Infografias: Visual Capitalist
(*) António Costa
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Imagine uma civilização onde cada marca de lâmpadas tinha seu casquilho. Ou cada fabricante de electrodomésticos escolhia o seu formato de tomada. Era complicado.
Mais do que isso, enquanto consumidores ficaríamos obrigados a optar por um único fornecedor de lâmpadas, e teríamos de comprar uma tomada adequada a cada utensílio eléctrico, ou seja: limitávamos a inovação e pior ainda estaríamos condenados a escolher uma empresa fornecedora para a vida, criando inevitavelmente monopólios. E como toda a gente sabe desde que o capitalismo liberal despontou, onde há monopólio não há inovação, ou pelo menos ela ficará seriamente comprometida. [Read more…]
O Expresso de hoje traz na 1ª página uma notícia que associa uma empresa portuguesa aos atletas jamaicanos que venceram a medalha de ouro em Londres. Na foto, Bolt e os seus dois compatriotas estão vestidos pela P&R Têxteis (Barcelos), fundada há trinta anos. “E em Londres há muitos registos vitoriosos para o álbum de recordações da P&R, como os três lugares na final dos 200 metros homens, o ouro e a prata na final dos 100m, as vitórias nos 5 mil e 10 mil m masculinos ou nas maratonas masculina e feminina.”
As camisolas confeccionadas por esta empresa usa sistemas de colagens ultrassónicas em vez das tradicionais costuras.
“95% é o peso das exportações nas vendas da P&R”.
Um caso de sucesso e que investe anualmente 5% do seu volume de negócios em inovação e marketing.
Nuno Pinto, o fundador, não é figura conhecida, não escreve artigos nos jornais (convidam-no?), não ocupa tempo de antena nas rádios e televisões. Mas devia. São estes homens que ainda seguram «as pontas».
Parabéns por ter inovado, por ter mudado de estratégia ao longo dos anos (moda) e se ter especializado em desporto de alta competição.
É importante conhecer estes casos que pontuam positivamente este mar de crise que nos envolve.
O facto de vivermos cada vez mais num mundo “always on” e “always connected”, em que a possibilidade de gerar e aceder a grandes volumes de dados está cada vez mais facilitada, tem criado as condições propícias para o aparecimento de soluções inovadoras no campo da visualização de dados como se pode ver nos projectos da Stamen Design ou no catálogo que tem sido desenvolvido por Manuel Lima no site VisualComplexity.
Para além da tecnologia, também o esforço de divulgação e discussão de ideias que movimentos ligados ao “Open Access” e “Open Data” têm feito e que destacam a importância da mudança de paradigmas de divulgação de informação tendencialmente fechados, incompativeis e não automatizáveis têm sido importantes para demonstrar que este é um caminho possível mesmo considerando as sempre necessárias questões de privacidade.
“Um dos paradoxos dolorosos do nosso tempo reside no facto de serem os estúpidos os que têm a certeza, enquanto os que possuem inteligência se debatem em dúvidas e indecisões.” * (Bertrand Russell)
No meu artigo “Porque vale a pena apostar em África” publicado em 04.07.1997, afirmei entre outras coisas:
“ … O caminho da saída da crise [de então], de valores ideiais e materiais, portanto, não é o do euro. Nem para Portugal nem para os UE. Esta, para assentar finalmente com os pés no chão, terá que ser construida, antes que venha o euro, em primeiro lugar nos corações dos seus cidadãos … “. Ao mesmo tempo propôs uma estratégia diversa cuja perseguição asseguraria a Portugal uma ascenção sócio-económica orgânica e sustentável.
Como é sabido, uma vez que na altura o mar ainda estava azul e calmo e os subsídios fluiam abundantemente, essa estratégia não foi perseguida. Com efeito, os “capitães de água doce” optaram pelas medidas de costume. Precisamente aquelas que nos levaram à situação em que hoje nos encontramos. O euro acabou por ser introduzido com sucesso e parecia uma solução definitiva não só para os problemas de Portugal mas também para alguns outros candidatos menos fortes da zona Euro – apesar das suas economias fracas e pouco diferenciadas do tipo “me too”. [Read more…]
“O sucesso consiste em ser bem sucedido, não em ter potencial para o sucesso”.
Fernando Pessoa
Ficando cada vez mais óbvio que não podemos esperar que “eles” resolvam os nossos problemas – socorro! –, temos que fazê-lo nós próprios. Vai aqui um dos muitos milhares de casos que mostra como é que se faz – mudando de estratégia sob observação de determinadas regras.
É o exemplo de um homem que cresceu com a resistência precisamente fazendo “crescer” os seus clientes com a resistência. Diga-se de passagem: ouvi esta história de sucesso em pormenor da própria boca do seu autor.
Cada um é capaz e com a crise, o mais tardar quando verificamos que não há mais nada para ninguém, vamos ter motivos para experimentar. Basta perguntarmos ao próximo onde é que “lhe aperta o sapato”. Assim já temos matéria para a inovação – sem interferências atrapalhadoras de agências estatais onde gente muito esperta, seguindo ideiais e critérios teóricos que na prática não funcionam, vai distribuindo dinheiros públicos que acabam por caír em saco roto porque distorcem a homeoestase. E veremos: com cada caso bem sucedido criado por nós próprios, por mais modesto que seja, nos aproximamos da mudança e da saída da crise,
Ah, e temos que começar a abstrair-nos de vez do eterno lema do “eu cá não sei, eu sei lá”. Desta vez vamos mesmo precisar “saber cá”!
RD
http://www.janelanaweb.com/manageme/eks_caso4.html

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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