Postcards from Greece #3 to #5 (between Athens and Thessaloniki)

‘It’s illegal by the law, but not by the people’s law’

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Disse o taxista que me transportou hoje até à White Tower (ou Tower of Blood atendendo ao seu passado como prisão), depois de eu ter perdido, porque me enganei na paragem, o autocarro 50 que faz a chamada ‘cultural route’ em Salónica, numa viagem que numa hora percorre a cidade. Custa 2 euros e leva-nos perto das várias atrações turísticas. Como o perdi e o próximo era só daí a uma hora, com partida da Torre Branca, apanhei então um táxi. Os táxis na Grécia são bastante baratos, deve dizer-se que dentro da cidade uma viagem não ficará por mais de 5 euros. O taxista quis saber de onde vinha. Portugal. Repetiu Portugal com a voz mais doce e disse que tinha um amigo português. Nisto um homem aproxima-se do táxi e diz um destino que não entendi. O taxista diz que não passa por lá. Eu pergunto se é habitual na Grécia as pessoas dividirem táxis com estranhos, já que antes tinha reparado também na mesma situação. É habitual mas não legal… ou melhor, explica, o taxista, é ‘ilegal pela lei, mas é legal pela lei das pessoas’. Esclarecidos, portanto.

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Postcards from Greece #1 & #2 (Athens)

No more waiting, no more silence…

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estou na Grécia há já uns dias. Não é a primeira vez que visito a Grécia, ou melhor, alguns lugares deste país, já que seria preciso muito tempo para visitá-los todos. Mas estive em Atenas, em Santorini e em Creta em 2011. Dessa altura lembro-me, porque tive a experiência concreta em inúmeras ocasiões, da enorme simpatia e generosidade dos gregos. Lembro-me particularmente de um dia muito quente, em Atenas, em que me faltava em moedas o que me sobrava em sede. Em dois cafés onde tentei pagar a água com uma nota de cinco (ou dez, já não me lembro bem) euros, ofereceram-me garrafas de água de meio litro, porque não tinham troco. Podiam ter-me recusado a água, mas não hesitaram em oferecer-ma. Nunca me esqueci disso, porque na altura pensei que em Portugal provavelmente ter-me-iam mandado bugiar ou trocar dinheiro, o que seria o mesmo.

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Chamam-lhes migrantes (III)

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31/08/2015: desembarcam no porto do Pireu (Atenas, Grécia) mais 2500 refugiados, a maioria sírios, depois de, no dia anterior, terem ali aportado 1745. Destino: a UE via Hungria, passando pela Macedónia e pela Sérvia, percorrendo cerca de 1500 quilómetro

Troika presa

num elevador em Atenas.
[Fonte: InfoGrécia]

Atenas, 9 de Julho de 2015

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© Louisa Gouliamaki/AFP/Getty Images

Uma manhã ateniense

Carlos Leite

Hoje tinha que passar pelos correios e levantar a dose de 60 euros. Pensei que tal me ocuparia toda a manhã, ou pelo menos umas boas duas horas. Qual quê! Uma hora bastou e sobrou. Os correios estavam às moscas, como uma agência funerária em Dia-de-Todos-os-Santos e dirigi-me de olhos fechados para o guichet.

A senhora do outro lado disse-me que primeiro devia tirar a senha… A senha? Tiro todas as senhas para a manhã, respondi, mas não vejo ninguém à espera. Mas tem de ser, senhor, é para fazermos as nossas contas. Muito bem, seja então a senha. Esperava que o aviso deixado pelo carteiro aqui há uns dias (nunca entregam os registados, dexam sempre o aviso sem se incomodarem a tocar à campainha, houve muitos despedimentos e agora só há tarefeiros) fosse mais uma carta registada com uma intimação a pagar uma factura ou uma contribuição na Bélgica, mas era uma encomenda de Portugal, antes isso (as últimas traduções que fiz para a Relógio d’Água, o Mendel dos Livros, do S. Zweig).

Depois fui ao banco, cem metros a subir que agora me custam imenso. Rua comercial calma, semivazia, fora do normal para uma segunda-feira de manhã, mas talvez este seja já o movimento habitual do período de férias, há já gente que partiu, não sei, mas duvido. À porta do banco, umas 20 pessoas à minha frente, com o sol a bater nos últimos chegados, mais distantes da parede. Olho para trás e já há mais quatro a cinco pessoas, que se avisam de quebrar a fila e irem refugiar-se à sombra duma árvore e numerando-se entre si. Eu fiquei ao sol. [Read more…]

Correspondência entre Atenas e Berlim

varoufakis-schauble
A carta de Varoufakis a pedir mais seis meses de financiamento.
Schäuble diz que não.
[em Inglês]

Atenas morre

“Não de ataque cardíaco, mas de alzheimer.” Um retrato da Atenas dos nossos dias pelo escritor Petros Márkaris (em castelhano).

