Só o nosso primeiro não está preocupado…

ECONOMIA GLOBAL – EUROPA – EURO – PORTUGAL

Na plêiade de países em risco de entrar em «default» (falha nos pagamentos da divida externa = bancarrota), Portugal – pasme-se – não está entre os primeiros 10.

Reino-Unido, Grécia, EUA, Irlanda, Argentina, Espanha, Turquia, Dubai, Japão, lideram neste momento este ranking.

O Reino-Unido comanda distanciadamente este ranking, pois congrega várias condicionantes que empurram aceleradamente este país para um estado de bancarrota. A Libra tem vindo a deslizar face ao Euro, prevendo-se que atinja muito em breve a paridade 1 Libra = 1 Euro, ou até mesmo uma cotação inferior ao Euro. Soluções possíveis, prováveis: Fim da Libra, adesão ao Euro, intervenção indirecta do BCE, a curto prazo, se não for antes o FMI.

A Grécia, está neste momento confrontada com uma divida externa que já supera o valor anual do PIB, e prevê-se que fechará 2009 com um défice do orçamento de estado próximo dos 15%, de resto valor muito idêntico ao do Reino-Unido. Solução possível, provável: Saída do EURO, ou intervenção indirecta do BCE, no curto prazo.

Os EUA, continuam a usufruir da Dolarização da economia mundial, especialmente das reservas dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia & China) estarem tituladas em USD., veremos por quanto tempo maís.

No entanto a velocidade de endividamento do estado norte americano e o actual recurso (único) á emissão de moeda, empurrará o dólar muito em breve para uma cotação inferior a 2 USD = 1 Euro. (O que será das exportações Europeias ?) Solução possível: Forte redução das despesas do estado nomeadamente as despesas militares.

Sem a disciplina imposta pelo pacto de estabilidade que está na base do Euro, Portugal seria hoje um país falido, sem qualquer credibilidade nos mercados internacionais e portanto sem crédito. Com despesas sociais a absorverem anualmente 80% das despesas correntes do orçamento de estado, tentem agora imaginar em que situação económica e social nos encontraríamos?

A Índia adquiriu recentemente 200 toneladas de ouro, tendo-nos finalmente ultrapassado e relegado agora para a 13ª posição mundial em reservas de ouro (7º em 1973), com as nossas 382,5 Ton, (a nossa vizinha Espanha tem menos 100 Ton.).

As nossas reservas de ouro, não chegam hoje para assumir mais do que 5% da nossa divida externa (em 1973 , não havia divida externa de monta, excepto o plano de financiamento da Ponte sobre o Tejo).

A liberdade de expressão sai muito cara…

PS: enviado por leitor identificado

Corrupção… deixem-se de estudos e comecem a agir

Parlamento aprova Comissão sobre combate à corrupção por unanimidade

De acordo com o projecto de resolução do PSD, “a comissão tem por objecto a recolha de contributos e a análise de medidas destinadas ao combate à corrupção” e “funcionará pelo período de 180 dias”, findo o qual deverá apresentar as suas conclusões.

A solução que nos propõem mais uma vez é estudar. Vamos estudar como resolver este problema.
Sim, porque no mundo todo ou mesmo só em Portugal, nos últimos 15 / 30 anos ninguém estudou este fenómeno nem apontou possiveis soluções.

Não esquecer que até já temos um Conselho de Prevenção da Corrupção, talvez não fosse mal pensado falar com eles antes.
Ou se quiserem relembrem uma intervenção de Maria José Morgado a propósito do urbanismo que referia que nesse plano “estamos numa área que é uma espécie de buraco negro da democracia” e explicava como Espanha conseguiu mitigar esse problema.

A crise em "letras"

Com 2,5 milhões de euros (uma pechinca comparando com as astronómicas verbas que já se falaram nesta crise) é já possível criar um simulador de crises. Óptimo! Isto quer dizer que não haverá mais crises. Tecnicamente, e prevendo o modo como os mercados vão evoluir, as crises podem ser debeladas mesmo antes de acontecerem, acabando assim com estes “incómodos” para os mercados financeiros.

