Contributo fundamental de Mariana Otero para a história da televisão privada em Portugal.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Contributo fundamental de Mariana Otero para a história da televisão privada em Portugal.
O modo como a SIC tratou hoje a “despedida” da troika, quase me comoveu. Os membros do governo mais ligados às finanças brilharam em depoimentos em tom entre o fadista e o tecnocrático, não faltando rasgados elogios ao ausente – mas já premiado e promovido – mestre Gaspar, o que mostra que a adoração aos “magos das finanças” tão própria de países subdesenvolvidos, não se perdeu. Tratadas em estilo hagiográfico, as personagens desfilaram looooongamente. Fiquei à espera de que, no final, se celebrasse uma missa de júbilo. Pelo milagre que fez esta boa gente e para pedir que se apresse a sua eminente beatificação.
Há sete meses, escrevi umas inócuas linhas sobre o Tribunal Constitucional. Desde então, sempre que o Palácio Ratton vem à baila, lembro-me de Bomtempo. Ontem, a hora do almoço, no Café Portugal, com um silencioso televisor sintonizado na SIC e a discorrer sobre esta notícia, não foi excepção.
Ao chegar a casa, decidi verificar a rectidão gráfica de uma das imagens transmitidas por esse televisor. Encontrei este vídeo e debrucei-me sobre o texto com a referência a “decisões de não inconstitucionalidade”, feita por Joaquim Sousa Ribeiro:
[O]s contribuintes para os sistemas de segurança social não possuem qualquer expectativa legítima na pura e simples manutenção do status quo vigente em matéria de pensões.
Nótula intercalar: Na citação da SIC, sem espanto meu, não surge o precioso ‘(…)’, no lugar do omitido “para os sistemas de segurança social”. Fim da nótula: siga. [Read more…]
Estava sossegado a tomar o meu café, depois de umas páginas sobre o Cícero e o Timeu de Platão, quando, sei lá bem porquê, comecei a ler as notícias do dia e me deparei com um título fundador (já S. Tomás de Aquino lembrava, no De Ente et Essentia e bem acompanhado pelo Estagirita, que “[q]uia parvus error in principio magnus est in fine”). Decidi, muito rapidamente, trazer de novo ao Aventar aquela que é, aparentemente, uma das mais enigmáticas bases do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90): a XVI.
Segundo o Público, «[d]epois de Áustria, Finlândia, Alemanha e Israel, Portugal é o quinto país onde a co-adopção de crianças por casais homossexuais foi aprovada». Acrescentaria que, sendo o quinto país em que a co-adopção de crianças por casais homossexuais foi aprovada, Portugal será muito provavelmente o primeiro a não saber escrevê-la. Salvo honrosas e excelentes excepções, como o Público.
Efectivamente, segundo a base XVI do AO90, «[n]as formações com prefixos (como, por exemplo […] (co- […]), só se emprega o hífen nos seguintes casos: a) Nas formações em que o segundo elemento começa por h: […], co-herdeiro […]; b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento […]; Não se emprega, pois, o hífen […] Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente […] coeducação».
Ora, sabendo nós [Read more…]
A estas perguntas pertinentes e importantes, os senhores jornalistas não respondem. Nunca respondem.
O que serão reunidos? Alguma coisa de comer? Tratando-se de ministros, e se os reunidos fossem enviados por mim, seriam assim algo parecido com bombons injectados com veneno, ou uma praga de animaizinhos tipo sanguessuga. Sanguessuga não, que isso já eles são. Mas qualquer outro tipo de praga.
Podem ser prémios exclusivos para ministros, tipo os Óscares dos mais mal vestidos, mas para personagens do governo (desculpem, algo me impede de lhes chamar personalidades) altamente desqualificadas como profissionais e seres humanos.
Sendo os reunidos algo tão importante que até aparece nas notícias, por que motivo não tiveram câmaras a filmar essa cerimónia de atribuição de reunidos? É muita incompetência, os senhores ministros num momento tão importante e não estiveram cobertura mediática.
Quando li este rodapé, pensei que ia ver algo de interessante, mas afinal, estive uma grande decepção. A SIC não esteve imagens para transmitir. Daí eu presumir que nenhuma equipa de reportagem teve no local. Tá mal.
Se agora já se escreve assim, imagino o que irá acontecer dentro de uns anos, quando se começarem a sentir os efeitos dos sucessivos cortes na educação.
