O rei vai mesmo nu

 
 

  

 

(pormenor - adao cruz)

 

O rei vai mesmo nu 

 Há muito tempo que ando com vontade de desancar nos poetas, nos pseudo-poetas, nos pretensos poetas, entre os quais me incluo. 

Lembraram-se de criar um dia mundial da poesia. Como se coubesse na cabeça de alguém que a poesia se poderá enclausurar no irrisório tempo de 24 horas. 

Além disso, convenceram-se de que é possível criar canais por onde pretendem deixar fluir aquilo a que chamam poesia: poesia à mesa, poesia no eléctrico, poesia na rua etc. 

A poesia existe, a poesia está entre nós, a poesia é. Os grandes predadores da poesia poderão ser aqueles que destroem e matam a poesia, ao tentarem traduzi-la por palavras, ao pretenderem trazê-la para as palavras, ao julgarem que a prendem nas palavras, mesmo que as palavras possam ser o que Marcos Cruz diz neste pequeno texto: [Read more…]

Segurem-me Senão Eu Vou

NÃO QUERO, MAS SE INSISTIREM MUITO…
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Confesso que gosto muito de Luís Filipe Menezes, mas o homem não deixa de ser um pândego. Agora vem com a rábula do «segurem-me senão eu vou …», «Não quero nada … mas … não ponho de parte qualquer hipótese».
Outra vez para a presidência do partido? Para se queimar outra vez? Será que ele não vê que o tempo dele já passou? Ele mesmo o disse quando quis dar lugar aos mais novos. E agora vem com esta?
Enfim, mais uma para esquecer e aquecer este inverno tão fresquinho.

Como Se Fora Um Conto – Brrrr, Que Frio!

QUE DRAMA, ESTÁ FRIO!

Brrrrr … Que frio!

Mais um drama se abateu sobre os cidadãos portugueses. Já não bastava a recessão que teima em não acabar, veio agora o frio.

Nestes dias, a temperatura desceu muito. Os termómetros marcam valores abaixo de zero em quase todos os locais do país, e parece que vai continuar assim mais algum tempo.

Portugal tirita de frio.

As rádios e as televisões desdobram-se em reportagens e entrevistas com os habitantes de Bragança, de Chaves, da Guarda ou da Covilhã. Vão à procura de saber como se sobrevive a tamanha calamidade. Em todo o lado as respostas são as mesmas. Não há grandes variações. – olhe menina, pomos mais uma camisola, acendemos a lareira e já está. De manhã vamos à janela e se está mais fresquito, agasalhámo-nos melhorzinho. A vida é assim, sabe?!

Não é propriamente isso que os repórteres procuram. Então e as dificuldades, então e as tristezas, então e a falta das notícias dos nossos protectores, lá nas aldeias perdidas do interior? Como sabem o que fazer? Não sentem falta de apoio da governação? De quem é a culpa deste estado de coisas? [Read more…]

Fundação Em Vias de Extinção?

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SER-SE EX-MINISTRO, ÓPTIMA PROFISSÃO
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A Fundação Luso-Americana é agora presidida pela ex-ministra que, durante o seu consulado, quase destruiu as escolas públicas em Portugal.
Como prémio, SócratesII O Dialogador, nomeou-a para substituir Rui Machete, agora que, se calhar, convém destruir a Fundação.
A partir do primeiro de Maio logo veremos o que vai acontecer.
De uma forma ou de outra, ter-se sido ministro, mesmo que mau ou até péssimo, como foi o caso, é o necessário para se obterem muitas e boas benesses.
Continuam os «Jobs for the Boys» (neste caso particular «for the Girl»). Tudo muito bem pago e muito bem caladinho.
A sinistra ministra está de volta, e bem encaminhada.

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Como Se Fora Um Conto – A Vizinha

A VIZINHA

Qualquer pessoa que esteja no sítio certo, à hora certa, tem a possibilidade de testemunhar uma parte da história de todos nós.

Todas as histórias deveriam começar por “era uma vez…”.

Esta não foge à regra.

Era uma vez uma rua que tinha uma rotunda mesmo ao fundo, e que tinha o nome de uma cidade do Magrebe.

Por lá parávamos, todos os fins de tarde em amena cavaqueira, o Zeca do gás, meu saudoso amigo que partiu cedo na vida e de quem todos gostávamos, eu e mais um ou outro companheiro, mesmo à porta do João da padaria.

Esta rua, que tinha o nome de uma cidade do Magrebe, era uma rua onde nunca se passava nada. Era uma rua amorfa.

Bem, não totalmente. Durante cinco minutos em cada dia, de segunda a sexta-feira, e sempre ao fim da tarde, alguma coisa mexia. . .

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