma cama, duas mesinhas de cabeceira, uma cadeira e um pequeno psiché. Dois pequenos candeeiros, um de cada lado da cama, e várias fotografias em cima do pequeno toucador. Tinha uma porta para a rua e outra para o resto da casa, onde cozinhavam e usavam o quarto de banho.

Com estas lembranças todas, veio-me à cabeça um remédio, milagroso, que a madrinha Noémia usava para tratar a tosse. Como tínhamos um quintal, ela ia apanhar caracóis, grandes, misturava-os com açucar mascavado, e o sumo que ia escorrendo era filtrado num coador de pano. Depois, fazia-nos beber aquela mixórdia. Era repulsivo, mas eficaz. A tosse passava como que por encanto.

A relação dela com o padrinho careca, era calma, partilhada, feita de cedências totais de parte a parte, e de uma intimidade carinhosa. Era uma amor bonito de se ver e que fazia a inveja (no bom sentido) de muitos. Não tiveram filhos. Tiveram-se um ao outro. Os filhos, eram os sobrinhos, os afilhados e os filhos dos amigos. Pareciam dois passarinhos, aos beijinhos e aos carinhos, com olhares meigos e palavras certas.

Esta relação era transmitida a todos os outros com quem conviviam e por quem tinham uma grande amizade. Estavam sempre disponíveis para ajudar, sempre prontos a colaborar e a serem prestáveis.

Para todos ela era uma segunda mãe. Para todos ela se disponibilizava sempre.

Deles só se pode dizer que eram realmente muito boas pessoas, e um exemplo para qualquer um de nós.

Depois da morte dele, a madrinha sofreu muito a sua ausência, mas foi-a sublimando, cuidando dos amigos e da família.

Quando por fim adoeceu, e depois morreu, já lá vão mais de trinta anos, deixou uma saudade imensa que ainda hoje perdura.

JM

(In O Primeiro de Janeiro, 15-09-2009)


CAMPANHA COMEÇA CHEIA DE ATAQUES E CONTRA ATAQUES



ORA AGORA ATACO EU, ORA AGORA ATACAS TU, ORA VAI ELE DEFENDER-SE

campanha eleitoralA campanha começou.
Multiplicam-se os jantares, os comícios, as palestras, os discursos e as palavras.
Ninguém quer ficar atrás de ninguém nos ataques, nas criticas e nas boas defesas.
Cada um, pensa que é o melhor da sua rua e que as suas soluções são as melhores para Portugal.
O que mais facilidade tem em falar, fala pelos cotovelos e vem dizer que a sra que falou do CAV fez um ataque anti-democrático.
A sra, entretanto tinha dito que considerava a preocupação do ministro espanhol, normal, já que ela suspenderia o CAV, caso formasse governo.
Por causa das esquerdas, o líder comunista diz que o ainda nosso Primeiro não é tal coisa.
O líder dos deputados sentados mais à direita no Parlamento compara por sua vez, o líder dos que se sentam mais à esquerda, com Salazar, e ataca-o por causa dos impostos.
Este, o sr da esquerda das esquerdas, diz que as pessoas que votarem no ainda partido do governo, irão acordar no dia seguinte com uma valente ressaca, e acha-se tão importante, que diz também que a sua campanha é tão boa que já incomodou um País amigo de Portugal, Angola. Para além disso, neste partido, a menina Joana, não exclui ninguém de uma maioria de esquerda.
E isto é só no primeiro dia, e só nos cinco partidos com assento Parlamentar. E não disse nem metade do que se foi dizendo.
Pensem que ainda vamos ter duas semans inteirinhas destas coisas.
Será que há pachorra para tanto?
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.JM

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PARTE INTEGRANTE DE PORTUGAL

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INDEPENDÊNCIA, NEM PENSAR!
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Mas anda tudo parvalberto joãoo ou quê?
A Madeira é parte integrante de Portugal, como o são os Açores ou o Minho ou o Algarve.
Já tivemos outras que ficaram independentes, mas, em grande parte porque as suas populações assim o queriam. E para esses éramos colonizadores, e fizemos uma “excelente descolonização”, “exemplar”, diria!
Na Madeira são poucos os adeptos da independência. Muito poucos até. Percentualmente são menos que os que,no continente, acham que deveríamos ser uma província espanhola.
Só mesmo uns quantos mentecaptos podem afirmar, só porque não gostam do Presidente do Governo Regional, que lhes deveríamos dar a independência.
Os Madeirenses têm um dos melhores níveis de vida do País, e a inveja rói estes parvalhões que assim pensam.
Os Madeirenses têm um dos melhores Presidentes seja do que for que alguma vez Portugal teve. Defende intransigentemente os seus. Luta por eles, melhora o seu nível de vida. Só por isso, em mais de trinta anos de eleições livres, ganha sempre, e cada vez com maior percentagem.

Quem nos dera a nós, aqui no rectângulo, um Presidente, Primeiro Ministro, ou, quando houver regiões, um Presidente de Governo Regional, com estas qualidades. Mesmo que, desbocado, diga coisas que não agradam a muitos, mas que ninguém se atreve a desmentir. Não acredito que Alberto João seja independentista. Antes que tenha usado esta forma de dizer as coisas para provocar reacções nas gentes do continente. É só um pequeno aviso à navegação.

Experimentem ir até lá, e vejam como as pessoas vivem, e o nível de satisfação de que gozam. Falem só depois de saberem. E não me venham falar dos dinheiros que para lá mandamos, que isso está consagrado na Constituição, e outros, noutros lugares, também o recebem e não conseguiram o desenvolvimento que lá se conseguiu. E isto para não falar dos milhões de milhões que diariamente se gastam, por esse país fora, sem se saber ao certo, para quê ou para quem.

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JM
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LEITE – 5, SÓCRATES – 4

.MFL GANHA, POR POUCO

Empate técnico.
MFL, perdeu uma boa oportunidade de cilindrar JS.
O seu pouco traquejo em debates deste tipo, deu vantagem a ao ainda nosso Primeiro, nesse ponto.
Sócrates não perdeu votos, e Leite não os ganhou.
Ninguém ganhou com o debate.

HOJE, TORÇO INTEIRAMENTE PELA DRA MANUELA

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ASSIM COMO PASSO A SER BENFIQUISTA OU SPORTINGUISTA NOS JOGOS INTERNACIONAIS NOS QUAIS ELES CONCORRAM

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.Não é difícil de entender.
É um imperativo Nacional.
O sr Pinto de Sousa é a modos que um estrangeiro que só nos quer levar de vencida, seja de uma maneira, seja de outra.
Qualquer voto, num partido qualquer que não seja o do ainda nosso Primeiro, é um não voto no partido do governo.
Hoje, voto PSD. Amanhã não sei, mas sei que não voto PS.

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JM
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