Espinho perde segundo jogo

Um golo de Ricardo Silva aos 24 minutos não foi suficiente contra os suíços do Partille.

Cães de Atenas recebem animais da Troika

ÁÈÇÍÁ - ÓÕÍÁÍÔÇÓÇ ÔÙÍ ÅÊÐÑÏÓÙÐÙÍ ÔÇÓ ÔÑÏÚÊÁÓ ÌÅ ÔÏÍ ÕÐ. ÏÉÊÏÍÏÌÉÊÙÍ ÃÉÁÍÍÇ ÓÔÏÕÑÍÁÑÁ<br /><br />(EUROKINISSI/ÃÉÙÑÃÏÓ ÊÏÍÔÁÑÉÍÇÓ)
Troika recebida pelos cães vadios de Atenas à porta do Min. das Finanças – Fotografia Opinion Post, info via Artigo 21º.

Fome na União Europeia

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© Louisa Gouliamaki/AFP Distribuição de frutas e legumes em Atenas. 26% dos gregos estão desempregados

Alô Passos Coelho

tiroteio contra sede do partido no poder

Por enquanto em Atenas.

Sócrates com queimaduras de terceiro grau no nariz

‘Pinóquio’: Afinal mentir altera mesmo o nariz

Portugal não é a Grécia, mas Lisboa e Madrid são Atenas

O infundado, quanto estafado, argumento de que ‘Portugal não é a Grécia’, propalado com ridícula presunção, fica-se pela dimensão manipuladora e falsa que o gerou : PROPAGANDA DESONESTA!
Recatamente, testemunhei o que se passou em frente à Assembleia da República.
Sem dificuldade, concluí que nos percursos da existência humana, dos estilos de vida confortáveis à pobreza, ou mesmo à miséria, o comportamento dos povos, ainda por cima numa Europa de cultura e níveis vanguardistas de civilização, é mais predominante o que os identifica daquilo que os distingue.
Histórica e socialmente, os movimentos de contestação, com actos de maior ou menor revolta anti-poder, registam o mesmo estado de ebulição, desde que provocados pela mesma super-temperatura ultraneoliberal da ilimitada austeridade. Chame-se ‘troika’ ou outra designação de sentido nefasto.
Para comprovar que, uma vez programados e consumados os processos anti-humanitários, a geografia da contestação não se sujeita a condicionalismos de qualquer espécie, excepto a efervescência social. Madrid viveu hoje cenas idênticas às de Lisboa: [Read more…]

O casaco verde da senhora Merkel

Merkel hoje em Atenas
Merkel no jogo Grécia-Alemanha do Euro 2012

Descubra as semelhanças. Deve ser superstição, ninguém vai imaginar que se trata de pura sacanice, ou como diria uma outra, que não há coincidências.

Entretanto, mais que proibidas, as manifestações continuam em Atenas. Veja ao vivo.

É o que dá escrever à hora de almoço: faltava aí que a informação fora roubada à Joana Lopes no facebook, e que entretanto a publicou.

As Sete Maravilhas da Grécia Antiga


Um documentário falado em português que aborda alguns aspectos da religião e da arte na Grécia Antiga, sendo que há espaço para factos e monumentos de que não se fala habitualmente durante as aulas. Ideal para terminar o estudo da Grécia Antiga.
Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas

Segredos do Partenon

Documento em inglês, para traduzir, acerca do Parténon. Explica a sua construção e a sua importância no contexto da arte em Atenas.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas

Hoje dá na net: Sócrates

Produção televisiva realizada em 1971 por Roberto Rossellini.

Ficha IMDB – Legendado em português.

Manolis Glezos continua a lutar contra a ocupação alemã

O senhor que está a ser agarrado pelo colarinho tem 89 anos. O polícia que o está a agarrar terá idade para ser seu filho ou seu neto. O senhor chama-se Manolis Glezos e, em 1941, durante a ocupação alemã, retirou a bandeira nazi da Acrópole, tendo, posteriormente, passado por um calvário de prisões e torturas, entre alemães, italianos e colaboracionistas gregos (que, também naquele tempo, já existiam). Setenta anos depois, ei-lo, ainda, a lutar contra um país manhoso, disfarçado de Europa. A Europa tem de ser outra coisa. Se é para ser a mesma, mais vale hastear outra vez a suástica.