Conversa da treta de uns, o silêncio de outros

A albufeira do rio Tua está a subir. Com isso desaparece todo um ecossistema ribeirinho, e um bocado de todos nós. Sobre este crime (construção da barragem do Tua),  temos conversa da treta que lava mais branco,  o silêncio cúmplice de uns (PS/Sócrates/PSD/Passos Coelho/Francisco José Viegas/CDS-PP/Paulo Portas e Assunção Cristas) e o silêncio ensurdecedor de outros (PCP, BE, Partido Os Verdes e PAN).

A UNESCO e o Tua

José Manuel Pavão,
Mirandela, 17-7-2012


Bem pode o laureado Souto Moura, arquitecto muito apreciado e distinguido nos Foruns internacionais, puxar pela cabeça, esmerar-se e caprichar no seu projecto de tentar ocultar a gigantesca parede de betão que a poderosa EDP, contra ventos e marés sob os protestos de esclarecidos resistentes dos Movimentos Cívicos e insuspeitos órgãos de informação (…), decidiu construir na foz do rio Tua em arriscada e porventura negligente colisão com o estatuto do Douro Património Mundial.
Ainda que a sua obra possa ser aplaudida, cujo preço os portugueses por enquanto desconhecem mas que por certo não contemplará nenhum desconto ao dono da encomenda, ela será sempre um bonito penso de proteção em cima duma cicatriz testemunha de má e insensata intervenção do seu executor!
Chegados ao epílogo deste tempestuoso romance configurado na construção apressada duma barragem hidro-eléctrica no ponto onde o sofrido rio Tua se entrega extenuado no portentoso Douro, já não vale a pena argumentar com a destruição dum vale único pela sua singular beleza, nem da sua linha ferroviária orgulho da Engenharia portuguesa e que com alguma imaginação poderia ser a alavanca para o tão necessário quanto vital desenvolvimento sustentado da região empobrecida que parece não causar preocupação aos sucessivos governos da República. Como também não vale a pena trazer de novo à baila os poderosos argumentos fruto de cuidados estudos universitários que demonstram ser dispensável a intervenção no rio Tua como fonte de aumento de produção energética. [Read more…]

O Pau-Mandado da EDP?

José Carcarejo, preclaro e luminoso edil de Alijó, gosta do vale do Tua!
Por mais que Portugal tente, nunca lhe será feita a justiça e a homenagem devida.
Entretanto, a EDP trata do assunto.

O Vómito Compensa

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José Carcarejo, ilustre adepto do afogamento do vale do Tua e democraticamente-eleito edil de Alijó,  vai presidir à Agência de Desenvolvimento Regional, “criada na sequência da construção da Barragem de Foz Tua. A agência é constituída pelos cinco municípios da área de influência da barragem, Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor, e a EDP, que fica com a presidência da Assembleia Geral.”

Parabéns, senhor presidente! Assim já pode levar os velhinhos a passear!

Só tenho é pena que este país não tenha os meios para lhe fazer a justiça e a homenagem que merece.

Cinco argumentos ridículos: do atentado à anedota

Plano Nacional de Barragens: um desastre que nos há-de custar 16 mil milhões de euros.

Finalmente, ao fim de quatro anos de esforços de organizações ambientalistas e populações locais, começou a haver algum debate público sobre o programa nacional de barragens (PNBEPH).Em prol da verdade, vale a pena desmontar alguns argumentos que a propaganda oficial e articulistas mal informados têm vindo a atirar para a arena mediática.

Argumento ridículo 1 – “O investimento é privado.” O investimento inicial nas nove grandes barragens apro­vadas pelo Governo ascende a 3600 M€, o que, somado aos custos financeiros e ao lucro das empresas de elec­tricidade, gerará um encargo global estimado em 16.000 M€ ao longo de 75 anos – que obviamente será pago na totalidade pelos cidadãos-consumidores-contribuintes. Parte deste custo será reflectido na factura da electricida­de, e parte nos impostos, para suportar o défice tarifário e a “garantia de potência” estabelecida na Portaria n.° 765/2010. O que importa é que, entre tarifa e impostos, as novas barragens implicarão um aumento superior a 10% no custo da electricidade. [Read more…]

Património Mundial em Risco!

Afinal, o que tem a ministra do Ambiente a dizer sobre o assunto? ou é que se não existisse?

Pornografia (6)


Sim, a pornografia é uma indecência.

E eu sou contra o Plano Nacional de Barragens. Já me roubaram que chateia.

Pornografia (5)

Sim, a pornografia é uma indecência.

José Cascarejo Gosta do Rio Tua!…

A José Carcarejo, ilustre adepto da barragem do Tua e democraticamente-eleito edil de Alijó (vem no mapa) lembrou-se agora – e ainda bem!… – de promover passeios ao vale do rio Tua, por cujo afogamento não será nunca co-responsabilizado.

Como é lindo o Tua… vamos fodê-lo!… e faz-se um parque natural a lembrar como era lindo e… natural…

Se a hipocrisia matasse…

ps: Alijó tem enormes potencialidades “ao nível turístico, ao nível paisagístico”. Que bom.

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