Finalmente uma boa notícia

enfermeiraParece que a política do governo começa por fim a produzir os seus frutos de forma assinalável. Sobretudo no plano da sustentabilidade da Segurança Social.

As más línguas do costume diziam que os despedimentos em massa e o desemprego não ajudavam nada ao equilíbrio de contas da Seg. Social.

Essa corja de viperinos extremistas insinuava que haver menos pessoas a descontar e mais a receber (apesar de pouco estas últimas), estava para o equilíbrio das contas como um turista com destino ao Porto apanhar o comboio para Faro.

Ou que fazer emigrar a população em idade fértil não era uma boa ideia para assegurar a estabilidade do sistema e a inexistência de broken links geracionais. Vontade de maldizer está bom de ver.

Os ingleses estão muito contentes com os nossos enfermeiros.

Os alemães pelam-se pelos engenheiros que nós formámos.engenheiros

E, todos juntos, pelam-se pelos descontos que uns e outros fazem para as respectivas seguranças sociais. E pela produtividade que entregam. E pelas crianças que irão certamente contribuir para o futuro dos seus sistemas.

Entre outros assets exportamos pessoas qualificadas e férteis e isso contribui para o equilíbrio da balança, de qualquer coisa, de alguém, algures!

bebés

É ou não é uma oportunidade, cambada de velhos do Restelo?

Que ignorantes, pá!

Os que não chegaram a nascer

Este é o nome do terceiro capítulo do romance Quem Ama não Dorme de Robert Schneider (1961), escrito em 1992.

Uma obra inesquecível. Trata-se da história de um músico genial do século XIX, nascido numa aldeia miserável algures na Áustria, onde a mesquinhez e outros defeitos de mentalidade (ignorância, inveja, indiferença) “não permitiram reconhecer o seu enorme talento”.

Deixo um excerto que me parece traduzir algo muito real ainda no século XXI e em Portugal:

(…) que magníficos seres, filósofos, pensadores, poetas, escultores e músicos terá o mundo perdido, apenas por não lhes ter sido proporcionado ensejo para aprender o seu genuíno ofício? (…) Chorámos então por estes desconhecidos, estes homens nascidos, que, em vida, não chegaram, porém, a nascer. Johannes Elias Adler foi um deles.”

Eu sei… O título deste post pode ser lido com outro sentido… claro.

Choramos também por esses desconhecidos seres que não se deixou, sequer, nascer. Onde poderiam chegar?

E são cada vez mais…

Estou de acordo e não sou xenófobo!

Se  não está  contente aqui PARTA. Não o forçamos a vir aqui. Você pediu para estar aqui. Assim aceite o país que VOCÊ aceitou.’

‘Este é o NOSSO PAÍS, NOSSA TERRA e o NOSSO ESTILO DE VIDA e nós lhe daremos todas as oportunidades para desfrutar tudo isso. Mas uma vez que você acaba a reclamar, lamentar e se queixar acerca da Nossa Bandeira,  Nosso Penhor, Nossas Convicções Cristãs ou Nosso Modo de Vida, eu recomendo fortemente que você tire proveito de uma outra grande liberdade que o povo australiano, lhe reconhece : “O DIREITO de IR EMBORA.”

Estas considerações são de uma razoabilidade cristalina, frontais, de alguem que ajudou a construir um país maravilhoso, assim, e não de outra maneira, com estas características. Quem escolheu lá viver tem que cumprir a escolha do povo australiano, ou ir embora.

Isto, colocado assim, é xenofobia?