Portanto, vou aproveitar esta “última” oportunidade para opinar sobre a crise, que muitos dizem até já acabou… [Read more…]

Professores – incontornável

O consenso está longe e o bom senso tambem. Já se fala em nova manifestação dos Professores para 11 de Janeiro, desta vez nem sequer há direito “ao jejum”.

Diz a Fenprof : “o acesso a determinados patamares não depende do mérito mas de uma contingentação de vagas” e isso é incontornável para se encontrar um consenso.

Agora leiam assim: ” o acesso a determinados patamares depende das vagas e não do mérito” e isso é incontornável para se chegar a um consenso.

Porque o que está em cima da mesa, (sempre esteve, embora nos quizessem fazer crer que não) é que os professores possam chegar todos ao topo da carreira. O primeiro argumento é que não era possível criar uma avaliação justa e aceite por todos, com consequências para a carreira. Esse argumento, rídiculo, caiu com fragor.

Agora temos a segunda fase do argumentário, avaliação sim, mas sem consequências na carreira, ficando desde logo aberta a porta para todos lá chegarem.

O Ministério e os Sindicatos estão a travar uma guerra de poder estranha aos professores. O ME quer ter o poder de escolher quem chega lá cima; os sindicatos querem que o seu conceito de sociedade ( comunista e igualitária)prevaleça.

Só a escola autónoma e os professores com a sua dignidade de volta poderão colocar um fim nesta alucinação de políticos e burocratas!

Porca é a tua mãe! (à beira disto Maria José Nogueira Pinto é de uma educação esmerada)

Sessão da Assembleia Constituinte de 24 de Setembro de 1975

«Vamos proceder à votação deste artigo 10.º [artigo que proibía o lock-out].
Extremamente curto, mas extremamente importante como todos se aperceberam.

Submetido à votação, o artigo foi aprovado por unanimidade.

Aplausos.

O Sr. Presidente: – Tem a palavra o Sr. Deputado Vital Moreira, para declaração de voto.

O Sr. Vital Moreira (PCP):- Sr. Presidente, Srs. Deputados: Creio que devemos estar duplamente regozijados com a aprovação deste artigo. Em primeiro lugar, pelo seu significado, intrínseco e material de proibição sem limites do lock-out, ao entendido como encerramento total e imparcial das empresas ou dos locais de trabalho para impor condições de trabalho aos trabalhadores, mas também, e esse é o segundo motivo, porque vimos das bancadas do PPD e do CDS aplausos, quando julgaríamos – a esperar alguma coerência desse grupo de Deputados – que tentariam impor alguns limites à proibição do lock-out. Na realidade …

Burburinho.

O Sr. Emídio Guerreiro (PPD): – Não seja malcriado! Preocupe-se com as suas incoerências.

O Sr. Presidente: – É favor não interromperem.

O Orador: – Quero lembrar ao Sr. Deputado que as declarações de voto permitem pedidos de esclarecimento e o Sr. Deputado estará livre de os pedir e eu terei muito gosto em lhos prestar.

Risos. [Read more…]

Isto hoje está mau para os lados do PS: o ministério público não está para natais

edifício que foi dos CTT em Coimbra

Além de Lopes da Mota, também Luís Vilar, destacado responsável do PS de Coimbra, e arguido noutros processos, viu a acusação ser-lhe deduzida pelo ministério público no caso dos amigos dos Correios. Embora este processo tivesse inicialmente mais gente do PSD que do PS, aparentemente o presidente da Câmara de Coimbra safou-se, mais os vereadores à época, tal como Paulo Pereira Coelho (este na Figueira da Foz com mais processos) e Paulo Miraldo.

Eu bem tinha avisado que este não era um caso para o PS mandar à cara do PSD. É um caso para mandarmos à cara do bloco central.

Vilar, líder do PS-Coimbra e vereador na autarquia à data dos factos, é acusado dos crimes de corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais. É a segunda vez que este destacado elemento do aparelho socialista é acusado por este crime. No primeiro caso, que já está a ser julgado, foi acusado pelo DIAP de Coimbra, em 2007, num processo que envolve Domingos Névoa, administrador da Bragaparques. Neste processo dos CTT, Vilar incorre ainda na pena acessória de proibição do exercício de funções.

