Tenham juízo

Sindicato quer que professores tenham redução de horas de aulas a partir dos 40 anos

O 25 de Abril dos escroques

otelo
Estive na segunda-feira ao lado do Otelo, numa comemoração organizada pela Junta de Freguesia de Rio Tinto. Senti uma emoção contida. Contida porque, aos 43 anos, já não tenho idade nem disposição para me sentir arrebatado seja por quem for.
A verdade é que uma das maiores frustrações da minha vida é não ter vivido o 25 de Abril. Acabara de fazer 3 anos e, numa família de consciência política duvidosa, o acontecimento deve ter suscitado mais preocupação do que alegria. Diz quem se lembra que o meu pai, por esses dias, andava numa fona a rasgar tudo o que tinha em casa sobre salazar. Obrigava toda a gente lá em casa, ao que parece, a levantar-se quando começava o hino nacional com que terminava a emissão diária da rtp.
Sinceramente não sei se foi asim. O que sei é que fui criado segundo os ditames de um catolicismo do qual, hoje em dia, fujo a sete pés, e num ambiente de direita em que o psd era sempre a escolha no momento do voto.
40 anos depois, cá estamos a comemorar o 25 de Abril, como se realmente tivesse mudado muita coisa em relação ao dia 24. Enquanto os bravos Capitães faziam as suas comemorações num Largo do Carmo que foi palco e cenário de um dos maiores portugueses do séc. XX, no parlamento um bando de escroques, que ostracizou os únicos que realmente fizeram e quiseram a Revolução, debitava um conjunto de palavras ocas e lugares-comuns. [Read more…]

Algo de mais audacioso

Há 40 anos, Marcelo Caetano deve ter ficado muito contente.
Bom 25 de Abril, Folks!

Miguel Sousa Tavares acha um exagero as comemorações do 25 de Abril

Adalberto Faria

Eu «compreendo»! O Miguel Sousa Tavares dizia ontem na SIC não compreender tanta comemoração, e em profundidade, sobre os 40 anos do 25 de Abril, e que para quê tanto ruído, se este nada dizia às duas últimas gerações?!! Obviamente que, a comer e a beber como anda, deve andar com pouca inspiração para as suas participações televisivas e não trazia a lição ou o tema preparado. Além disso, já percebeu muito bem que sem se «tornar» polémico, vende pouco, e sem a TV, provavelmente não venderia o número de livros que vai vendendo.
Mas é muito simples «desarmá-lo» e já: OBVIAMENTE QUE NÃO PERCEBO ENTÃO PARA QUE TEREMOS NÓS QUE RECORDAR A MORTE DA SUA MÃE, OU OS FEITOS DO PAI TAMBÉM, A QUEM OBVIAMENTE DEVE A SUA NOTORIEDADE E «ENTRADA» PARA OS ‘MEDIA’, indirectamente. Mais, diz ele que sim senhor, que no 25 de Abril os aplaudiu, aos capitães na rua, mas que foi somente porque nos livraram do jugo fascista «NO MOMENTO»!
Muito bem: então para quê agradecer a Mandela, e a Gandhi se estes livraram o povo do jugo dos seus opressores há tanto tempo ou mais ainda que os nossos? E para quê então lembrar todos os outros que passaram, e aos quais nenhuma geração tem grande interesse como a Luís de Camões, D.Afonso Henriques, Catarina Eufémia, José Afonso, ou aos poemas da mãe dele? Para quê enviá-la para o Panteão se às duas últimas gerações isso pouco interessa, mas sim um novo Ipad, ou uma viagem ao Bali para surfar? [Read more…]

As minhas memórias do ISCTE, Hoje IUL

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Convidado pelo Instituto de Ciências da Fundação Gulbenkian, apareci em Portugal, pela primeira vez na minha vida, em Dezembro de 1980. Vinha da Universidade de Cambridge, onde fiz os meus graus, até ser Doutor e Agregado. Ainda sou membro do Senado dessa Britânica Universidade, na qual, atualmente, trabalham a minha filha mais nova e o seu marido. Não sabia Português, mas conhecia profundamente o Galego. Tentei falar em língua luso-galaica, mal entendida entre lusos portugueses. Mudei de imediato para o inglês, a minha melhor língua, por estar relacionado com a Grã-Bretanha desde os meus vinte anos (sou casado com uma inglesa e as minhas filhas são britânicas). [Read more…]

Letizia Ortiz e eu

Ambas fazemos 40 anos este fim-de-semana (Letizia é mais velha que eu umas horitas).

Ambas queremos festejar o nosso aniversário longe dos holofotes e nem temos prevista nenhuma celebração pública nem actos oficiais.

Ambas somos mães, discretas e magras. Reconheço maior beleza em Letizia. Mas sem inveja.

Ambas pretendemos que a data fique marcada no seio dos que nos são mais próximos.

Ambas sabemos guardar segredo relativamente às nossas viagens.

Ambas celebraremos os 40 em casa (ela espera uma surpresa do seu príncipe, eu não espero).

Ambas teremos, com certeza, pensamentos semelhantes chegadas aos 40. Posso adivinhar os dela. Ai os «enta»…

Muita coisa eu tenho em comum, afinal, com uma princesa!