Mas não tem mal, nessa altura faz-se um novo acordo ortográfico que contemple estes e outros erros.
Santana Castilho *
Marques Mendes referiu-se à situação dos professores portugueses, no sábado passado, durante o programa de análise política que mantém na SIC. Fê-lo com ligeireza. Evidenciou desconhecimento. Adulterou a verdade. Os erros em que incorreu serviriam para validar a tese oficial de que temos professores a mais e legitimariam os despedimentos futuros, se não fossem corrigidos. Marques Mendes apresentou três gráficos. O primeiro mostrava a evolução do número total de alunos, de 1980 a 2010. O segundo fazia o mesmo exercício, circunscrito aos alunos do 1º ciclo do ensino básico, para concluir que, entre 1980 e 2010, perdemos 51% desses alunos. E o terceiro gráfico dizia-nos que, no mesmo período, isto é, de 1980 a 2010, o número de professores tinha crescido 53%. Para que dúvidas não restassem, Marques Mendes colocou, lado a lado no écran, o 2º e o 3º gráficos e foi claro nas explicações acessórias: o crescimento dos professores fez-se em contraciclo; os governos anteriores falharam, fazendo crescer os professores à taxa de 53%, enquanto os alunos diminuíam à taxa de 51%. Só que, quando comparamos o incomparável, corremos o risco de passar de pavão a espanador.
Marques Mendes, ao dizer na SIC, como disse, que os professores cresceram 53%, passando de 95.400 em 1980, para 146.200 em 2010, usou o número de professores respeitantes a todo o sistema escolar não superior (1º. 2º e 3º ciclos do ensino básico, mais o ensino secundário). Como é evidente para qualquer, Marques Mendes só poderia relacionar o decréscimo dos alunos do 1º ciclo com a evolução do número de professores do 1º ciclo. E o que aconteceu a esse universo de professores? Cresceu 53% como disse o descuidado comentador? Coisíssima nenhuma! Em 1980 tínhamos 39.926. Em 2010 eram 31.293. Não cresceram na disparatada percentagem com que Marques Mendes enganou o auditório da SIC. Outrossim, registou-se uma diminuição de 8.633 professores. [Read more…]
Maioria dos inquiridos acha que Governo deve cair.
Onde anda o dinheiro?
Da Grande Reportagem SIC , o segundo episódio. Buscas com pré-aviso, a Creditus, o futebol, o conterrâneo Gilberto Madail e Luís Caprichoso.
Da Grande Reportagem SIC que esta semana temos em modo folhetim destaco de ontem o debate na SICN. Algumas informações úteis:
– Tudo começa no perdão fiscal dado por Oliveira Costa à Cerâmica Campos. Ficou impune e esquecido. Para o bloco PSD/PS algo de perfeitamente normal, e que Constâncio não teve em conta na sua “avaliação” do personagem.
– A pena máxima a que se sujeitam os arguidos anda pelos 6 anos de cadeia. Assaltar um multibanco rende muito menos, mas pode dar 12 anos.
– A maioria dos que aceitaram falar com Pedro Coelho, o autor da reportagem, apenas pretendiam saber… o que ele sabia, do caso em geral e de si em particular.
– A recordação, por Pedro Santos Guerreiro, de como o caso BPN foi usado em contrapeso ao caso Freeport.
– Franquelim Alves assinou as contas da SLN, sabia de tudo e calou-se.
Convicção geral, e óbvia: ninguém cumprirá pena em tempo útil pelo caso do banco do PSD. A menos que sejam apeados do poder, digo eu.
Que raio de AO é este?
Com profissionais destes, mais vale que acabe de vez.
Pedro Correia relata uma certa versão de um caso jornalístico que passo a citar:
E nada ilustra tão bem isto como um episódio há pouco recordado no Jornal da Noite especial evocativo deste 20º aniversário: a atrapalhação do candidato socialista António Guterres ao fazer uma promessa eleitoral nas legislativas de 1995.
Dizia Guterres: “Desejavelmente, nós deveríamos poder atingir, num prazo tão curto quanto possível, um nível da ordem dos 6% do Produto Interno Bruto em despesa de saúde.” [Read more…]
A SIC diz que quase metade dos telespectadores viram a novela. Esse quase é 34% (e picos). Alguém fez matemática nas Novas Oportunidades.