O horror natalício…

O jornal britânico Telegraph decidiu destacar a lista das piores 25 capas de discos de Natal. Há algumas preciosidades nesta lista. Capas de discos de tão mau gosto que poderiam entrar no catálogo das 25 piores capas de sempre e não apenas de edições natalícias.

O primeiro lugar, segundo o Telegraph, pertence a Stan and Doug e o seu “yust go nuts at Christmas”.

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Vítimas de violência doméstica: Que nunca vos falte a Ana Matos Pires!

Outros aventadores já abordaram o tema aqui, aqui e aqui.
Marcou-me muito quando, em criança, vi um tipo a dar uma valente estalada à mulher dentro do autocarro. E ela comeu e calou à frente de toda a gente. Essa imagem marcou-me até hoje.
É um dos crimes mais hediondos. Por mais que me esforce, não consigo compreender como é possível bater numa mulher ou numa criança e fazê-lo repetidamente durante anos. Bater repetidamente em quem não tem a mesma força, em quem não se pode defender. Da mesma forma que não consigo compreender que muitas mulheres não se revoltem mais cedo, sobretudo quando não precisam dos maridos para nada.
Eu sei, eu sei. São sempre questões complicadas, geralmente há filhos, por vezes há dependência económica e/ou psicológica. Continuo sem perceber alguns dos casos que conheço pessoalmente – um dos quais tem como vítima uma juiz do Grande Porto.
Quanto ao castigo, nunca é demais. Sou contra a pena de morte, porque o Estado não tem o direito a tirar a vida de ninguém – quem é um juiz para fazê-lo? Mas quando uma mulher, habituada a levar pancada durante anos, mata o marido em desespero, encaro-o apenas como legítima defesa. Que nunca lhes faltem as balas!, como diz o nosso Fernando. Infelizmente, é quase sempre ao contrário – a estocada final culmina uma vida de agressões.
Apesar da seriedade do tema, faz-me espécie que alguém se entretenha a contabilizar diariamente, no seu blogue, o número de vítimas de violência doméstica e a fazer apostas – quantos é que serão nos próximos dias? Chamar a atenção para o assunto, tudo bem, mas o que é demais é moléstia.

Primeiro tiro: Lopes da Mota

Afinal parece que o sempre houve pressões. Claro que ainda falta uma decisão, e os recursos, e patati patatá. Mas alguma coisa no caso Freeport funcionou.

A última missão de Vítor Santos Silva antes de se jubilar está concluída: o inspector já entregou o relatório do processo disciplinar a Lopes da Mota, presidente da Eurojust acusado de tentar pressionar os titulares do processo Freeport. O inspector terá mantido a proposta de aplicar uma suspensão ao magistrado, à semelhança do que tinha sugerido após o inquérito inicial, mas a decisão caberá à secção disciplinar do Conselho Superior do Ministério Público, que se reúne na próxima quarta-feira.

Os senhores e senhoras que defenderam com unhas dentes e outros órgãos Lopes da Mota, vociferando que se estava a pôr em causa o bom nome da pátria, e que tudo não passara de um almoço, agora digam lá: enganei-me. Não vão dizer nada, aposto. Os camaradas têm sempre razão, não é?

Contradições…

Ver um homem receber o Prémio Nobel da Paz e defender a “necessidade da guerra”, é como ver alguém a viver na Era da Informação e do Conhecimento a defender a necessidade da estupidez.

A desigualdade é motivadora

Daqui:

Se juntarmos às condições anunciadas no texto linkado acima, mais o seguinte:

Existência de elevador social, possível ascenção social

temos as condições necessárias para que a desigualdade seja um factor de desenvolvimento. Não podemos esquecer que mesmo com as mesmas condições básicas, os patamares a que chegamos são desiguais, não só porque todos somos diferentes, mas tambem porque podemos tomar opções de vida diferentes.

É tão lícito, optar por uma vida que dê muito dinheiro, como optar por uma vida que dê tempo para estar com os filhos, ou para ter tempo para ler ou para viajar. Não podemos é fazer a comparação entre, somente, a propriedade e a fortuna que se adquiriu.

