Os que não chegaram a nascer

Este é o nome do terceiro capítulo do romance Quem Ama não Dorme de Robert Schneider (1961), escrito em 1992.

Uma obra inesquecível. Trata-se da história de um músico genial do século XIX, nascido numa aldeia miserável algures na Áustria, onde a mesquinhez e outros defeitos de mentalidade (ignorância, inveja, indiferença) “não permitiram reconhecer o seu enorme talento”.

Deixo um excerto que me parece traduzir algo muito real ainda no século XXI e em Portugal:

(…) que magníficos seres, filósofos, pensadores, poetas, escultores e músicos terá o mundo perdido, apenas por não lhes ter sido proporcionado ensejo para aprender o seu genuíno ofício? (…) Chorámos então por estes desconhecidos, estes homens nascidos, que, em vida, não chegaram, porém, a nascer. Johannes Elias Adler foi um deles.”

Eu sei… O título deste post pode ser lido com outro sentido… claro.

Choramos também por esses desconhecidos seres que não se deixou, sequer, nascer. Onde poderiam chegar?

E são cada vez mais…

Proposta

(Sem querer abusar, mais um texto do meu filho Marcos Cruz, na sequência do anterior).
PROPOSTA
Desculpem lá fazer render mais um bocadinho o peixe de ontem, mas o retorno que tive foi tanto e tão bom que não resisto a partilhar convosco uma ideia que se alojou em mim há já algum tempo e desde então vem fervendo no meu espírito com a brandura aconselhada às ideias mais atrevidas. Tenho conhecido, ao longo da vida e, sobretudo, nos últimos tempos, muita gente com valor (claro que isto é sempre um juízo subjectivo), com ideias e propostas novas para uma sociedade que não está bem nem se recomenda, a maioria das quais radicando naquilo que deveria, pensam elas, ser o mais decisivo factor de emprego dos tempos actuais, já para não dizer de todos os tempos: o altruísmo.

Títulos de Programas de TV – Ídolos ou Epifenómenos?

Na luta pelas audiências, as estações de TV recorrem ao uso de títulos altissonantes para baptizar programas cuja finalidade é captar a adesão de milhões de telespectadores. ‘Ídolos’ foi um dos casos recentes.

Em minha opinião, considere-se embora os esforços das máquinas de mediatização, na música ligeira, como em outras áreas de expressão artística, os verdadeiros ‘Ídolos’ não se fabricam através de métodos artificiais e fórmulas de resultados instantâneos, tipo mousse ‘Alsa’. O estatuto inicia-se sobre qualidades inatas e adquire dimensão universal ao longo de prolongadas carreiras, carregadas de esforço. O talento, reafirmado de forma constante, consolida, portanto, esse estatuto. Assim sucedeu com Amália Rodrigues, Louis Amstrong, Edit Piaf, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Bruce Sprinsteen, Beatles e tantos outros que, em diferentes épocas, granjearam níveis de popularidade à escala mundial.

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Daniela Ruah – Investigação Criminal

A agente Kensie Blye ” a excepcional e bonita ” polícia filha de um marine, é a Lisboeta Daniela, oriunda de uma família judia, passou pelos Morangos e outras coisas que poucos terão visto mas que, ao fim de um ano, mais coisa menos coisa, aí está em Holliwood a dar cartas.

Estreia hoje às  21.30 h no Canal Fox Crime! Somos capazes como todos os outros, basta ter talento, confiança e trabalhar. Claro que sair cá do país dos boys e das girls é meio caminho andado para o êxito. Fico contente por ver uma portuguesa vencer lá fora, o país está como está porque há muito que está amordaçado pelos interesses medíocres das elites, os mesmos que se passaram para o lado do inimigo sempre que Portugal esteve a ferro e fogo.

Pois é meus jovens, fujam a tempo e horas, há uma UE aí de fronteiras abertas onde o talento é apreciado, não conheço nenhum jovem licenciado que se tenha arrependido de ir lá para fora e conheço muitos e vivi o ambiente. O meu filho andou por lá, muitos outros ficaram por lá, ninguém que voltar, ou antes voltam pelo amor ao país e ao sol, ao mar, às gentes, à luz…

Isto é um sítio mal frequentado por esta gente que nos governa, e não são só os ministros…

Premiar o Talento:

É um prazer ver jovens talentosos serem, paulatinamente, reconhecidos pela excelência do seu trabalho.

O Aventar sobre eles falou no começo desta aventura. Mais tarde foi a imprensa local. Agora foi a vez da nacional através do JN. Eles merecem.