
Foi hoje a última gala dos «Ídolos», um dos únicos programas da SIC que vai conseguindo dar audiências decentes ao canal de Pinto Balsemão. Não é um programa que costume ver, mas o Aventar gosta de estar actualizado sobre tudo o que passa na televisão portuguesa.
Não posso dizer que gosto do programa. Ao invés, acho aquela primeira parte profundamente detestável – aquela em que o júri achincalha e humiha todos os que se atrevem a concorrer. Quanto à parte final, tem pelo menos a vantagem de dar a conhecer boas vozes que andam pelo anonimato. Lembro-me, por exemplo, do Nuno Norte, que antes dos «Idolos» andava a cantar na rua de Cedofeita, no Porto, com a sua guitarra.
Quanto à edição deste ano, vi hoje pela primeira vez. Parece que andei a perder durante semanas a fio a lindíssima Cláudia Vieira, acompanhada por um puto com qualidade, o João Manzarra, vindo directamente desse verdadeiro laboratório de apresentadores que é o Curto-Circuito da SIC Radical.
E hoje, Diana ou Fiipe, pessoas que há uma hora atrás nem sabia que existiam, quem ganhou? Sinceramente não sei, mas ouvi dizer que a Diana estava à frente nas votações.
Diana ou Filipe, vê quem ganhou os Ídolos
Pedro Abrunhosa…
…para ali aos tombos no Ídolos com a Diana e o Filipe e eu aqui à espera do novo álbum que ele me prometeu no Teatro S. João!
E já agora, a Obra-prima:
Grandes Frases:
HenriquMonteiro: “Vivi muitas situações com o pais à beira do abismo, é a primeira vez que o vivo à beira da vergonha.” – M. J. Avillez, SIC Notícias.
Todas as petições são entregues em clima de gala?
Para evitar chatices fica a declaração de interesses: Não sou ‘doente’ pelo futebol e gosto de ver erguida a verdade desportiva. Agora, ao que me traz.
Hoje, além da petição pelo referendo ao casamento homossexual, foi entregue na Assembleia da República a famosa petição “pela verdade desportiva”, promovida pelo jornalista Rui Santos. O documento defende o uso de novas tecnologias para auxiliar os árbitros de futebol. Nada tenho contra o propósito da petição. Já a formulação prática desta medida me deixa dúvidas. Seria uma espécie de júri de quatro ex-árbitros a ver duas ou três repetições televisivas que iria determinar a opção do árbitro? E o jogo ficaria parado, enquanto analisavam e discutiam a coisa? E seria passível de recurso, com visionamento de câmaras de outro ângulo?
Claro que as discussões de segunda-feira iriam perder todo o interesse. As queixas dos treinadores teriam de ser orientadas para outros alvos, como os cameraman das televisões, que não captaram o lance do melhor ângulo. Os presidentes teriam de passar a acusar outros, talvez os empregados dos bares dos estádios, em vez de assumir erros próprios.
Em todo o caso, e voltando ao que aqui me traz, não percebi a razão de tal aparato e de tantas celebridades na entrega de umas assinaturas. Uma cerimónia pomposa que teve o ar de uma gala. Enfezada, claro, sem glamour, sem caras larocas a apresentar os protagonistas, mas com muito aparato. E gente ‘in’. Ele era o presidente da SIC, o presidente da Liga, o presidente da federação, presidentes de clubes e muitas outras pessoas. Até jogadores. De gravata, portanto era gente importante.
O presidente da AR, Jaime Gama, já garantiu uma análise cuidada à petição. Sempre são sete mil pessoas a assinarem o dito cujo documento. Daí a minha questão: todas as petições são entregues com uma festa deste género? Ou todas as petições são importantes mas umas mais importantes que outras?
Escândalo: Manuel António Pina compara Deus à Ivone do «Caminho das Indias»!

Li e pasmei. Manuel António Pina, homem das Letras, bem considerado, compara na sua habitual crónica no JN o Deus da Bíblia à personagem Ivone do «Caminho das Indias», interpretado pela actriz Leticia Sabatella.
É um herege, Manuel António Pina. E ainda por cima, não percebe nada de Deus nem do «Caminho das Indias». Devia ter vergonha!






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