Ora, é a sociedade Liberal que permite que de cada um se tire o melhor para o bem comum, que permite que cada um participe com as suas capacidades únicas, deixando o Homem realizar-se na sua plenitude.

O contrário disto é o igualitarismo, que quer à força que as pessoas sejam iguais, que não há diferenças e diferentes capacidades. Desta forma, há um continuo nivelar por baixo, abafar as capacidades individuais que marcam a diferença e, com ela, a capacidade de a sociedade se renovar e atingir patamares que de outra forma, nos estariam interditos. Na ciência, na saúde, na política, no social…

Não há é nenhum sistema que transforme o Homem num ser generoso e capaz de partilhar, de se interessar pelos outros, de olhar para quem não pode ou não quer chegar aos mesmos patamares, sem preconceitos.

Haver desigualdades, verificadas aquelas condições, não é imoral nem atentatório da dignidade das pessoas.

Os EUA estão a pensar em abolir a Pena de Morte?

Vítimas de violência gratuita: Que nunca vos faltem as pernas

Aconteceu uma destas noites; por volta das duas horas comecei a ouvir um barulho inusitado junto à porta de minha casa. Aproximei-me sorrateiramente e vi um grupo de seis ou sete pessoas. Pelo estilo e tipo de conversas depreendi que teriam dezassete, dezoito anos e estavam a fazer uns charros encostados à parede. Nada que me impressione, fiz o mesmo quando tinha a idade deles.

Às tantas, passou pela rua outro puto e os primeiros chamaram-no. Conversa puxa conversa, tratava-se de um australiano. Entre mim e eles, apenas uma porta envidraçada de permeio, vidro fosco, eu via vultos e sabia que não era visto, ouvia tudo ainda que não quisesse.

Era simpático, o australiano. Esforçava-se por comunicar, misturava inglês com arremedos de castelhano e italiano. Tudo normal, tudo na boa, eu esperava que o chinfrim acabasse para me deitar, não fosse o chifrudo tecê-las.

De repente, sem mais nem menos, os tugas começaram a perguntar ao australiano se queria lutar com eles. What? perguntava o moço sem acreditar no que se estava a passar. Os outros foram subindo de tom, rodearam-no, deram-lhe uns abanões violentos. A seguir, gritos, um tropel em correria rua abaixo.

Abri a porta e vi-os desaparecer numa esquina ao fundo, perseguindo o australiano.

Não sei se o apanharam, espero que não. Eu já tinha ouvido falar neste “desporto”, chamam-lhe dar porrada nos “bifes”. Confesso que fiquei envergonhado por não ter interferido e senti-me algures entre o ET e o T. Rex. Há coisas que não consigo compreender.

EUA aumentam as suas tropas no Afeganistão

Já não há idealistas

Segundo o que leio aqui e aqui o discurso de Obama na entrega do Nóbel foi direccionado para a triste realidade do Mundo. Obama tentou obviamente justificar-se, justificar o envio de mais soldados para o Afeganistão, uma guerra que, segundo o que se diz, podia ter acabado há nove anos. Obama defende uma “guerra justa”, uma expressão que acima de tudo me parece uma contradição de termos. Desde há uns meses para cá que o Presidente tem vindo a perder a inocência. Provavelmente, fê-lo gradualmente e propositadamente, sabendo bem o que estava a fazer. Digo isto sem nenhum tipo de desapontamento. Sempre disse que Obama era, acima de tudo, um político. E na política, hoje em dia, há pouco espaço para idealistas. Isso fica no começo e não perdura.

Vítimas de violência doméstica: que nunca vos faltem as facas!

Na sequência do post anterior do FMS permitam-me que vos pergunte:
– Têm 10 anos! O vosso (cruzes! credo! canhoto!) Pai, separado da mãe e fora de casa, teima em aparecer por lá para se servir dela. Um dia têm a possibilidade de pegar numa faca e fazer justiça?
Fazem o quê?
Espetam?
Pois… Aqui ao lado foi isso que aconteceu e podem acreditar nisto: qualquer semelhança com a ficção, é pura realidade

Os EUA assinaram o Tratado de Proibição de Minas Anti-Pessoais?

Vítimas de Violência Doméstica: Que nunca vos faltem as balas!

