Gaia cai dois lugares no ranking nacional das exportações

Os recursos públicos afectos à propaganda nem sempre conseguem disfarçar a genuína incompetência de quem propagandeia, antes a acentuam e deixam exposta ao juízo dos observadores menos desatentos. Vem isto a propósito de a Câmara Municipal de Gaia ter feito alarde de uma estatística recente que, alegadamente, aponta a cidade da margem esquerda do Douro como “o terceiro município mais exportador do Norte”. Para justificar tal sucesso, a Câmara Municipal explica, com grande destaque no seu sítio institucional da internet, que “No ano em que as empresas da Região (Norte) venderam para o estrangeiro mercadorias no valor global de 20,5 mil milhões de euros, Gaia foi responsável por 6,8% dessas exportações – num total de 139,4 milhões de euros -, estando na terceira posição, ao lado de Guimarães”.

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Mais uma desgraça a ensombrar o país

Exportações crescem 19,6% em Janeiro, face ao período homólogo. Não haverá por aí um neoliberal que nos salve a todos das garras da esquerdalhada?

Reconhecê-lo seria péssimo

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O Expresso mente. Podia antes escrever, para soar menos severo, que o Expressso cometeu um erro ou que foi impreciso. Tendo em conta que quem o escreve, a jornalista Joana Nunes Mateus, tem insistido em fazer do Expresso uma espécie de segundo Observador, a conclusão mais provável é mesmo a inicial. Contrariamente ao que diz o título do artigo linkado abaixo, a economia portuguesa não cresceu no 3o trimestre à boleia das exportações. Mais de metade do crescimento do PIB é explicado pela procura interna, sendo decisivo o contributo do consumo privado. Claro que reconhecê-lo seria péssimo para quem precisa muito que se mostre que a estratégia da devolução dos rendimentos falhou. Mas esse não é suposto ser o papel de um “jornal de referência”, pois não?

Ricardo Paes Mamede

Reconhecê-lo seria péssimo. Como é que se justifica uma coisa destas aos devotos do culto catastrofista? É desta que o Diabo foge de F-16 para a Roménia. Sem impacto no crescimento do PIB.

Entretanto, na Marktest.

Imagem via Os truques da imprensa portuguesa

A história do empresário português de sucesso que acredita no OE16

Guimarães,03/11/2011 - Fortunato Frederico empresário e industrial do calçado na fábrica da Kyaia , produtora de marcas de marcas como a Fly London e Foreva .( Pedro Granadeiro / Global Imagens )

Fortunato Frederico não é típico empresário mediático e presunçoso que podemos encontrar em cocktails na capital, rodeado de tráfico de influências, ostentação e tias fúteis de Cascais. Começou por baixo, trabalhou muito, construiu o seu negócio do zero e hoje emprega mais de 600 pessoas em cinco fábricas e mais de 80 pontos de venda espalhados pelo globo, do Porto a Nova Iorque, Londres ou Berlin. A sua marca, Fly London, é mais famosa e reconhecida lá fora do que em Portugal. Um daqueles exemplos que tanto inspiram os fervorosos adeptos do capitalismo sem freio. O self made men que todos poderíamos ser se vivêssemos na ilha da utopia neoliberal.

O sector de actividade de Fortunato Frederico, o calçado, é um dos mais bem-sucedidos e um dos que mais exportações tem dado ao nosso país. O patrão da Kyaia compete directamente com a oleada máquina italiana e com as principais insígnias mundiais e, de acordo com uma notícia publicada no Dinheiro Vivo no final de 2011, a Fly London era já a oitava marca de sapatos mais vendida em todo o mundo. [Read more…]

Ui que facada no milagre das exportações!