Ou como conseguir projecção nacional através dos tribunais.
Entretanto os comentários vítimas de providência cautelar apareceram no Pasterbin. Aguarda-se a todo o momento que um juiz português mande suspender a internet. [Read more…]
Quem tem mais de setenta anos tem direito a fazer hemodiálise, se pagar
Disse Manuela Ferreira Leite num debate de (pasmem) “senadores”, na SIC Notícias. Veja e ouça o leitor com os seus olhos e ouvidos porque até parece que eu estou a mentir:
Esta é a resposta dos Anonymous Portugal a uma peça da SIC.
Em toda esta novela da privatização da RTP existe uma coisa que ainda não compreendi.
Eu tenho uma empresa que se dedica a um determinado negócio. O meu vizinho lançou uma empresa no mesmo ramo de negócio. O mercado passou a ser dividido por dois. Entretanto, outro vizinho decidiu dedicar-se ao mesmo negócio e criou uma empresa. E assim sucessivamente. Hoje, como ontem, no meu ramo de negócio existem inúmeras empresas e o mercado não cresceu, infelizmente, na mesma proporção.
Nunca me passou pela cabeça pressionar este, ou qualquer outro Governo a criar leis de limitação do meu mercado. Por acaso era bestial! Sempre tinha o mercado na mão e podia dedicar-me, sei lá, ao golfe.
Por isso, alguém me sabe responder de que se queixa o Dr. Balsemão? Do mercado livre? Da concorrência?
Principlamente, o Dr. Balsemão. Reparem, a Impresa é uma excelente empresa de comunicação social. No mercado dos semanários é imbatível. Porquê? Por ter o semanário largamente preferido dos portugueses. Existe concorrência? Existe. O mercado é livre? É. Então, o que aconteceu? Simples, o Expresso é o preferido e, por isso mesmo, já viu morrer o Semanário, o Independente, o Liberal, entre outros e até o Sol não conseguiu nem consegue fazer grande mossa ao Expresso. A SIC Notícias é quase imbatível. Motivos? Os mesmos. Já a Visão continua a liderar mesmo com a concorrência forte da Sábado (a Focus não faz grande mossa). Existem mais exemplos.
Sinceramente, não consigo compreender o medo do Dr. Balsemão. Será que não acredita na sua SIC e nos seus profissionais? Ou será que é, apenas e tão só, uma questão pessoal. Tão pessoal que até está a cegar aquele que é, de longe, a grande figura empresarial da Comunicação Social portuguesa dos últimos 40 anos?
Em artigo de opinião sobre a intenção de o Governo privatizar algumas empresas, nomeadamente a RTP, o CEO da Ongoing afirma que “há privados que, não sabendo gerir as suas empresas, querem que seja o Estado a assegurar-lhes a sobrevivência”. Nuno Vasconcelos esclarece que “a Ongoing não vai à privatização da RTP – porque a televisão da Ongoing é a SIC”.
Pois é, a teoria dos corredores das más-línguas era tão simples e simplista como isto: O Nuno Vasconcelos da Ongoing queria um canal de televisão. O Ministro Miguel Relvas queria privatizar a RTP. Estavam feitos um com o outro. É muito português falar do que se não sabe…
A Ongoing já está na televisão e quer, quando muito, ser maioritária na empresa que é, também, sua: a Impresa. Sendo a Ongoing uma das principais accionistas da Impresa, a privatização da RTP é um pau de dois bicos. A privatização da RTP terá como consequência natural (é o mercado) uma desvalorização do valor da Impresa e da Media Capital. Sobretudo, tendo em conta as audiências dos últimos 12 meses, sofre a Impresa.
Sendo Nuno Vasconcelos accionista da Impresa, se fosse à privatização da RTP teria de vender a sua quota e ninguém gosta de vender em perda…Mais, é mais fácil e barato recuperar a SIC para níveis de audiência do passado do que colocar a RTP financeiramente viável.
Obviamente, para quem conhece o mercado e as personagens em causa (Impresa/Balsemão vs Ongoing/Vasconcelos) a tentação de acreditar que a Ongoing quer a RTP até podia colher: Balsemão e Vasconcelos não se vão entender e seria mais simples a este último vender a sua participação (22,8%) e partir para a aventura RTP. Errado.
