À atenção da Fernanda Câncio, aquela que defende que com as uniões de facto ninguém vai querer casar

Fernanda Câncio,

Aconselha o civismo, a educação, a decência e as regras implícitas da blogosfera que se cite ou que se faça um link de determinado post  a partir do qual se escreveu um outro post.

Ora, a Fernanda leu no Aventar um post do António Serzedelo de que não gostou. E vai daí, respondeu com um outro post, mas sem nunca referir o post e o blogue a que está a responder. Porque para si, claro está, o Aventar é um blogue menor.

Por essas bandas, valha a verdade, já estamos habituados a esse tipo de procedimento. Embora também seja verdade que o mestre das «citações sem link» acaba de ser corrido do Jugular por razões perfeitamente atendíveis. Da sua parte é que é novidade, pelo menos para mim.

Pelos vistos, na sequência desse post do Aventar, a Fernanda intimou o António Serzedelo a desmentir a tal conversa, na qual a Fernanda lhe terá dito que se a lei das uniões de facto fossem ávante ninguém ia querer casar. Não conheço os contornos da conversa, mas acredito piamente no António Serzedelo. E se ele disse que a Fernanda disse que com as uniões de facto ninguém ia querer casar, é porque a Fernanda disse que com as uniões de facto ninguém ia querer casar. Um aventador não mente.

Fernanda, o seu post de resposta ao António Serzedelo tem o elucidativo título de «Opus rascum». Com o devido respeito, a parte do rasca ficará consigo.

E não precisa de fazer link deste post. Porque como dizemos cá pelo Porto, eu não sou da sua laia.

O casamento rosa é inconstitucional

O casamento gay é inconstitucional, tal como reza a Constituição Portuguesa, que diz lá “o casamento é a união entre duas pessoas de sexo diferentes”. Esta leitura arrasta como óbvia evidência, o conceito de “filiação” e que os gays nunca poderão preencher.

E não é só na letra, é tambem no espírito, porque os constitucionalistas que a escreveram são unânimes em afirmar, que tal leitura decorre da letra e do espírito consagrados na ” Carta dos Direitos do Homem” e que a nossa Constituição acolheu.

E mais, há um direito constitucional que os heterossexuais estão a ver pisado, que é o de reservarem para si o conceito de “casamento” como trave mestra da sociedade em que querem continuar a viver. Acresce que esta reserva em nada prejudica ou discrimina os gays, não só porque os próprios sempre sublinharam o seu “orgulho gay”, isto é, de serem diferentes, como a usurpação daquele conceito de casamento em nada os beneficia, já porque têm acesso a todos os direitos no âmbito das “uniões de facto” ou de outro conceito que possam, “orgulhosamente,” reservar para si próprios.

Os heterossexuais têm o direito de defenderem o conceito de casamento tal qual o conhecemos!

Antropologicamente o casamento gay…

Não sei o que é que isso quer dizer e quem o disse também não, mas foi a maneira de ficarmos a saber que o PSD quer uma "uma união de facto registada" em vez do termo casamento".

 

Assim, os gays gozariam de todas as benesses, sociais, jurídicas e patrimoniais que o casamento dá, mas sem a designação "casamento".

 

Com o BE a coisa fia mais fino, "não podemos dar aos gays um registo mitigado  de casamento, algo entre este e as uniões de facto", porque somos todos iguais perante a Lei.

 

E somos, a prova disso é que os heteros continuam a casar-se porque são de sexos diferentes, enquanto os gays passariam a casar por serem gays. É como dizer a um negro "eh, pá, você pode casar por ser negro", nada disso, ele pode casar porque é um homem que vai juntar-se a uma mulher, segundo um contrato que se chama casamento!

 

A ser como os gays querem, a desigualdade seria manifesta, eles poderiam casar por serem gays, não por serem homem ou mulher.

 

A verdade, é que o argumento "mas tu ficarias prejudicado se um homem casar com um homem?" é falacioso, é como perguntar, se um dia destes um gajo qualquer se lembra de casar com a filha. Tambem não me prejudica, mas porra, já não há, antropologicamente falando, moral?

 

O grande equívoco é pensar-se que "o casamento" não passa de um papel, não tem qualquer valor, fogo à peça e fé em Deus. Ora, pensar assim é um tremendo erro porque há muita gente (a maioria?) para quem o casamento é uma instituição de grande significado, toda a vida viveram de e para o casamento. Estão errados? É com eles, não podem é ser desapossados de uma referência social, familiar e moral com a qual viveram toda a vida.

 

E torno a perguntar, os gays querem ser iguais aos heteros? Não seria bom estarmos em campos devidamente definidos "orgulho gay"?

 

Casamento gay – a verdade da mentira

" Só interessa o amor. O casamento não passa de um papel!"

 

Este foi o grande argumento para apoucar o casamento entre duas pessoas de sexo diferente. Não tinha interesse nenhum só os parvos e quem acredita nessas tontices da procriação e da família é que ía nisso do casamento.

 

Agora, como determinaram que é moda casar os gays, os mesmos que vomitavam aquela frase, usam-na em sentido contrário. "quem se ama não se pode casar"!

 

Mas trata-se só de um papel, o amor é que une as pessoas, é a única coisa que interessa, para quê o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo?

 

Os gays não apresentam nenhuma razão sólida para terminarem com a instituição casamento tal qual a conhecemos. nem uma !

 

Mas não parece que proteger o casamento, a família e a procriação seja coisa de somenos, bem pelo contrário, trata-se de um alicerce fundamental da sociedade em que vivemos. O contrato casamento é um contrato entre duas pessoas de sexo diferente e assim deve continuar. As uniões de facto já protegem juridicamente os contraentes do mesmo sexo que queiram viver juntos.

 

As instituições fundamentais da nossa sociedade não podem estar à mercê de modas!

O casamento homossexual

O Aventador Prof. Dr. Raúl Iturra junta história e argumentos para defender o casamento homossexual.

 

Como comentário a esse texto o nosso leitor  Felício J, defende que a procriação em si mesma é factor distintivo e suficiente para manter o casamento restrito a duas pessoas de sexo diferente.

 

Conseguida a "união de facto" que assegura, em termos jurídicos, todos os previlégios face aos direitos de propriedade, não se percebe porque querem os homossexuais casarem. Afastando a brincadeira óbvia, que assim ficam mais perto do divórcio, não vejo razões suficientemente fortes para reduzir o significado da instituição casamento.

 

O casamento tal qual o conhecemos é um dos pilares da sociedade, e não se esgotando na procriação, é na procriação que encontra a sua razão de ser mais nobre.

 

E não posso deixar de me interrogar o que levará aqueles e aquelas que mais lutaram contra o casamento o quererem agora para si e para os seus.

 

A ideia é mesmo tirar-lhe o significado social e familiar que ainda carrega?