Ontem uma mulher matou o marido a tiro quando tentava sair de casa a caminho do paraíso depois de mais de trinta anos de inferno.

Eu andei uns anos em Direito, mas andei torto. Não gostava daquilo nem com molho de tomate. Cada vez que tentava ler um livro jurídico passava por algo como tomar óleo de fígado de bacalhau. Salvo uma ou outra honrosa excepção como História do Direito Romano. Foi no 3º ano, quando dei de caras com a cadeira de Penal, que interiorizei que estava a prazo, apenas me faltava a coragem pois o motivo já o tinha. Chegado ao 4º ano, chegou a coragem e parti. Em boa hora pois assim abracei um sonho antigo e realizei-me. Ao ouvir todas aquelas teorias do direito criminal, velhas e retintas, tão desfasadas da realidade, adaptadas a autómatos e não a seres humanos e a uma sociedade actual, fiquei apavorado. Depois, depois foi assistir a uma meia dúzia de doutos professores de direito ufanos na sua pretensa sabedoria, vomitando saberes de experiência nunca feita, de braço dado com as suas tradições coimbrãs absurdas e estranhas, transpirando um qualquer ressentimento fruto de uma qualquer frustração escondida nunca entendida.

Foi deles que me lembrei, é deles que me lembro sempre, quando leio mais uma notícia de uma mulher assassinada às mãos de mais um monstro que se julga não marido mas seu dono, como se de um cão, gato ou periquito se tratasse. Nesta merda de país onde, com a mais absoluta impunidade, milhares – sim, milhares, leram bem, milhares – de mulheres são selvaticamente abusadas, violentadas, agredidas e assassinadas por monstros que se julgam maridos ou companheiros – desculpem insultar as palavras marido e companheiro que são a antítese destes filhos da puta que por aí andam – com a total indiferença do sistema jurídico, político e da sociedade. Eles violentam as mulheres, assim como os filhos que nascem dessa união maldita.

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Guantanamo já fechou?

Menos tetas e mais trabalho, o calendário Pirelli alternativo

Sobre o calendário Pirelli para 2010 já o José Freitas aventou. Sobre o oficial.

Menos tetas

Os trabalhadores da Pirelli Manresa, na Catalunha, constantemente ameaçados de serem despedidos (em castelhano despidos o que tem tudo a ver), decidiram criar um calendário alternativo. Não tem as gajas boas  e a arte do original, pois não. Somos nós que olhamos para os tipos dos pneus não são eles que olham para os calendários. Pode descarregar o pdf gratuitamente.

pirreli-alternativo-2010

Os direitos humanos e o assassino do Chile

O Presidente Social Democrata Salvador Allende, discursa para o povo

O Presidente Social Democrata Salvador Allende, discursa para o povo

Sou Membro Activo da Amnistia Internacional e da Organização Human Rights Watch. Não paramos um minuto na defesa dos que estão encarcerados sem justa causa, dos executados sem motivo, dos assassinados sem razão. O trabalho é imenso, a crueldade no mundo é muito grande. Temos estendido o nosso afazer e cuidados à violência doméstica, largamente exercida para nossa infelicidade. Infelicidade, porque a violência doméstica separa famílias, cria seres humanos sem amor e ensina criminalidade pelo desamparo que sofrem as crianças. O sistema capitalista de governar o mundo, tem violentado as relações entre as pessoas: a interacção humana sã e amorosa acabou com a Revolução Industrial.

Essa Revolução que mudou as formas de ser das pessoas e transformou-as em angariadoras de lucro.

Revolução que não permitiu no Chile a gestão dos bens que o Governo Social Democrata confiscou aos que tinham demais, para redistribuir as riquezas entre a massa da população que apenas tinha a sua força de trabalho para sobreviver, força paga com um salário mínimo, que lhe permitia apenas comer pão e beber chá. [Read more…]

Coisas do Diabo – Motta Engil e Jorge Coelho

É a empresa que mais concursos públicos ganha, que mais deve aos bancos e que acolhe mais ex-governantes socialistas. Acções dispararam com a vitória do PS. Agora, o Banco de Portugal quer passar as dívidas do grupo a pente fino.