Repsol deixa de comprar gasóleo em Sines” [Expresso]

Contos para crianças VII: a retoma

FMI diz que aceleração actual do crescimento se deve a factores temporários e que Portugal arrisca abrandamento do investimento e exportações já a partir do próximo ano.” (Público)

Não, não, as exportações estão a portar-se muito bem e a recuperação é uma evidência

[A Petrogal ] é o grande exportador por excelência, em peso e em dinamismo anual, mas importa tanto que acaba por quase anular o seu contributo aparente para a expansão anual. [dinheiro vivo]

Adeus, Europa!

Olá, Mundo!

Portugal Acaba Amanhã

calçadoExportações nacionais de calçado para a China triplicaram em quatro anos.

Exportar os anéis, a seguir vão os dedos

Desmontagem do mito do aumento da exportações: miséria e destruição da produção portuguesa.

Apesar de tudo agora podemos começar a pagar as nossas dívidas

Este ano, para além do ano da contestação (ou resignação se acreditarmos no feeling do Sr. Gaspar), pode ser também o primeiro ano em que colectivamente, como país, começamos a pagar as nossas dívidas ao exterior.
De forma muito simplista isso só será possível quando começarmos a vender mais do que compramos e é isso que parece estar a começar a acontecer.

O gráfico abaixo publicado pelo Banco de Portugal mostra-nos já com um saldo 0 ao nível do ano e com uma tendencia aparentemente positiva.

É verdade que o pico costuma ocorrer por esta altura mas se mantivermos o mesmo padrão anual já teremos um resultado global incomparavelmente melhor do que a habitual taxa de cobertura de 80% dos tempos da pre-troika.

Regozijemos portanto.

Portugal veste Relâmpago

O Expresso de hoje traz na 1ª página uma notícia que associa uma empresa portuguesa aos atletas jamaicanos que venceram a medalha de ouro em Londres. Na foto, Bolt e os seus dois compatriotas estão vestidos pela P&R Têxteis (Barcelos), fundada há trinta anos. “E em Londres há muitos registos vitoriosos para o álbum de recordações da P&R, como os três lugares na final dos  200 metros homens, o ouro e a prata na final dos 100m, as vitórias nos 5 mil e 10 mil m masculinos ou nas maratonas masculina e feminina.”

As camisolas confeccionadas por esta empresa usa sistemas de colagens ultrassónicas em vez das tradicionais costuras.

 “95% é o peso das exportações nas vendas da P&R”.

Um caso de sucesso e que investe anualmente 5% do seu volume de negócios em inovação e marketing.

Nuno Pinto, o fundador, não é figura conhecida, não escreve artigos nos jornais (convidam-no?), não ocupa tempo de antena nas rádios e televisões. Mas devia. São estes homens que ainda seguram «as pontas».

Parabéns por ter inovado, por ter mudado de estratégia ao longo dos anos (moda) e se ter especializado em desporto de alta competição.

É importante conhecer estes casos que pontuam positivamente este mar de crise que nos envolve.

As balanças têm dois pratos

Quando a importação desce exportar, por si, de pouco vale.

toca a investir na exportação

Aliens Elogiam o Povo-Pá e o Governo Passos Coelho


Não percebo, o governador do banco central da Holanda, Klaas Knoto, veio dizer que o Governo Passos Coelho e a população de Portugal devem continuar a fazer esforços difíceis para superar a crise financeira; disse também que muitos ciclos viciosos estão a ser transformados em ciclos virtuosos; que Portugal deve insistir nos esforços para superar as dificuldades financeiras; declarou esperar que haja mais perseverança dos governantes e da população de Portugal para prosseguir estes esforços. Ora, não vi esta espécie de elogio enfático devidamente sublinhado no Público. Porquê?

