Surma – O Silêncio como Inspiração

Francisco Sousa Barros

Cruzei-me com a Surma pela primeira vez no Walk&Dance 2017. Pelos ouvidos já me tinham passado alguns temas e fui até Freamunde com o propósito de confirmar em palco os atributos.

No fundo de uma serena e distinta viela estava montado o palco. O público foi-se sentando no chão, entre paralelos e carpetes. O ambiente, quente, de fim de tarde primaveril, com o sol a diluir-se entre as paredes das casas, começava a parecer perfeito aos primeiros sons vindos do palco. Ao fim de pouco tempo já estava completamente conquistado e passei o resto do concerto apenas a apreciar as abstratas pinceladas sonoras que aquela mulher, sozinha com a sua voz singular, no meio de guitarra, baixo, teclados, pedais, samples, ou seja lá mais o que for, ia traçando. [Read more…]

Ao meu menino Jesus

Isabel Silvestre e Vozes de Manhouce – “Ao meu menino Jesus”
de A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria.

 

Tradisom

Uma editora fundada por José Moças em 1992, que tem vindo a realizar um magnífico trabalho em prol da Cultura portuguesa.

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Momento Zen

“Tio, que diabo é isso da “mula da cooperativa”? Havia mesmo uma música com esse nome? Expliquei que havia e, para provar o que disse, procurei-a no youtube. Lá estava ela. Fiz soar a voz do velho Max e, para que se ouvisse melhor a obra, tirei o som à televisão. E estávamos nisto quando, no ecrã, apareceu Paulo Portas, discursando na cerimónia de lançamento do programa da coligação. De modo que o vice lá ia gesticulando e agitando os queixos sem que se lhe ouvisse uma palavra, ao som valsado da “mula”. Enfim, a vida é feita de pequenos nadas…

Lembra-me um sonho lindo


Fausto Bordalo Dias, do álbum Por este rio acima (1982, 1984 em CD)

Elogio da pobreza (Osso Vaidoso)


Osso Vaidoso, do disco Animal (2011). A letra é da Regina Guimarães.

Rumba dos inadaptados (ou a morte do jovem contribuinte)


Quinteto Tati, Exílio (2004)

Outro Fado [Textos sobre música portuguesa III]

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© Clément Darrasse

Quando A Naifa surgiu, ninguém sabia muito bem como classificá-la, onde arrumá-la, se no faqueiro da avó, se no do Ikea, ou se noutro ainda. Quais seriam ao certo as virtualidades com significado para a música pátria d’A Naifa? E digo (escrevo) isto mapesar do Fado, que claramente habitava (e habita) a sua música, que era (e é) o seu chão, e das sonoridades tradicionais da terra portuguesa. Talvez por isso, e porque «trip-fado» definisse insuficientemente o género singular a que se dedicavam os músicos d’A Naifa, alguns preferiram cortar a eito e chamar-lhes «pós-modernos» – designação contudo também ela um bocado opaca, que apenas informava estarem eles «um bocado à frente», representando correntes ainda por deslindar em toda a sua extensão e significados. [Read more…]

Señoritas (2006)

A Naifa, do álbum 3 minutos antes de a maré encher (2006)
Música de João Aguardela e Luís Varatojo, letra de Tiago Gomes

Pedro, O Coelho

Chico do Vale.  Via Música Portuguesa a gostar dela própria.

Pedro Barroso, o que é feito de si?

Que voz! Que música linda você escreveu! Que letras!

Ando à procura das músicas da minha vida, coleccionando-as. A sua música também consta.

O que é feito de si? Por que o «calaram»? Diga coisas. Dê-nos notícias suas. Dê-nos a sua música, Pedro português, genuíno.

«Cantarei à chuva, ao sol, ao vento, ao mar…»; «E viva quem canta»; «Pedra Filosofal»… Ai! A sua «Menina dos olhos d’água»!

Façam um monumento ao Pedro Barroso! A ele sim!

Maradona sugeriu que se fizesse um a Cristiano Ronaldo… Espero que ninguém o tenha ouvido para além de mim.

A Pedro, sim, prémios e condecorações, porque nos toca nos corações (e na alma)! A sua obra é eterna.

Novas músicas portuguesas: No Mazurka Band – Malhão Azul

Ler ficha técnica.

Novas músicas portuguesas: Os Capitães da Areia – Amor exige propaganda

Leia a ficha técnica.

Novas músicas portuguesas: Prana – Lei Zero

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Novas músicas portuguesas: Os Tornados – Balada do Pecador

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Novas músicas portuguesas: Capagrilos – Judas

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Novas músicas portuguesas: Linda Martini – Mulher a Dias

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Novas músicas portuguesas: Lília, David e João – Senhora do Almortão

Ficha técnica

Novas músicas portuguesas: Fernando Mota toca berlindes taças, kissange e outras coisas

Ficha técnica

Novas músicas portuguesas: TrêsPorCento – São tão diferentes

Leia a ficha técnica.

Novas músicas portuguesas: Jahztá – E Então?

Novas músicas portuguesas: Uxu Kalhus – Bretónia/Linda Falua

Novas músicas portuguesas: Penicos de Prata – Falas da africana Jasminá

Leia a Ficha Técnica

Novas músicas portuguesas: Silence is a boy – Vais de metro

Veja a ficha técnica.

Novas músicas portuguesas: Bailenda – Moda da Lebre

Sobre este vídeo, leia a ficha técnica.

SIGNIFICADO – A música Portuguesa se gostasse dela própria #3

Trata-se do novo filme de Tiago Pereira, uma produção/encomenda da d´Orfeu Associação Cultural. Estão disponíveis três trailers para divulgação, com grandes e não tão grandes nomes, todos eles importantes para que a música portuguesa goste de si própria.

PS: Por motivos a que somos alheios, estes vídeos foram retirados, dando lugar a um único trailer. Pode ser visto aqui.

http://www.facebook.com/v/244665571529 [Read more…]

SIGNIFICADO – A música Portuguesa se gostasse dela própria #2

Trata-se do novo filme de Tiago Pereira, uma produção/encomenda da d´Orfeu Associação Cultural. Estão disponíveis três trailers para divulgação, com grandes e não tão grandes nomes, todos eles importantes para que a música portuguesa goste de si própria.

PS: Por motivos a que somos alheios, estes vídeos foram retirados, dando lugar a um único trailer. Pode ser visto aqui.

http://www.facebook.com/v/242508386529 [Read more…]

SIGNIFICADO – A música Portuguesa se gostasse dela própria #1

Trata-se do novo filme de Tiago Pereira, uma produção/encomenda da d´Orfeu Associação Cultural. Estão disponíveis três trailers para divulgação, com grandes e não tão grandes nomes, todos eles importantes para que a música portuguesa goste de si própria.

O Aventar apresentará um trailer por dia, começando hoje.

PS: Por motivos a que somos alheios estes vídeos foram retirados, dando lugar a um único trailer. Pode ser visto aqui.

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O que andamos a fazer em Lisboa?


A Fundação oriente esforça-se, mas isso não basta. Existem comunidades luso-descendentes espalhadas por toda a Ásia, do Ceilão a Goa, Damão, Diu, Cochim, Malaca, Bangkok. Numa área do mundo onde surgem oportunidades de desenvolvimento económico e cultural, possuímos um precioso legado histórico que se encontra ao abandono. Temos o principal: a gente que lá ficou e teima em educar os seus filhos na tradição portuguesa. Do que estamos à espera?