Enquanto as virgens (ofendidas ou suicidas) andam entretidas a tentar fazer a cama a Miguel Relvas com a desculpa, falsa, da guerra Ongoing-Impresa, temos dois players internacionais e um nacional interessados, esses sim, na privatização da RTP a rir às escondidas.
Pelo andar da carruagem e com tanta gente a continuar a desempenhar o papel de idiota útil, sobretudo certa esquerda e imprensa, temo que chegou a hora das hienas. Como sempre, no fim elas vão continuar a rir e os idiotas vão chorar e muito…
Uma homenagem a peixeiras, varinas, e outras honradas trabalhadoras de língua solta. A presença de Mário Crespo neste debate, por sua vez, é um tributo às floristas, em particular às que se dedicam a arranjos florais.
Veja também a segunda parte: [Read more…]
Já se sabe que os pequenos partidos querem debater. Têm razão, sem debate nunca deixarão de ser pequenos partidos. A questão é se os partidos com assento parlamentar aceitarão o repto. Apesar da notícia dar um belo título, a não ser que algum dos grandes partidos surpreenda, é de crer que as televisões não terão muito que se preocupar.
Uma das dificuldades dos empresários é programar os investimentos. Garantir que aquilo em que se vai investir vai trazer um retorno positivo para a empresa e ajudar a garantir novos investimentos.
Implica por isso um risco óbvio que é investir em algo que não vai funcionar, que se vai tornar um encargo, enfim fazer uma má aposta e eventualmente ter que fechar a empresa… por isso é que nem todos somos empresários, ou pelo menos empresários de sucesso.
Mas há uma forma fácil de contornar este problema. Se tivermos construído uma infraestrutura que nos está a dar prejuizo (por exemplo uma fábrica) só temos que vendê-la ao Estado e depois passar a cobrar-lhe uma renda pela sua utilização.
Pelos vistos é isso que se quer fazer na renegocioação que se está a fazer das Autoestradas do Douro Litoral e Litoral Centro.
Não acreditam em mim? Vejam o que diz Carlos Moreno no último Negócios da Semana.
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Em tempo de crise é normal que haja menos consumo. Isso pode ser um problema para as empresas que dessa forma reduzem os seus lucros ou até aumentam os prejuizos.
Como ultrapassar esse ajuste automatico do mercado que tudo decide? Fácil, basta definir no contrato com os seus clientes que se eles consumirem menos então podemos automaticamente aumentar o preço do produto para dessa forma manter o resultado final.
Parece uma solução um bocado rebuscada mas foi isso que a EDP conseguiu do Estado português.
Nós individualmente até podemos estar a consumir menos e a pagar menos na nossa factura da EDP mas os nossos impostos irão cobrir essa diferença de qualquer forma. O que não queremos é que a EDP passe dificuldades.
Não acreditam em mim? Vejam o que Ventura Leite disse no último Negócios da Semana.
“Não é admissivel que o Estado tenha uma clausula de garantia de lucros aos accionistas da EDP no caso dos portugueses reduzirem o consumo para se defenderem (…).
Há uma clausula que permite aumentar o tarifário para compensar a queda dos lucros.”
Há duas semanas, o Fc do Porto foi a Istambul vencer o Besiktas por 3-1. Um jogo difícil, num Estádio difícil, que detém o record do mundo de ruído durante um jogo (132 decibéis numa visita do Liverpool em 2007).
No final de um jogo em que o FC do Porto teve dois jogadores expulsos e mesmo assim venceu facilmente, o jornalista David Borges, que comentava o jogo para a SIC, proclamou: a defesa do FC do Porto não tem classe.
Não é de espantar. Todos nos lembramos muito bem de David Borges, o apresentador do mítico «Os Porcos da Bola», o mais fanático porgrama anti-portista da história da televisão portuguesa.
Secundado por Jorge Schnitzer e pelo vendedor de sabonetes, o assanhado David Borges, coberto por um manto de seriedade (expressão eufemística para os «caras de pau»), destilou um infindável ódio contra o FC do Porto numa série de programas que teve o seu apogeu no célebre «Caso Paula». Como todos devem estar recordados, a certa altura, em Maio de 1997, apareceu no programa uma puta brasileira a acusar cirurgicamente apenas os jogadores do FC do Porto de terem usado os seus serviços, revelando, ao mesmo tempo, que Secretário não passava de um «pila mole». E até o Presidente da República de então, o inefável Jorge Sampaio, pediu uma investigação profunda aos acontecimentos desse dia. Luis Figo, por seu lado, fez justiça por conta própria e despejou, alguns tempos depois, um saco de urina em cima do jornalista Nuno Luz.