Por sua vez, Philipp Rosler, ministro alemão da Economia e da Tecnologia, e vizekanzler, veio cá, ao Porto – Gaia, esta quarta-feira, para dizer que tinha orgulho no esforço que Portugal tem vindo a desenvolver através das reformas estruturais, agradecendo à sociedade portuguesa e prometendo ajudar no incremento das exportações portuguesas. Passo a citar: «Em primeiro lugar, nós temos orgulho no que Portugal conseguiu até agora com as medidas. Não são só medidas de austeridade, não se trata só de ter um orçamento público sólido, mas também se trata de reformas estruturais.» [Read more…]

As Nossas Idiossincrasias Positivas

«A outra idiossincrasia que está a funcionar bem é aquilo a que o governador do Banco de Portugal chamou na sexta-feira no Parlamento de flexibilidade tácita do mercado de trabalho. Muitas empresas exportadoras estão a ser mais competitivas por causa daquilo de que os trabalhadores abdicam. Ao contrário do que acontece nas grandes empresas e no Estado, há muitas PME cuja competitividade está a ser financiada pelos trabalhadores, que interiorizam as dificuldades de sobrevivências das próprias empresas – e nivelam as suas condições à conjuntura. O caso mais radical são os salários em atraso: os trabalhadores preferem tentar preservar o seu posto de trabalho a recorrer a um tribunal e fazer valer os seus direitos. Este é o caso máximo de partilha de risco. E muitas empresas estão a safar-se à custa disso. Um exemplo claro: os trabalhadores dos Estaleiros de Viana do Castelo acabam de fechar um acordo em que trocam as férias de Agosto para poderem terminar a construção de asfalteiros para a Venezuela.» Pedro Santos Guerreiro

Emigrar, pois claro

Desde o início que este Governo afirmou que, entre outras coisas, queria reduzir a despesa pública, aumentar as exportações, melhorar a balança de pagamentos e diminuir o desemprego. Sendo assim, a melhor maneira de fazer tudo de uma assentada é promover a emigração.

Com gente a emigrar, temos menos povo a encher hospitais, a pedir subsídios ou a fazer despesa ao Estado. Poupa-se no Serviço Nacional de Saúde, poupa-se na Segurança Social, etc. É só poupar.

Depois, exporta-se aquilo que cada vez há mais: desempregados. Ao exportar, não só diminuímos o desemprego, como ainda se melhora a balança de pagamentos quer pelas próprias exportações quer pela remessa de poupanças dos emigrantes para Portugal. Até mesmo porque fica sempre cá alguém da família. Sim, porque há sempre gente teimosa.

Até se deveria reformular o lema da diáspora, para “Emigrar é preciso. Viver não é preciso”. Os tempos mudam, e os lemas também deviam mudar.

Pela primeira vez há uma verdadeira política de emigração. Aliás, política de incentivo à emigração. E numa altura em que tanta gente fala que há falta de estímulo e de incentivos.Com a emigração não faltam novos horizontes. São horizontes a perder de vista. Não falta mundo.

Antigamente, nos tempos idos de Salazar, que era muito bom gestor e sabia fazer contas, e de Caetano, que até gostava de conversar com as famílias portuguesas, nem um nem outro deu palavras de incentivo a emigrar. As pessoas tinham de ir por iniciativa própria, sem uma palavra de estímulo, nem nada. Ao menos, agora, há um Governo solidário. E as pessoas ainda reclamam. Com franqueza!

A China e a India e a miséria dos seus povos….

A China e a India conseguem aumentos do PIB a roçar os 10%, porque as suas economias assentam no lado da oferta, baixos salários, nenhuns ou baixíssimos apoios sociais, não têm consumo interno.Estão virados para a exportação para a rica Europa e Estados Unidos. Acontece que estes dois deixaram de ser ricos, não compram, a China, A India e outros países com a taxa do PIB a crescer a dois dígitos vão ter que desenvolver o mercado interno.O Brasil está no rol, nos últimos dez anos tirou 40 milhões de pessoas da pobreza.

