Cavaco Silva – a escola privada e a escola pública

Em tempos Cavaco Silva, político que me merece o respeito que destinamos apenas a quem é chefe de estado – nada mais que isso! Dizia eu, que Cavaco Silva em tempos terá sugerido:

“Considero importante que crianças, jovens, pais e professores venham para a rua para defender a sua escola. É um sinal de vitalidade da nossa sociedade civil”, disse Cavaco Silva em Aveiro, no jantar comício de hoje.

Pois bem, esta semana tivemos o mesmo Político profissional não remunerado a fugir de uma manifestação de estudantes na Escola António Arroio.

O que distingue uma coisa e outra?

O sentido do trânsito ou antes, a inversão de marcha, isto é, de um lado, um sinal obrigatório para o ensino privado – vão para a rua! Do outro, um sinal de trânsito proibido: por aí não, que os putos vão-me chamar nomes!

Mas, há outra coisa a separar este momento do brilhante mandato presidencial: o apelo à rua é feito para os que se batiam pela continuação do apoio dos contribuintes às suas suas escolas privadas!

E a inversão de marcha é feita perante uma escola pública, ainda por cima da área artística!

Sinais dos tempos – um Presidente, um governo, uma maioria que têm os olhos colocados na Escola Pública! Antes fossem cegos!

O Mário Crespo não tem razão

Depois de tudo visto e ponderado Mário Crespo não tem razão.

Qualquer pessoa, incluindo o primeiro ministro tem o direito de almoçar em paz e se dirigir a um amigo ou conhecido e dizer-lhe que há uns quantos gajos que são um problema. O que no caso do Mário Crespo, em relação a Sócrates, até é verdade!

Mário Crespo, não pode, pelo facto de ser jornalista,  ter privilégios e utilizar uma coluna num jornal para se queixar que o primeiro ministro se referiu a ele como um problema. Se Mário Crespo acredita no que alguem lhe disse sobre o comportamento de Sócrates, só tem que tratar do assunto pessoalmente, ou tomar as medidas necessárias para se defender. Por exemplo, tratar do assunto nos tribunais!

Quando a conversa de Sousa Franco foi transcrita num “pasquim” onde escrevia uma determinada jornalista, que almoçava no PABE, muitos confrontaram-se com o facto de um jornalista poder utilizar o que ouve, sem contraditório, sem saber o enquadramento da conversa, sem saber se se trata ou não de uma bravata, ou se é uma conversa privada, o que é mais que suficiente num estado de Direito!

Ou os jornalistas são bufos? Ouvem, recebem umas encomendas e transformam tudo em notícia, isto é, publicam ? Acusam porque alguem ouviu dizer, ou porque alguem lhes deu um papel roubado, ou porque alguem achou um papel ou tropeçou num telefonema, ou num fax como o caso do Público, via DN?

A dignidade, a reserva, a privacidade já não contam face  à ganância do sensacionalismo a qualquer preço?

Aonde nos levará isto ? Há poucas coisas tão parecidas com o fascismo como a “bufaria” a qualquer preço, onde vale tudo. Lembram-se quando Portas, estava no gabinete de Tomaz Taveira a fazer-lhe uma entrevista e ouviu um telefonema com Miguel Cadilhe, então ministro das finanças, e publicou o telefonema privado no jornal sem pedir autorização aos próprios?

Tenho que começar a ter cuidado com o que digo aos meus amigos? Tenho que baixar a voz nos restaurantes? Não posso dizer mal de Sócrates em público? Tenho que voltar a olhar em volta antes de emitir uma opinião?

Antes eram os agentes da PIDE agora são os jornalistas?

Erros primários…Sra. Ministra

Erros primários e grosseiros com desastrosas e irremediáveis consequências

 A Senhora ministra da Saúde parece-nos boa pessoa e uma pessoa bem intencionada. O mesmo não diremos da sua capacidade para realizar o que quer que seja de marcante e de transformador. Em primeiro lugar, porque não nos parece ser pessoa de garra, sendo mais evidente, para nós, que apenas preenche o lugar na máquina PS. Máquina demolidora e destruidora de tudo o que de positivo fomos conquistando, a passo de caracol, no campo da Economia, da Educação, da Saúde e da moral.

 A Senhora ministra da Saúde está preocupada com a saída dos profissionais de saúde do sistema público para o privado, afirmando que vai trabalhar para aumentar o ânimo e a motivação dos funcionários do Serviço Nacional de Saúde. “Preocupa-me um pouco a saída, principalmente porque há uma fatia de profissionais de grande experiência que estão a sair, profissionais que se formaram dentro do sistema público, que são os responsáveis pelos bons desempenhos e que são também os formadores dos mais jovens”.

 Até daria vontade de rir, se a situação não fosse de amargura. A Senhora ministra preocupa-se um pouco, com o mais grave problema da assistência médica em Portugal, ou seja a destruição do Serviço Nacional de Saúde, por ironia, desenvolvido nos tempos mais sérios do PS. [Read more…]

Quem paga a escola pública?

Uma das diferenças que se quer estabelecer, não inocentemente, é que as escolas privadas são pagas pelos pais, remetendo, implicitamente, para o limbo das coisas não terrenas o pagamento das escolas públicas.

 

É como se as escolas públicas funcionassem sem ter patrão, sem ter quem as pague. Daí decorrem vários vícios de pensamento que são tidos como certezas não analizáveis, certezas absolutas. É assim, pronto!

 

Decorre que todos podem chegar ao topo, porque não há que dar satisfações a ninguem. Ao Ministério nem vê-lo, paga e cala. Á sociedade em geral, não se reconhece direito nenhum nem pelo facto de pagarem impostos.Aos pais, nem vê-los nada têm a ver com a escola, eduquem os filhos em casa e deixem-nos em paz.

 

Ouvem os trinados do Mário "alucinado", outro que não paga, nem faz esforço nenhum que lhe dê algum merecimento sobre o que se passa na escola pública. Reinvindica mandar, ter muito poder, todas as benesses para quem lhe paga o vencimento de sindicalista, não vá deixarem de pagar as quotas e ele ter que arranjar emprego onde tenha que labutar.

 

Numa palavra, na escola pública só há direitos, não há dever nenhum, é que ninguem paga nada, são todos a quererem mundos e fundos porque tudo vem de um saco muito fundo, que o homem da floresta trás às costas.

 

No privado, nada disso, os pais pagam a bem pagar. Completamente diferente!