Bolsas em queda e desta vez a culpa é mesmo do papão comunista

Cavaco Comuna

As bolsas europeias abriram hoje no vermelho, com excepção da robusta praça de Atenas. A bolsa portuguesa começou mal mas terá entretanto recuperado, situação que se poderá inverter a qualquer momento porque, como é sabido, os mercados são aquilo que os especuladores quiserem e os especuladores podem querer sodomizar-nos à bruta. Outra vez. [Read more…]

Depois da tempestade, a bolsa que mais valorizou foi… a grega!

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Depois da tempestade chinesa, com o mais que óbvio dedo de António Costa no desastre, os mercados acordaram ontem mais optimistas e foi vê-los regressar à abundância que tão bem os caracteriza. Bastou o Banco Popular da China anunciar taxas de juro mais baixas para que uma onda de euforia tomasse conta das praças europeias. Por todo o lado, índices bolsistas dispararam como foguetes no S. João e até por cá o tão nosso – ainda que parcialmente holandês – PSI-20 terminou a sessão com ganhos na ordem dos 4,71%. Contudo, não deixa de ser curioso que o índice grego tenha sido aquele que maior crescimento registou, fechando o dia com uma valorização de 9,38%. Aposto que foi obra e graça da acção do governo português. Sai um cartaz de propaganda troglodita para mesa 10 se faz favor. Portugal à Frente, até na Grécia!

P.S. Os nossos patrões da Fosun e da Haitong perderam mais de 4 mil milhões de euros com a brincadeira. Quando chega a factura?

Acendamos todos uma vela

Os 10 mais ricos do mundo perderam €15,4 mil milhões num dia” [Expresso]

A tragédia grega na bolsa Lisboa

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Diz-nos a edição de Segunda-feira do Público que enquanto as potências europeias se desdobraram ontem em reuniões de emergência e telefonemas entre as mais altas figuras políticas, em Portugal tudo estava tranquilo. Pelo menos no Terreiro do Paço, São Bento e Belém. Já no quartel-general da bolsa de valores de Lisboa, as coisas estiveram tudo menos tranquilas. A registar quebras na ordem dos 5%, a bolsa lisboeta não tinha recordação de resultados tão negativos desde o golpe de Paulo Portas em 2013 quando a manobra irrevogável nos custou milhões e a Euronext Lisboa se afundou violentamente. Interessante que um único irresponsável obcecado pelo poder possa causar danos tão catastróficos como a profunda crise gerada pelo impasse grego. Pena que ninguém tenha chamado a senhora Lagarde para pôr o vice-primeiro de castigo.

Enquanto a hecatombe ganha forma, esta Terça-feira promete mais desta peculiar tranquilidade no país dos cofres cheios. Com o anúncio do governo grego de que a tranche de 1,6 mil milhões a pagar hoje ao FMI não será regularizada, a especulação e o terrorismo financeiro preparam-se para ter mais um dia em grande. Será que já alguém teve o cuidado de explicar ao senhor Aníbal o que está realmente a acontecer?

O presente, essa grande mentira social. III- A mais-valia

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Capítulo Terceiro

AMais-Valia

Para se manter dentro da História, todo ser humano precisa de consumir bens, sejam estes de agasalho, de abrigo, ou de alimentação. Para poder consumir, é necessário produzir esses bens de diversa qualidade e em diversas quantidades. Todo o ser humano sabe, especialmente os economistas ou os cientistas sociais.

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Chantagem de Sócrates: Oposição não pode ceder

A Oposição não pode ceder às chantagens do Governo Sócrates. Se ao fim de meia dúzia de meses já se fala em demissão, então a situação já ultrapassou todos os limites do absurdo.
Já se sabe que a Sócrates interessa um cenário de eleições antecipadas. O PSD está esfrangalhado e a hipótese de repetir a primeira maioria absoluta é por demais tentadora. Para além disso, a Assembleia só pode ser dissolvida entre Março e Setembro, porque depois vêm as Presidenciais. O momento actual vinha mesmo a calhar, mas convenhamos: esteja-se de acordo ou não com a Lei das Finanças Regionais, não é motivo – nem aqui nem em nenhuma parte do mundo – para levar à queda de um Governo.
Entretanto, a crise económica e financeira não dá mostras de abrandar, a Bolsa de Lisboa despenhou-se e o desemprego atinge valores vergonhosos. Nada que preocupe José Sócrates, apostado nas obras públicas faraónicas e nas mesquinhas intrigas palacianas em que se especializou desde que saiu da Covilhã.

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