Este é o nome do terceiro capítulo do romance Quem Ama não Dorme de Robert Schneider (1961), escrito em 1992.
Uma obra inesquecível. Trata-se da história de um músico genial do século XIX, nascido numa aldeia miserável algures na Áustria, onde a mesquinhez e outros defeitos de mentalidade (ignorância, inveja, indiferença) “não permitiram reconhecer o seu enorme talento”.
Deixo um excerto que me parece traduzir algo muito real ainda no século XXI e em Portugal:
(…) que magníficos seres, filósofos, pensadores, poetas, escultores e músicos terá o mundo perdido, apenas por não lhes ter sido proporcionado ensejo para aprender o seu genuíno ofício? (…) Chorámos então por estes desconhecidos, estes homens nascidos, que, em vida, não chegaram, porém, a nascer. Johannes Elias Adler foi um deles.”
Eu sei… O título deste post pode ser lido com outro sentido… claro.
Choramos também por esses desconhecidos seres que não se deixou, sequer, nascer. Onde poderiam chegar?
E são cada vez mais…






Excelente post, cara Céu! E sobre o qual muito se deveria reflectir!
Cada vez mais vale menos a vida! Mas sendo cada um de nós único, é única também a obra que cada um lega à vida. Jamais deveria ser ceifada, nem a obra, nem a vida!
Pôr fim à vida, seja por que motivo for, seja em nome de quem for, é, foi e será sempre o pior dos crimes, a mais abominável das faltas! Não existe nada, absolutamente nada, que justifique uma morte perpetrada!
Obrigada, Isabel! Os seus comentários são um incentivo a escrever!
🙂
Falas de um dos livros que mais gostei de ler até hoje! Quanto aos que não chegam a nascer… muito se fala, pouco se diz e nada se faz de importante que modifique determinadas realidades cruéis e desumanas…
Beijinhos e continua!
Muito bom.
Quanto a:
Choramos também por esses desconhecidos seres que não se deixou, sequer, nascer. Onde poderiam chegar?
E posso?
E aqueles que se deixaram nascer quando seria possivel não o fazer????
Tenho motivos pessoais, hoje, hoje, mesmo……para escrever o ultimo paragrafo. Não o vou dizer publicamente, não interessa, mas, parabems Ceú, sempre muito humana.
Parabens
augusto
E os que não chegaram a nascer, quantos teriam dado a nascer e não deram ?
E os que nasceram e não deviam ter nascido ?
E será que devia ter nascido quem não deixou outros nascer ?
E os que depois de morrer ainda dão outros a nascer ?
E os que morrem ao nascer, valia a pena ter nascido ?
E os que impediram outros de nascer e agora querem impedir outros de escolher ?
(que exercício tão cansativo … )