Portugal

O nosso futuro?

O nosso futuro?

Mr Holmes e doutor Watson

É um filme que se vê bem, com as deduções do Mr Holmes que só ele consegue fazer a partir de pormenores que só ele vê.

A “visão americana” do filme é que está a mais, há cenas de pancadaria de ferver, efeitos visuais e coisas que tais que os americanos fazem, muito menos interessantes que o ambiente de ” jogo de xadrez” para inglês ver .

Há tambem umas paixões dependuradas, mal resolvidas, em que o Mr. Holmes deixa que as emoções travem o passo ao “raciocinio” , o que quase lhe foi fatal, e o doutor Watson anda às voltas com uma noiva que o Mr. Holmes tenta afastar por todos os meios.

Tudo realizado pelo senhor Ritchie, ex da Madonna. Esta é que  anda agora a namorar com um jovem de 21 anos brasileiro, chamado Jesus, e não teve  disponibilidade para fazer uma das “almas danadas” que apimentam o filme.

Divirtam-se que isto é bom mas dura pouco!

Sem metafísica

E tu, preferias uma morte súbita ou ter tempo para preparar-te?

Eu pestanejo. Aclaro a garganta. Hesito com um “Bem…”.

Que diabo, na antevéspera de Natal, que raio de pergunta é esta?

Lembro-me de que há dias ouvi um podcast já com algumas semanas do “Questões de moral”, do Joel Costa, que era uma curiosa e muitas vezes divertida reflexão sobre a morte. Também ele aflorava essa questão, e até aventava que as suas últimas palavras poderiam vir a ser “Teve piada”.

Os compradores de última hora, entontecidos pelo circuito de hamster nas ruas da Baixa, roçam os ombros nos nossos mas nada ouvem da conversa.

Pergunto se preferias uma morte súbita ou ter tempo para preparar-te? [Read more…]

nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – dEZ/09 – # 14- Moby:

Sendo este o penúltimo post do nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – Best Off 2009 tendo, infelizmente, de deixar pelo caminho outra duas possibilidades de melhores de 2009 (La Roux e os jovens First Aid Kit), caso contrário nunca mais terminavam as escolhas, fiquem agora com a última escolha, o último de Moby (Wait For Me) e no próximo post divulgo a escolha de melhor entre os melhores. É só wait for me

O jogo do galo

O JOGO DO GALO

Com a colaboração impagável da Licenciada em Antropologia, Graça Pimentel Lemos, quem teve a paciência de fixar, mais uma vez, o texto

À Ana Maria Bénard da Costa

Uma cruz, uma argola. Até parecem símbolos. A cruz, o peso da vida, a argola, o compromisso. Mil vezes jogado pelas crianças de Vilatuxe, Vila Ruiva e Pencahue. Três sítios que vivo e visito, durante muitos e largos anos, para estudar o pensamento das crianças e o dos seus pais. A cruz, o símbolo do peso da vida, esse que o cristianismo ocidental aceita para salvar das obrigações. Esse que, transformado em verdade social e em verdade emotiva denominada fé, serve às crianças para brincar: #. Uma forma de brincar descontraída. Forma de brincar adequada à infância. Até chegarmos à vida adulta. Vida adulta que transforma essa argola, num compromisso. O compromisso com os outros, o compromisso de trabalhar, o compromisso de ser feliz, o compromisso de não se queixar. O compromisso de produzir com os dentes para descansar com as gengivas. Como diz o refrão que me foi transferido pela D. Olga Pasqua, lá, na minha Vila Ruiva, na Beira Alta. Compromisso de sermos procuradores da oferta que podemos alimentar. Com esse alimento, fazer viver os nossos e dar-lhes educação. Enquanto o jogo do galo é apenas para ganhar um amigo. Jogo de meninos, do qual as meninas são rapidamente corridas. A procura não existe. Para elas é a oferta. De nós, as servir. De sermos pai um dia, com elas. Jogo perspicaz que a pequenada feminina é suposta não poder e não saber. Coitada da que pareça ser inteligente! É logo corrida e não há rapaz que a queira para mulher: ia mandar mais ela que ele; ia compreender o mundo melhor do que ele. Ia saber. O mito tinha já imposto à humanidade ocidental na Bíblia, o que o Alcorão impôs sete séculos mais tarde: a sabedoria é do homem: cruz; a submissão, da mulher: argola. O lazer é do homem: cruz; os trabalhos infinitos, da mulher: argola; o prazer é do homem: cruz; o silêncio, da mulher, argola. O jogo do galo, por cima da galinha. Oferta e procura da memória social. O mundo mudo, fica globalizado, mas a oferta e a procura continuam como nos tempos do Renascimento, esse que levou os Borgia, os Medici, os Windsor, os Afonsos, os Cabral, os Alba e os Medinacelli, os Hohenzoller, Valois e Bourbons. Esses poucos a fazerem uma fortuna que fez circular o capital e criar um aritmético jogo do galo para dinamizar o povo #. Na sua capacidade de procura.