Só os mercados internos da China e da India, se e com capacidade de compra eram suficientes para dar um piparote na crise mundial, e arrastar as economias não só dos países desenvolvidos mas tambem de muitos países em desenvolvimento.Acontece que isso tambem levanta problemas. Desde logo uma corrida às matérias primas e consequente aumento de preço, lá se vão as jeanes a cinco euros…

Depois povos com as necessidades essenciais resolvidas começam a pensar em coisas perigosas como sejam a cultura e o conhecimento e isso leva a problemas sociais e políticos…

A Europa e os Estados Unidos têm que travar de vez a “bolha financeira” que não corresponde à economia, isto é, não representa a riqueza criada e deixar de vez de acreditar piamente, naquela máxima: “dá o teu dinheiro aos bancos que eles sabem melhor do que ninguem onde aplicá-lo” porque como se vê é falso!

Podemos e devemos queixar-nos mas a verdade é que fomos nós, pessoas, que achamos possível ganhar cada vez mais, que os bancos nos davam cada vez mais dinheiro na remuneração dos nossos depósitos, que andamos a comprar sapatilhas a um euro,(assente na exploração do dumping social) como se tudo isto fosse natural e sustentável.

Não é!

Nuvens negras

O desemprego continua a subir na maioria dos países da zona euro, há cada vez menos postos de trabalho a serem criados e a actividade das empresas continua aos solavancos.

A retoma dos países europeus, sobretudo das economias mais frágeis e endividadas, como é o caso de Portugal, Grécia e Espanha, pode ter uma recaída severa caso os cortes nos apoios públicos à economia e ao emprego sejam retirados de forma precipitada, avisa a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Falta o mais dificil, que a economia reaja à retoma o que ainda não se verifica. No entanto, os países mais frágeis estão a ser pressionados pelas empresas de “rating” e pelos mercados e ainda pela Comissão Europeia, para retirarem os apoios públicos.

A saída da crise tem que ser global, países com saldos comerciais elevados como a Alemanha deveriam aumentar a capacidade de procura dos seus cidadãos e, desta forma, abrir mais mercado para os países menos preparados e que dependem em absoluto das exportações.

Portugal é um desses países com baixa produtividade, especializado em actividades pouco diferenciadas que hoje enfrentam a concorrência feroz dos países de baixos custos de mão-de-obra.

Um crescimento miserável…

Crescer 0.7% no PIB é mais ou menos o que vão crescer os outros parceiros, mas a má notícia é que não são as exportações a puxar pela economia, é o consumo interno.

E como é o consumo interno só serve para agravar o défice externo, o crescimento devia vir das exportações e do investimento.

Tudo que já  se sabia, o crescimento potencial da última década foi muito mau e da que vem aí vai ser tão mau ou pior, as fragilidades estruturais mantêm-se, mas o Ministro da Finanças passa pelo assunto “como cão por vinha vindimada” .

O diagnóstico há muito que está feito mas as medidas não são tomadas, tocam em interesses instalados, é mais fácil andar a deitar dinheiro para cima dos problemas, o que se “meteu” no BPN é o dobro do que se guardou para o resto da economia.

Entretanto, a Moody’s ( instituição internacional de notação financeira) já deixou o aviso, e os mercados reagiram muito mal, o crédito já esta a encarecer para o país.

Mudando ao sabor dos “tempos”, andam aí uns “pandegos” que dizem que nada disto é grave porque nos outros países a coisa não é muito diferente, é tudo resultado da crise internacional (suponho mesmo que na década de 90 já era da crise que ainda não havia), mas não conseguem explicar é porque o nosso país é o mais pobre e o mais injusto! E que por isso mesmo é imperativo que cresçamos mais que os outros, estamos mais abaixo, assim o fosso mantem-se e alarga-se.

Mas isso são tudo coisas que não interessam nada!

O sábio aponta a Lua, o idiota olha o dedo!

A dívida do Estado de que Sócrates nunca fala, é um dos factores que mais entorpece o desenvolvimento da economia. Desde logo porque uma parte significativa da riqueza criada vai para fora à conta dos juros; depois porque as taxas praticadas são cada vez maiores e os empréstimos são obtidos em condições muito desvantajosas; e os investimentos em que esses empréstimos são aplicados, muito raramente têm o retorno que possibilite o pagamento atempado.