Sabia que desde que Jorge Coelho passou a administrador da Mota Engil, cada português deu, pelo menos até agora, 170 euros àquela empresa? Este é o saldo das “negociatas” entre a empresa e os sucessivos governos socialistas. Com as vitórias do PS, a construtora subiu “em flecha” na bolsa graças às encomendas dos “camaradas” no poder e ao aumento catastrófico da dívida pública.

Quando Jorge Coelho era governo atribuiu mais de mil milhões de euros de concessões rodoviárias a consórcios liderados pela Mota Engil. Na mesma altura, o secretário de Estado Luis Patrão, saiu directamente do governo para a construtora. Jorge Coelho seguiu o mesmo caminho, após as famosas SCUTS, terem sido atribuídas, na sua maioria à empresa.

Em apenas um ano a empresa conseguiu duplicar o valor em bolsa! Com a recente vitória socialista, em pouco mais de um mês cresceu 29% – o maior de sempre para este tipo de empresas, esperando-se que em 2010, atinja os cinco euros por acção, o que corresponde a um aumento de 500 por cento em apenas dez anos!

E dizem eles que se não os agarram fogem do país. Mas há algum país que dê dinheiro a ganhar desta forma e com estas cumplicidades ao nível dos governos e do mundo empresarial?

A Grécia a ver-se grega…

Em 06.04.2009 o magazine DER SPIEGEL ONLINE publicou um artigo com o título “A Grécia cambaleia à beira da bancarrota” que na altura alguém se lembrou traduzir para o português para um site que eu só hoje descobri na internet.

Hoje, na sua versão impressa, o magazine alemão volta ao assunto sob o título “Bomba ao retardador para o Euro ”

Volta o medo de uma bancarrota de estado em plena zona euro: endividamento da Grécia atingiu dimensões dramáticas. Os ministros das finanças europeus e chefes dos bancos emissores estão alarmados – e desamparados.

Aqui só a tradução de uma pequena mas decisiva passagem do texto: “(…) Além disso, ameaça o perigo de um efeito dominó. Se cair um membro do euro, os especuladores testarão a estabilidade de outros candidatos tremeliques. Isto poderia ser o fim da União Monetária (…)”.

A notícia fez-me lembrar o meu artigo – “O EURO: COMO TRANSFORMAR PERIGOS EM OPORTUNIDADES” – publicado há 11 anos no Semanário Económico.

Rolf Dahmer- convidado

PS – Como é que a Grécia chegou aqui? Grandes investimentos públicos, divida colossal, crescimento do PIB medíocre. Lembra quem ?

Boas Leituras #1:

Mentalfetaminas – ESTE

A Devida Comédia – ESTE

Delito de Opinião – ESTE

Blasfémias – ESTE

Arrastão – ESTE

Jugular – ESTE

…e continuação de Boas Leituras!

Aventador de peso o c…

Há tempos, fui convidado pelo ilustríssimo fundador deste blogue para integrar a sua não menos ilustre equipa de autores.

Invadido por um enorme sentimento de orgulho por me ter sido dada a oportunidade de participar neste fantástico projecto, a minha resposta imediata não podia ser outra que não: hhhmmm, não sei…

As dúvidas por trás da minha hesitação foram variadas, desde as existenciais (“o que posso eu trazer de novo a um blogue já tão rico em conteúdos?”), passando pelas temáticas (“se for para falar de política, definitivamente não sou o homem”), até às pessoais (“mas que raios é que este gajo quer de mim???”).

Dissipadas todas as dúvidas (quer dizer, quase todas, pois continuo a não saber o que o gajo quer de mim!) e aceite finalmente o convite, eis o meu primeiro post, cujo tema escolhido, após profunda reflexão, acabou por ser… eu próprio.

Não sei, foi algo que me pareceu apropriado. É o meu primeiro post. Há sempre aquele “nervoso miudinho” característico das primeiras vezes. Que tema conheço bem para poder falar com algum à vontade? Eu.

Peço o favor de não confundirem a escolha do tema com uma miserável demonstração de vaidade ou arrogância. Pelo contrário, trata-se de um gesto de humildade, de quem pretende apenas fazer uma apresentação formal e educada aos seus colegas de blogue e à blogosfera em geral.