X O O
O X O
O O X

1. Oferta e procura.

Uma lei económica feita e trabalhada pelos adultos. A partir da acumulação das riquezas pilhadas nos mundos pensados e designados como exóticos. Adultos que começam por usar crianças no seu jogo de oferta, da fabricação da oferta, da fabricação de bens para vender, como na Madeira, na Casa Pia e os Bispos de Boston. Bens que têm um preço, cruz, que cai por cima dos que procuram: argola. Os que procuram, querem trabalho, argola, os que oferecem, querem lucros, cruz. Cruz que atravessa, que cruza pelo pentagrama do jogo: # e o percorre da esquerda para a direita, e vice-versa, conforme o historial das crises económicas, como a de hoje, como a dos anos 20 do Século XX. Deitando as argolas para sítios que os que procuram, as consigam desenhar. A cruz é para o rico, um carregamento do seu orgulho e bondade. Da sua santidade na vida, da sua bênção no céu, feita já na terra, demonstrada já na terra. Como Max Weber soube analisar em comunhão com católicos e luteranos, a Sul do rio Elba. Um fazer crescer uma divindade, criada pela mente do mortal ser humano, sobreviver e tornar a viver outra vez. Impostos e morte, verdade certa, sem fugida nem escapatória. Impostos, cruz, para a fugida dos proprietários do lucro. Imposto, argola, perante o qual o trabalhador não tem escapatória. Cruz e argola jamais explicadas à criançada que começa logo a saber da utilidade do jogo do galo. Confronto com um outro que deve ser submetido. Um jogo mais difícil que o xadrez: não tem cálculo, tem aventura. Não tem matemática, tem aritmética puxada pela rapidez de quem começa primeiro e para quem sabe o canto até onde ir a seguir, para se defender: argola. Procura da melhor habilitação para oferecer o melhor trabalho: argola. Oferta baixa se o proprietário do lucro observa muitos habilitados no mesmo saber: cruz. Ratio feito parte do jogo do galo na economia. Donde, a economia é um jogo do galo que a criançada apreende cedo na vida e acaba por não poder aplicar mais tarde, na época da sua vida adulta: argola. Quando é preciso saber doutoral, como gosto de referir, para manipular os desapoquentados do mundo. Uma economia que está baseada nas quotas de importações e exportações, no jogo da bolsa tipo Wall Street: cruz. Jogo do galo entre Representantes ou Deputados da Assembleia: cruz, e votantes que vão às urnas para tentar organizar um plano que lhes é conveniente: cruz e argola. Cruz e argola que mudam através do tempo, conforme as vantagens para criar mais-valia, ou essa falta de lucro, que a cidadania quer obter. Cruz, para atirar às pensões da massa de idosos que precisam do dinheiro como bem, argola que enche as urnas dos oferendes de mais dinheiro: dinheiro em investimento, dinheiro em fábricas nacionais, dinheiro em acções para controlar a cruz do galo que calha suportá-la. # Passa a ser uma forma de se entrar pelos entendimentos do que há, pelos entendimentos do que convém fazer. E tanto é o jogo do galo que se pratica na infância, que acaba por ser uma aritmética, não uma matemática, apreendida logo em criança, mas necessariamente esquecida em adulto, e assim não perder o salário por saber ganhar. Excepto, no ordenado da Conta Ordenado dos bancos da União Europeia: argola, a mais oferta, maior criação de procura por meio da fabricação de mais dinheiro entregue a juros para determinar o preço da moeda: cruz. Alta, muito alta, cada vez mais alta. Juro, o preço do dinheiro que Wall Street sabe definir e a União Europeia e os seus aliados determinam com pactos de exportações, quotas atribuídas a cada país pela presidência da União Europeia de países definidos como mercado: cruz, os bens que se podem comprar, e os que estão doentes por lei: argola, ou os bens que se podem vender porque não há lei que proíba a sua oferta: cruz. Oferta de bebés proveta, venda de óvulos e esperma aos biólogos ou aos sabedores de genética: cruz. Cruz e argola espalhadas de forma incerta pelos largos da vida, insuportáveis permanentes mudanças entre épocas cronológicas. O #, acaba por ser um instrumento de aprendizagem fabuloso do real social, da memória social. Essa habilidade que tenho observado nas crianças e que converti em ensaio na minha vida adulta: uma cruz é um jogador a ganhar, uma argola é um jogador em risco, o pentagrama do desenho do jogo, a teia da vida conjuntural pela qual se debruça a realidade. Conforme o saibam fazer os jogadores. Todos eles, hoje em dia, ricos em dinheiro e pobres em bens. Parte deles, ricos em bens investidos e pobres no entendimento do ioga da elevação da alma, da calma e serenidade perante a vida, da capacidade de entender o ideal oposto a todos os asiáticos: esse dos cristãos ocidentais onde o pobre vive eternamente: sempre e quando tenha fome, sempre e quando não tenha posses, sempre e quando não saiba exibir a sua arrogância, necessária como ela é para suportar a cruz com cara de sofrimento e pedir perdão à História. Perdão conveniente para os direitos humanos que fazem parte das guerras uma aventura de Armada Invencível, que perdera cruz e argola na pretensa invasão inglesa. Armada Invencível de direitos humanos com furos como os de Pinochet ou Miloseviç, perdão fora do contexto conjuntural necessário para entender a passagem da vida. Que a Cúria do Vaticano não soube entender, contextualizada como tem estado pela necessidade de ser uma voz que vai à Palestina, que vai a Jerusalém, que colabora para fazer do mundo uma sociedade teísta, indo ao Monte Sinai para ver a rocha dos Dez Mandamentos cuidada pelos ortodoxos do Monte Carmelo que nem foram cumprimentar a fragilidade do Pontífice Católico, determinado como estava pela arrogância de dois mil anos de reclamada sabedoria, esquecendo que esses dois mil anos são também dos ortodoxos, dos muçulmanos, dos anglicanos, dos presbiterianos. Dois mil mitológicos anos, cruz e argola que, de facto, são mil e trezentos, conforme os historiadores e paleontólogos souberam, em Cambridge, entender como o debate entre Paulo e Santiago fez/produziu uma doutrina de abafamento para submeter pessoas ao trabalho não remunerado, pago com o corpo para salvar a alma e ganhar uma vida calma, depois da morte. Cruz e argola. Conjunturas esquecidas.

