Estou de acordo e não sou xenófobo!

Se  não está  contente aqui PARTA. Não o forçamos a vir aqui. Você pediu para estar aqui. Assim aceite o país que VOCÊ aceitou.’

‘Este é o NOSSO PAÍS, NOSSA TERRA e o NOSSO ESTILO DE VIDA e nós lhe daremos todas as oportunidades para desfrutar tudo isso. Mas uma vez que você acaba a reclamar, lamentar e se queixar acerca da Nossa Bandeira,  Nosso Penhor, Nossas Convicções Cristãs ou Nosso Modo de Vida, eu recomendo fortemente que você tire proveito de uma outra grande liberdade que o povo australiano, lhe reconhece : “O DIREITO de IR EMBORA.”

Estas considerações são de uma razoabilidade cristalina, frontais, de alguem que ajudou a construir um país maravilhoso, assim, e não de outra maneira, com estas características. Quem escolheu lá viver tem que cumprir a escolha do povo australiano, ou ir embora.

Isto, colocado assim, é xenofobia?

Comments

  1. maria monteiro says:

    Luís o texto tem lugar de fotografia mas não a consigo ver… se calhar FOI EMBORA

  2. Luís Moreira says:

    No meu aparece. mas é a foto do 1º ministro da Austrália…


  3. Os Noos Senhores do Templo diabolizaram alguns conceitos e queimam na fogueira dos hereges quem diz as verdades que incomodam.
    A imigração é uma arama do capital.

  4. maria monteiro says:

    Então está visto que ele leu “Este é o MEU COMPUTADOR, O MEU ESPAÇO e o MEU ESTILO” e… pirou-se

    Ps. não acho piada nem a cangurus nem a tubarões nem a primeiro ministro australiano mas não sou xenófoba

  5. Luís Moreira says:

    O que o primeiro ministro diz, do ponto de vista dele, é inatacável! Quem não está bem deve ir embora, ainda para mais tendo escolhido.

  6. Nasser says:

    Dantes no Ocidente era possível separar as águas. Havia esquerda e a direita. A esquerda era progressista e a direita reaccionária. Hoje isso acabou. Esquerda e direita são ou não reaccionárias, são ou não xenófobas.
    O simples facto de este texto ter sido escrito é o exemplo do racismo do governo australiano. “Quem não for igual aos que que cá estão escusa de vir para cá”. E a tolerância? E o direito à diferença? E o respeito pela cultura dos outros?
    Mais grave _ são estes governos do chamado “mundo livre” que incitam as suas populações a odiarem os imigrantes. Para que quando a coisa correr mal tenham alguém a quem culpar e saiam imunes do mau serviço que prestam aos seus países.

    • Luís Moreira says:

      Agora temos a esquerda a dizer que é muito boazinha para com os seus semelhantes. Somos todos de esquerda menos os banqueiros, especuladores que são de direita, Ser progressista não quer dizer que seja de esquerda como consevador não quer dizer que seja de direita. Tem cada vez mais a ver com as função do Estado, da iniciativa privada, da distribuição de riqueza…veja o caso português os socialistas que juram que são de esquerda, levaram o país ao mais desigual e injusto da UE…

  7. Nasser says:

    Tem toda a razão caro Luis e concordo consigo. Mas que o “seu” texto é racista e xenófobo não tenho dúvidas

  8. Luís Moreira says:

    O texto não é meu, é do primeiro ministro australiano, o que eu digo é que sob o ponto de vista dele é inatacável. Quem escolheu a Austrália pode sempre escolher sair. Não tem nada de racista ou de xenófobo. É uma evidência!

  9. Nasser says:

    Mas é no mínimo intrigante porque é que esse tipo de textos aparecem hoje com tanta frequência e mereçam uma publicação acompanhada de um comentário do género “estou de acordo e não sou xenófobo”. O que é que se está a pretender justificar?


  10. Acho que o texto tem só melindre.
    Se é 1 facto que nem sempre quem chega a terra que n a sua de nascimento é isso mesmo pretexto para represálias qd – com ou sem razão – as coisas da “interacção” – aquecem. Tem bem é muito verdade o crescente nos constantes enxovalhos, desdém, amesquinhamento a que os autocnes estão sistematicamente sujeitos. Não sei se isto não será tb uma espécie de xenofobia invertida, pois é mais do que má educação Y formação.


