Nem um sorriso, José!

Muito tenso, repisando o habitual, falando como se se dirigisse a algum inimigo, foi assim que Sócrates nos desejou Bom Natal.

Mas só pode estar zangado consigo próprio. Depois de Durão e de Santana sabia bem que o Estado, os grandes grupos económicos privados e as empresas públicas, sugam cada vez mais, é preciso deixar de ter essa visão centralizadora e desenvolver a capacidade de criar riqueza, de inovar e de criar tecnologia.

Bens transaccionáveis, bens para exportar!

Guterres foi sempre um homem de confiança, prepararou-se toda a vida para o lugar, foi um excelente aluno, andou sempre perto das forças dominantes na sociedade, envolveu-se na política e na vida partidária, nunca por nunca teve o seu nome associado a coisas menos bonitas.

Cavaco, quer se goste ou não, é um homem sério, trabalhador e com um apurado sentido de Estado, fez o que havia a fazer, lançou-se na construção de infraestruturas, e bem, o país era muito pobre. Revelou falta de sensibilidade social mas o saldo é positivo.

Soares, é o que é , com atalhos, tropeções e caneladas acertou sempre no essencial. É um homem que sempre quiz ser político e não o mandou dizer por ninguem.

Depois de vinte anos, esgotados os homens e as mulheres que se formaram e bateram na clandestinidade, na oposição e na vida profissional com sucesso, apareceu a gente dos aparelhos partidários. Subiram aos ombros de muitos interesses e de muita expectativa de cobrança.

Sócrates, contrariamente, ao que nos quer fazer crer com a sua competitvidade, tem consigo os mesmos de sempre, os banqueiros, os grandes grupos económicos as grandes empresas públicas e a alta administração pública.. A partir deste conglomerado de interesses, tudo faz para controlar a Comunicação Social, as polícias e os empresários mais independentes que, virados para a exportação, lhe escapam .

Incapaz de ter uma ideia original, investe ( de cabeça baixa) nos mega investimentos que enriquecem a banca, as construtoras e os fornecedores estrangeiros que nos vão vender as locomotivas do TGV.

Tudo à conta de dívida obtida no estrangeiro!

Quando se for embora deixa para trás um país, mais pobre, mais injusto e mais dificil de voltar a poder crescer a par dos seus congéneres da UE!

Mas só deve estar zangado consigo próprio!

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