Valha a verdade que já nem me lembrava da existência do apresentador dos Porcos da Bola. A sua nulidade no panorama do actual jornalismo português é mais do que evidente. Seja pela tentativa de ressuscitar o cadáver do bom jornalista radiofónico (que o foi nos anos 80), seja porque o FC do Porto desta época está a incomodar demasiado, David Borges abriu a latrina e pôs a nu o seu próprio fedor. Insuportável, intolerável, repugnante.
É por isso que o Académica de Coimbra – FC do Porto será apenas um joguito. O segundo melhor ataque da prova, o da Académica, terá pela frente uma defesa sem classe, a do FC do Porto, que por acaso é a menos batida de todas. Porque a classe defensiva, essa, está toda noutras bandas. No Porto, claro, nunca poderia estar para um verdadeiro Porco da Bola.
ADENDA: David Borges devia referir-se ao que se passou hoje no Académica – FC do Porto. Tem toda a razão. Uma defesa sem classe, a do FC do Porto. Não sofreu golos, mas jogou aos repelões, pontapé para a frente, sem qualquer técnica. É isto o FC do Porto. Uma equipa sem classe.
O jornal Público divulga hoje o relatório da ERC sobre os gastos em publicidade por parte do Estado central – isto é, sem contar com autarquias, instituições de ensino, tribunais, Presidência e Assembleia da República. [Adenda a 20.Out.: a edição impressa acrescenta mais alguns detalhes. Sumário no fim deste texto.]
É portanto apenas uma parte do total desta desta despesa e desde logo espanta pelo seu valor: 408 milhões de euros! Caro leitor, fique sabendo que só para a propaganda do Estado central contribuiu no ano passado com mais de 40 euros. Contribuiu, aliás, bem mais do que este valor, pois o número de contribuintes efectivos é muito inferior a 10 milhões. Dada a falta de números oficiais, estima-se em 3.5 milhões o número de contribuintes efectivos. Neste caso, a sua generosa contribuição em 2009 para os cartazes do solar, das Novas Oportunidades, dos programas patrocinados na TSF, anúncios de página inteira em jornais e mais uma catrefada de "investimentos" (!) foi superior a 100 euros.
Mas vejamos esses números saídos hoje no Público, aqui apresentados em 5 gráficos, para depois os lermos.
1. Gastos totais
A SIC num momento fantástico… da Srª. Ministra da Educação
Rui Santos pergunta: “Acha que Carlos Queiroz procedeu correctamente, ao autorizar que Cristiano Ronaldo, em vez de acompanhar os colegas na visita aos leões, tenha ido fazer ‘ronrons’ com a gatinha?”
Passei há umas décadas pelo jornalismo desportivo, no ‘Norte Desportivo’ e na ‘Capital’. Conheci, nesses tempos, ilustres jornalistas desportivos, homens de cultura sólida. Alves Teixeira, Manuel Dias, Alves dos Santos, Vítor Santos, Carlos Miranda, Carlos Pinhão, Homero de Serpa, Viriato Mourão, Aurélio Márcio, Alfredo Farinha, Neves de Sousa e outros cujos nomes me escapam agora. Com eles aprendi.
Hoje em dia, o jornalismo desportivo rege-se por outros padrões e práticas. Falar e escrever bom português, por exemplo, não é regra imperativa. Os meios de comunicação social, com RTP, SIC e TVI em destaque, dedicam horas a fio e em exclusivo aos chamados três grandes, Benfica, F.C.Porto e Sporting. No caso da RTP, a falta é agravada por ser estação pública.
O formato dos ‘programas de debate’ é comum nos vários canais. Nem sequer, em qualquer destes, há o bom senso de privilegiar a análise dos jogos e de seleccionar como protagonistas os intérpretes do espectáculo. O resultado é simples: assistir a discussões, cujo tom varia entre os sons da tasca e do café de bairro, por gente, ao que se diz, muito bem paga. Já que de ilustre, ninguém duvida que é mesmo.