Claro que nada disto interessa se o objectivo for fazer betão para alimentar a máquina das construtoras e dos bancos. As parcerias Público/Privadas são contratos onde o Estado reserva para si todos os riscos, com compromissos leoninos que admitem toda a sorte de negociações, rearranjos e golpes com vista a favorecer as empresas do regime.

Quando todos os economistas que não precisam do Estado para viver, indicam o precípicio para onde o país caminha, Sócrates vem-nos dizer que as gerações futuras não nos perdoariam se não fizéssemos hoje, as obras. Não diz que as gerações futuras nem sequer cá estão para saberem que vão pagar com o que não têm. Uma economia que gere riqueza! E sem riqueza vão pagar com o desemprego, com o nível de vida, com o atraso do país, como está aí à vista de todos, após décadas de investimentos públicos!

Porque pedir emprestado dinheiro lá fora e depois dar à manivela das betoneiras, todos fazem, é simples e fácil, dificil, seria pôr o tecido empresarial a produzir bens e serviços transaccionáveis que se exportam, que substituem importações. Isso é que teria mérito!

A banca ganha cinco milhões de Euros por dia.

Neste país, onde a riqueza não cresce há dez anos, e onde há desemprego, que não segura os cérebros jovens, em que os seus cidadãos são já os mais vergastados pelos impostos na UE, onde há, ainda, (vergonha!) dois milhões de pobres, a Banca ganha um milhão de contos por dia.

 

No país que se prepara para aumentar os impostos, que tem uma dívida externa colossal, um défice orçamental de 8% ( 3% é o défice aconselhável), que a sua balança comercial é deficitária desde sempre, e que é equilibrada pelas remessas dos que mais sentiram na pele, quanto madrasta  a sua terra pode ser, há ilhas de opulência e  níveis de captação de mais valias do trabalho de nós todos, indecentes.

 

O nosso país, que tem sido governado à vez por um partido que se diz social-democrata e por outro partido que se diz socialista, consegue ser o mais injusto da UE e o mais pobre!

 

Mas não satisfeitos com os lucros fabulosos, os bancos ainda têm um tratamento de favor

fiscal que roça o absurdo. Pagam de IRC menos de metade das pobres PMEs que asseguram trabalho a 80% dos trabalhadores portugueses, e que produzem 70% da riqueza e 90% das exportações ( valores indicativos).

 

Se entrarmos nos cálculos com os lucros obtidos nas off-shores e que desta forma fogem ao Fisco, os bancos não chegarão a pagar 10% de IRC, um terço do que pagam as PMEs

 

Mas são estes os gestores endeusados  que têm que ganhar milhões porque podem ir embora, não se sabe para onde, lá fora os países decentes são muito mais rigorosos e não os querem para nada. Quem tinha mercado de trabalho a este nível, há muito que já foi!

 

E é neste país nesta situação, pobre, injusto, com um futuro negro ( os próximos dez anos são de empobrecimento) que querem um povo taciturno, tontamente conformado !

 

É a  estes patetas incompetentes que nos levaram para esta situação de pedinte, depois dos milhões recebidos da UE, que devemos parcimónia nas críticas e respeito no tratamento !

 

Mereçam-nos!

 

 

 

 

 

Desemprego – O falhanço das políticas do governo

O desemprego tem um comportamento que é o espelho das políticas do governo. Mais de 500 000 pessoas estão desempregadas, o que representa 9.8% da população activa, o maior número dos últimos 23 anos.

 

Nos últimos três meses, 40 000 pessoas perderam o emprego e no desemprego homónimo ( Outubro a Outubro) mais de 140 000 pessoas .Estes números, que não são contestados por ninguem ( o que se pode dizer é que a realidade é ainda pior) mostra bem que as políticas de criação de emprego são um falhanço em toda a linha.

