Estranheza e estupefacção

Hoje, através de uns amigos, soube que Tiago Barbosa Ribeiro, deputado do PS, reagiu com “estranheza e estupefação [!!!!!!]” a assunto que não me interessa discutir.

Todavia, não é verdade que o deputado tenha reagido com “estranheza e estupefação“. O deputado reagiu com “estranheza e estupefacção“. Efectivamente: com estupefacção. Isto é, com cê.

Depois de termos ficado a saber que «se quisesse, o Governo podia denunciar o acordo ortográfico – mas não quer», nada como uma pitada de “estranheza e estupefacção” de um deputado (do PS), para se perceber que tudo isto é muito hipócrita, tudo isto é muito fado.

Exactamente, haja pachorra e estupefacção.

Efectivamente, tudo isto é estranho.

Hoje fazem anos…

Passam hoje 30 anos sobre o primeiro concerto dos Heróis do Mar. Sim, aquela banda que parecia de extrema-direita e afinal era só pop (e bom pop), como muita provocação pop. Trinta anos depois também recordo envergonhado o esforçado provincianismo com que encarei a coisa e que encalhou nesta cantiga, que tem todos os ingredientes estado novo mas era apenas um novo estado para a música portuguesa.

Ainda me proporcionaram o mais épico momento da minha vida radiofónica através de uma entrevista em directo que acabou com um processo disciplinar, afinal uma das medalhas que trouxe da RUC.

Também faz anos o 31 da Armada, o blogue da direita onde me vou rindo sem ser forçosamente das tolices da direita e que pelos vistos hoje ajusta contas com o Pacheco Pereira, que desde o primeiro dia estava mesmo a pedi-las.

Hoje é o dia nacional da direita no seu melhor, o 1º de Dezembro envelheceu, o 10 de Junho agora é só da raça do António Barreto. Do outro 25 de Novembro fiquemos só por não ser o aniversário do início de uma guerra civil de consequências incalculáveis, ou seja, podia ter sido muito pior.

E agora uma cantiga facista

De que muito gosto. É duns gajos a quem chamávamos Heróis ao Mar.