Ora alguns dos colegas de blogue já me conhecem há uns anos (coitados), a começar pelo referido fundador que, para além de me ter feito o convite, foi também o autor desta indecorosa tentativa de apresentação da minha pessoa.

Para todos os outros, aqui vão alguns dados: chamo-me, de facto, Artur Moreira. Sou mesmo do Benfica. Não sou de Gaia (embora aí habite), mas sim de Massarelos, Porto, carago! Sou programador informático. Tenho duas gatas e um iPhone. E pronto, assim dou por concluída a lista de informações pessoais que estou disposto a divulgar na Internet.

Tentarei contribuir activamente para este magnífico e singular blogue, dentro do limite das minhas capacidades (horárias e anímicas), escrevendo sobre tudo um pouco. Porém, será inevitável que algumas das minhas paixões e áreas de conhecimento se reflictam no que escrevo: informática, tecnologia, gadgets, Internet e afins.

Não me considero geek, mas ando lá perto, e para falar de política já há aqui no Aventar muita gente competente a escrever. Além disso, informática e política não são necessariamente temas incompatíveis: veja-se o sucesso do Magalhães, a insegurança do e-mail do nosso Presidente, a polémica sobre o CITIUS, a ineficácia do antigo software para colocação de professores, etc., etc., etc.

Por tudo isto, acredito que estou perante um desafio tão ambicioso quanto estimulante: por um lado, tentar escrever sobre informática e tecnologia sem fazer com que as pessoas fujam como o Diabo da cruz; por outro, provar que se pode ser geek e saber comunicar e ter vida social ao mesmo tempo.

A máquina do tempo: a declaração universal dos direitos humanos

Comemora-se hoje o 61º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.  O seu primeiro rascunho deve-se ao canadiano John Peters Humprhey, recebendo depois contributos de muitas outras pessoas de outros países entre as quais se conta Eleanor Roosevelt. . Em 10 de Dezembro de 1948 a Assembleia Geral da ONU aprovou os seus 30 artigos. Estava ainda muito viva a recordação da 2ª Guerra Mundial, onde todos os princípios básicos da convivência entre seres humanos tinham sido barbaramente violados.

Esta declaração universal, a ser respeitada, acabaria imediatamente com quase todos os males que afligem a Humanidade. Dado que o acesso a todo o seu articulado é fácil, apenas vou lembrar o artigo 1: «Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e de consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.

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ASE (Acção Social Escolar) sem 180 milhões

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E A DANÇA DOS MILHÕES CONTINUA
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Ex-ministro Lino, mais conhecido por «jamais» (lido com a melhor pronuncia francesa), retirou, nos seus últimos tempos como ministro, dinheiro da ASE (cento e oitenta milhões de euros) para pagar o Magalhães. O ex-governante, até já confirmou a notícia, E a JPSá Couto deve estar muito contente e agradecida. Com tantas coisas ocultas que por aí há, terá o sr Lino algo a ver com as faces escondidas?
No meio de tantos desvarios, mais este até nem é nada de especial. Afinal, que são cento e oitenta milhõezitos de euros cá para os porteguesitos, ou para a ASE, ou no meio de tantos milhões com que o nosso governo se (nos) governa? Só me confunde um bocadinho que, sendo o nosso Primeiro tão bom a governar-nos (se), como terá ele permitido que fossem sonegados à ASE os milhões que tanta falta lhes poderão estar a fazer? Não haveria outro sítio de onde os tirar? Das pontes, das auto-estradas, do comboio, do aeroporto, da frente ribeirinha da capital, sei lá, dos dinheiros que a Europa mandou para a área metropolitana do Porto, do que vão gastar para levar o espectáculo dos aviões de cá de cima para lá para baixo, qualquer coisa, menos à ASE?

Claro que eu faço estas perguntinhas e o nosso Primeiro nem se vai dignar explicar seja o que for. Mas disso, estamos nós todos já habituados. São hábitos que se vão entrosando em nós, assim a modos como se vão desentrosando de nós, os dinheiritos que andam por aí, movimentados por ministros, directores, sucateiros e outros influentes mandantes.

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