 

O governo que tem estes resultados não quer mudar de políticas, quer continuar a deitar dinheiro em cima das empresas habituais, quer avançar com os megaprojectos que  só criarão postos de trabalho daqui a dois anos e nenhuma riqueza.

 

Estretanto, "esmiuçando", verifica-se que 140 000 pessoas com habilitações até ao antigo 9º ano perderam o emprego e 40 000 pessoas com o 12º conseguiram um, somados a mais 12 000 empregos para licenciados.

 

A criação do emprego líquido é pois negativo, a renovação do tecido empresarial não está a ser feita, e Sócrates, incapaz de criar postos de trabalho nas áreas da produção de bens transaccionáveis e exportáveis e que substituem importações, lança-se às obras públicas em que se trata de pedir o dinheiro emprestado lá fora e fazer mais "betão" com emprego de baixa qualificação. Fácil demais para ser meritório…

 

Por um lado já decretou várias vezes o fim da crise, e que fomos dos últimos a entrar e os primeiros a sair, mas quando aparece o desemprego descomunal, o crescimento do PIB desgraçado, o déficite humilhante, aí a crise já serve de desculpa.

 

E a par desta desgraça envolve-se em "negócios escutados" e perde o tempo todo a "arredondar" os estragos na Justiça e na Comunicação Social…

Entrevista a António Barreto

Mais do que as palavras foi o tom. Profundamente desiludido, de alguem que já não vê saídas, de quem teve esperanças e as viu morrer uma a uma. António Barreto, admite que possa acontecer nos anos mais próximos uma emergência nacional.

 

A Justiça é um aglomerado de interesses, de conluios, de cumplicidades, de magistrados e Juízes que se passeiam entre os tribunais e a política, o que explica o dormir de processos nas gavetas durante anos e anos, as fugas de informação nos momentos que interessam e que nunca são investigadas.

 

O medo dos políticos perante os magistrados o que os leva a nomeá-los para cargos e honrarias.O poder oculto que toma as decisões quanto ao que é de levar até ao fim e o que é de ficar pelos arquivos, o mesmo que alimenta a comunicação social, deixando na sombra o que não interessa revelar.

 

A fuga de cérebros e quadros que tomam como alternativa viver e trabalhar lá fora, já que cá dentro não há lugar para os mais novos e para os mais velhos. Um país que não consegue segurar os seus quadros não tem futuro.

 

Anos e anos perdidos por não se dar a devida atenção à criação de riqueza para exportação, as importações que consumimos à custa de endividamento externo, as empresas com resultados milionários sem risco no mercado interno. A inovação que não temos, a produtividade que não conseguimos, a tecnologia que não inventamos.

 

Um país definitivamente adiado?

PIN – projectos ameaçados

Grandes projectos com peso na criação de emprego e no investimento e mesmo na exportação, estão a patinar.

 

A Repsol, em Sines ( assinala o i) previa um investimento de 750 milhões e novas fábricas e ampliação da existente, aguarda luz verde de Espanha.

 

Artenius, em Sines, investimento de 355,3 milhões, produção para exportação e criação de 150 postos de trabalho, abana devido à delicada situação da empresa mãe, La Seda.

 

Itarion Solar, Vila do conde, junto da Quimonda, para produzir células fotovoltaicas, 74,8 milhões de euros, entrou em processo de falência.

 

Agni, em Montemor-o-Velho, investimento de 52 milhões, produção de pilhas de combustível para energia, falência da casa mãe, a Agni (Malásia).

 

Estes investimentos são de grande importância, implicam transferência de tecnologia, dirigem-se à exportação ou substituem importações. Temo que os investimentos que andam de vento em popa, não passem de campos de golfe e mais uns resorts para darem cabo do resto da encosta Vicentina e do Alqueva.