Viver para lutar mais um dia

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, multidão, o Portão de Brandemburgo e texto

Domingo terminou melhor do que começou. Depois dos acontecimentos vergonhosos e indignos – ou dignos de regimes nada recomendáveis – desta madrugada, no Porto e em Lisboa, sobre os quais todos falaremos nos próximos dais, o dia termina com duas vitórias inesperadas e igualmente históricas.

Na Sérvia, país que me passou a ser querido no dia em que a minha maravilhosa cunhada Sanja entrou na minha vida, os estudantes que foram para a rua e se organizaram para combater o autoritarismo, a corrupção, a instrumentalização da justiça e a repressão do regime Vučić transformaram-se em partido e esmagaram a extrema- direita.

As projecções apontam para 130 e 140 deputados num parlamento de 250.

Épico!

Putin, que apoiou directamente Vučić, é um dos derrotados da noite.

Trump é outro dos derrotados, pese embora tenha sido mais discreto no seu apoio.

Goste-se ou não deles, foram os valores europeus, os valores da democracia liberal, que triunfaram sobre a internacional neofascista. Podemos entrar aqui em detalhes, fazer um cherry pickingzito e dizer que a UE e os países europeus também têm telhados de vidro, e têm mesmo.

Mas Vladimir Putin joga noutro campeonato.

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Fraude eleitoral na Sérvia?

Os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), do Parlamento Europeu, da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa e da Transparência Internacional denunciaram várias irregularidades no processo eleitoral, entre elas o domínio de Vucic sobre os meios de comunicação, a difamação da oposição, o abuso de recursos públicos, bem como a pressão sobre os eleitores, incluindo a compra de votos.

Aleksandar Vucic rejeitou as acusações, dizendo que são totalmente infundadas, e a primeira-ministra, Ana Brnabic, agradeceu aos serviços secretos russos o aviso de que a oposição estava a preparar-se, antes das eleições, para organizar manifestações com vista a derrubar o Governo.

Via Expresso.

Futebol e sociedade

Há 31 anos, o Maksimir, estádio do Dínamo Zagreb, foi palco de uma batalha entre os adeptos croatas e sérvios. Diz-se que foi um “pontapé de saída” para a Guerra.

Na foto, Boban, considerado um herói por muitos por ter defendido um adepto contra a polícia.

Futebol e sociedade de mãos dadas.

Nova entrada no dicionário

Para a palavra génio?

Hungria tem agora uma fronteira humana,

esta literal.
[Tweet de Pedro Moreira, repórter da TVI]

Chamam-lhes migrantes (III)

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31/08/2015: desembarcam no porto do Pireu (Atenas, Grécia) mais 2500 refugiados, a maioria sírios, depois de, no dia anterior, terem ali aportado 1745. Destino: a UE via Hungria, passando pela Macedónia e pela Sérvia, percorrendo cerca de 1500 quilómetro

Chamam-lhes migrantes (II)

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(c) Darko Bandic/AP

Uma Europa cada vez mais unida

O governo húngaro prepara-se para levantar um muro na fronteira com a Sérvia. O fascista Orbán, membro do PPE e amigo de palmada nas costas de Juncker continua a não integrar o lote dos radicais na narrativa do pensamento único. A pena de morte é já ao virar da esquina.

Mostra que muita coisa ficou por contar…

Restos mortais de 56 vitimas sérvias em Zabar, na Croácia (inglês), foram exumados. Para saber mais (inglês).