Outro formato recorrente consiste em colocar um ou dois comentadores em estúdio. Interrogados ou convidados a falar pelo(a) locutor(a) de serviço, falam durante longos intervalos de tempo, sem que nada digam. Um destes casos, e quanto a mim o mais típico, é o de Rui Santos na SIC Notícias. Quando inesperadamente o homem me aparece, “Ah ‘zapping’ para que te quero!”.
Fujo dele – e dos outros – a sete pés. Há, todavia, um embate de que não consigo livrar-me: são as ‘perguntas do Rui Santos’ anunciadas nos intervalos televisivos. Assim, hoje começa o Mundial da África do Sul – os tempos preliminares já ficaram tristemente marcados para Mandela – mas, como dizia, começa o ‘Mundial’ e as ridículas perguntas de Rui Santos. Estou a imaginar uma: “Acha que Carlos Queiroz procedeu correctamente, ao autorizar que Cristiano Ronaldo, em vez de acompanhar os colegas na visita aos leões, tenha ido fazer ‘ronrons’ com a gatinha? – é uma demonstração do jornalismo de sucesso, de hoje. O exercício felino sobre o relevante para os jogos de futebol.
Eu confesso que já tinha reparado. Aliás, já toda a gente tinha reparado. O jornalista Ricardo Costa da SIC é um daqueles típicos casos de homem apaixonado pela política mas sem paciência para o trabalho de formiguinha obrigatório na vida partidária. O jornalismo é a escapatória.
Convinha ter cuidado, procurar disfarçar preferências, acautelar a voz do coração impondo a da razão. Não lhe peçam, nem a ele nem a mim nem a ninguém, equidistância, pureza absoluta de distanciamento ou uma ditatorial independência. Não se consegue sem se perder a espontaneidade, o brilho certeiro, a análise com substância. Nós não somos máquinas.
Ora, foi o João Carvalho, no Delito de Opinião, o primeiro que se atreveu a chamar a atenção para a prestação paupérrima de Ricardo Costa no Congresso do PSD. Estava eu a almoçar, com a SIC Notícias ligada e ouço o Ricardo Costa a dizer, mais coisa menos coisa, o seguinte: “Isso não interessa nada, então não foi no congresso que elegeu Cavaco que João Jardim falsificou assinaturas de delegados da Madeira que estavam a dormir? E quem hoje se lembra disso, o importante foi que dessa forma Cavaco venceu e o PSD teve 10 anos de glória”. Confesso, fiquei com o maravilhoso covilhete da Gomes entalado entre os dedos e a boca. Desculpe, disse? Isso não interessa nada? Então o que importa é vencer, sejam quais forem os meios utilizados?
Quem vai ganhar o Ídolos é a Diana. Pois eu acho que vai ganhar o Filipe. Eu cá acho que deviam ganhar os dois. E tu, quem achas que vai ganhar?
Oiço estas conversas na rua, nos cafés, na padaria, no barbeiro, em todo o lado. Será que o país anda todo assim? Ou será que, morando eu no Algarve e sendo uma as concorrentes algarvia, se trata de uma febre local? Seja como for, nesta pacatez própria do inverno, o Algarve – este Algarve onde vivo – parece ter sucumbido ao programa e andar suspenso até domingo. Paulo Rangel? – Esse também canta? Liberdade de expressão? – Uma canção é escolhida pelo júri, mas a outra é escolhida livremente pelos concorrentes. Mário Crespo? – Ah, mas antes de falar nisso, o primeiro-ministro disse ao director de programas da SIC que gosta muito dos Ídolos.
Num tempo em que os meios de comunicação são cada vez mais diversos, em que os canais de televisão existem às dezenas, um único programa de entretenimento congrega as preocupações de muitas pessoas, gera grupos de fãs, movimentos de apoio, argumentos a favor desta ou daquele, torna-se o centro de discussões populares, propõem-se medidas salomónicas para que ganhem os dois concorrentes. Fãs individuais entram nos blogues e fóruns virtuais e tentam convencer os outros a votar no seu favorito, as revistas cor-de-rosa fazem capas e aumentam tiragens.
Quem vai ganhar o Ídolos? A Diana? O Filipe? Quem ganha com isso – quem já ganhou – é a SIC e seu universo editorial. E tu, quem achas vai ganhar?

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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