Festivais de Verão

Festival de Glastonbury, Reino Unido

Festival de Glastonbury, Reino Unido.

Uma das principais características dos principais festivais de música do Verão realizados em Portugal é serem totalmente dominados  por empresas privadas de telecomunicações, em regime de monopólio. Todas as grandes marcas de telecomunicações a operar no nosso país têm um festival de música e algumas têm mesmo mais do que um.

Aparentemente, esta é uma tendência que não se verifica noutros festivais que se realizam na Europa, aos quais acorrem milhões de pessoas, que normalmente são patrocinados por várias marcas e empresas, que não necessariamente de telecomunicações.

Este tipo de monopólio numa área cultural tão popular entre os sectores mais jovens da nossa comunidade, como é a música, normalmente anglo-saxónica, confere a estas empresas um poder incomensurável sobre a formação desses jovens, sobre a construção do seu gosto musical, sobre as suas tendências de consumo e, necessariamente, sobre a sua cultura.

Por outro lado, sabe-se que estes eventos culturais são altamente lucrativos para essas empresas e, o que não deixa de ser extraordinário, são apesar disso muitas vezes financiados pelos municípios onde decorrem, não apenas por via directa, com a atribuição de elevados subsídios em dinheiro, que chegam a atingir as centenas de milhar de euros, quer por via indirecta, através da isenção de taxas e mobilização de recursos públicos, como a segurança, serviço de bombeiros, ambulâncias, hospitais, etc.

Haverá aqui algo que nos escapa?

 

 

Uma boa notícia contra a devassa da vida privada

Spy-Phone-Tracking

TC chumba possibilidade de secretas acederem a metadados das comunicações.

7 votos contra e 1 a favor não deixam dúvidas quanto ao teor da ilegalidade. Era um vergonhoso diploma que contou com a aprovação do bloco central (PSD, CDS e PS).

O novo regime aprovado há cerca de um mês alargava o poder dos diferentes serviços de informações, através do acesso aos chamados metadados, nomeadamente, informação bancária, fiscal, tráfego e localização de mensagens e chamadas. O acesso previsto na alteração focava-se em situações de suspeita de actos terroristas e criminalidade organizada transnacional.

As intenções são sempre boas. Delas está cheio o inferno.

O PS havia aceite votar a favor da proposta do Governo depois da maioria ter limitado o acesso das secretas aos metadados a situações suspeitas de terrorismo, tráficos transnacionais e de ameaça à segurança do Estado.

Ou seja, os supostos liberais queriam que o estado tivesse ainda mais poder. Ai Frei Tomás, Frei Tomás, tantos seguidores reuniste. Se tivesses Facebook na altura, eras um sucesso de partilhas.

A “insuspeita” Comissão Europeia

alerta para o perigo das fusões no sector da telecomunicações, que podem levar a “preços altos e menor escolha“. Onde é que nós já vimos este filme?

Da série ai aguenta, aguenta (17)

Aumento nas portagens, energia e telecomunicações ultrapassa inflação em 2013