  11. “Tem Bem” ehehe é também … distraí-me 🙂

  12. Nasser says:

    Olha De Puta Madre. O problema não é esse. A tal xenofobia invertida (prefiro chamar-lhe oportunismo ou delinquência cometida por indivíduos, independentemente de serem imigrantes ou locais) resolve-se fazendo cumprir as leis do país, aplicando-a caso a caso. A outra xenofobia, a de que eu falo, é dirigida a uma comunidade específica, sem distinção entre os indivíduos. Apenas com base na cor da pele, na língua ou nos costumes. E tende a explorá-la nos tempos de fartura e a culpabilizá-la nos tempos de crise.
    Tenho pena que as pessoas já se tenham esquecido da forma como os portugueses eram tratados em França nos anos 60

  13. Luís Moreira says:

    Os portugueses não criticavam os paises para onde iam, bem pelo contrário, acarinhavam-nos, afrancesavam-se, sem nunca perderem o seu portuguesismo. Este texto é de uma razoabilidade inatacável. O imigrante escolheu aquele país, aquele modo de viver, não pode ser um um problema para o país que o acolheu. Xenofobia, seria se o imigrante cumprisse as leis e os costumes e, mesmo assim, fosse discriminado. Não é o que o governante diz! O governante convida o imigrante a sentir-se bem no país e a sair se sentir desconfortável. A posição é intacável!

  14. Nasser says:

    Olhe Luis. Os imigrantes não criticam de forma geral os países para onde vão. Pelo contrário, assumem-no como seu, respeitam as pessoas de lá e inclusivamente integram-se. Só quem não sabe do fala pode pensar assim. Os filhos dos Arabes em França são tão franceses como os filhos dos portugueses em França

    • Luís Moreira says:

      Não é isso que está em causa neste discurso. O que está em causa é que o os argumentos são inatacáveis do ponto de vista do governante. Completamente razoáveis! O que ele diz é: seja bem vindo se quizer partilhar connosco este país! se não gostar e o quizer mudar contra a opinião dos australianos, exerça o seu direito de se ir embora. Cristalino!

  15. Talvez... says:

    Palavras justas.

    E sim, também eu creio que conservadorismo não significa ser de direita, e também acho que essas discussões de direita e esquerda já não fazem sentido. Um Estado-providência não precisa de ser socialista.

  16. Pedro Rocha says:

    Para quem está na cátedra é sempre mais fácil dizer o que lhe vem à boca. Perguntásse-mos ao povo aborígene se por ventura convidaram os cadastrados e os relegados da coroa britânica para construir a Austrália.
    A questão é que a partir do momento em que um imigrante contribui com valor acrescentado ao PIB de um país, tem direito de manifestar a sua opinião e até de votar e decidir sobre a orientação desse país. A riqueza é colectiva e os princios da democracia ensinam-nos que ninguém pode ficar de fora, todos contam e todos merecem.
    Se os responsáveis políticos australianos não querem ser condicionados por imigrantes, não os convidem, não os deixem entrar que era o que fariam se não precisassem deles, mas ao permitir que eles entrem, terão de estar preparados para aceitar a mudança que cada individuo impõe na sociedade e a influencia quer em grupo, quer isoladamente.

    • Luís Moreira says:

      Os aborígenes não tiveram força para menterem o seu modo de vida, Pedro! É justamente isso que não deve ser feito. A adulteração dos usos e costumes a que os ocidentais sempre chamaram “civilização” e que agora outros chamam outras coisas tambem terminadas em “ão”…

  17. carla romualdo says:

    “Isto, colocado assim, é xenofobia?”
    Assim de repente, eu diria que sim. Também me ocorre chamar-lhe de arrogância e prepotência. Então se pensarmos que este país é o que é graças aos movimentos migratórios parece-me que também se poderia dizer que é falta de vergonha na cara

  18. Luís Moreira says:

    Foi um crime (embora nas circunstâncias não poderia ser de outra forma) a ocidentalização da África, da América do Sul…demorou séculos até que se reconhecesse a cultura do homem africano, que quem ía para África deveria respeitar quem lá estava. Respeitar o “africano” e não respeitar o “europeu” ou o australiano”? Para mim, trata-se de “absorver” a cultura da terra, “em Roma sê romano”. Eu que passei toda a minha vida em bolandas foi sempre o que fiz. Adaptar-me!

  19. maria monteiro says:

    Espero que os australianos respeitem Timor, os timorenses … é que estas coisas de receitas de petróleo … apetece dizer “esta é a nossa riqueza”

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