X O O
O X O
O O X

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Os homossexuais já se retratavam nos quartos de dormir (?) de 1540

Volto agora de Villa Cicogna-Mozzoni e vou a caminho de um jantar com amigos. Amanhã contarei uma história com História dentro.

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Hoje, deixo apenas estas fotografias de um fresco num quarto de Villa Cicogna, que foi referida aqui, desta forma:

La villa è stata definita come una delle più celebri dimore di delizie (morada de delícias, jardim de delícias).

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Cabidela com Jidungo – na mesa com Passos Coelho –

Notas de um almoço, onde marquei a presença do Aventar num encontro de ilustres representantes da blogoesfera (liberal, por sinal)  com o candidato a futuro presidente do PSD e talvez quiçá primeiro-ministro de Portugal, e com quem entabuei (é assim que se escreve?) numa animada conversa acerca de muitos e variados assuntos que a todos nos preocupam. O que não é todos os dias,  nem está ao alcance de todos (refiro-me ao candidato, é claro).

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Youtuibe

Isto é uma seca mesmo quando chove…

Querem saber porque temos a economia e os empresários que temos ?

Quando há seca o agricultor perde tudo ou quase tudo e quando chove tambem. O Estado, poderia fazer uma conta-corrente, ajudava quando havia prejuízo e recebia quando o agricultor tivesse dinheiro.

As verbas atribuídas, ou melhor, envolvidas, pelo Estado num esquema destes, seriam uma gota de água comparadas com as que são envolvidas nos negócios de “casino” em que a Caixa Geral de Depósitos é perita!

No BPN foram lá metidos dois mil milhões, que grande parte nunca ninguem mais vê. No BPP, foram lá metidos mais uns quantos milhões (não se sabe quanto, pois falta saber a quanto montam os avales que o Estado deu aos outros bancos que meteram lá dinheiro), no BCP está para se saber que montante foi necessário para o Estado ter o controlo do banco privado, na Cimpor a massa que lá anda a sair e a entrar é toda da CGD…

O negócio destes grandes empresários é ir pedir dinheiro emprestado à CGD e depois paga “com o pêlo do mesmo cão”. Se a coisa der para o torto, fazem-se uns ajustamentos “finos”…

Agora choveu e o que se ouve é a EDP dizer que nada tem a ver com o facto dos postes terem caído ( a ideia, muito boa, é que a culpa do temporal é dos agricultores por cujas terras passam as linhas de alta tensão…) a EDP só paga se não houver temporal, isto é, não paga nunca!

Seguros privados para a seca e para o temporal não há, e se há, são de tal maneira caros que inviabiliza a agricultura e as pescas.

Os meus caros leitores sabem como apareceu a “letra comercial”? Um vendedor de alfaias agrícolas nos US percebeu que, quando os agricultores precisavam das alfaias não tinham dinheiro e quando tinham dinheiro não precisavam das alfaias. Já tinham vendido a produção do cereal! Então ele passou a colocar as alfaias no campo contra um papel assinado, e o agricultor usava-as quando precisava delas e pagava-lhe quando vendia a produção. Foi o factor mais importante no desenvolvimento da agricultura nos US!

Pois é, é tudo o ovo de Colombo, o problema é que cá, enquanto se ganhar dinheiro com o “casino ” ,ninguem está preocupado com a lavoura…

Alguém está interessado em saber o estado do PSD?

Não quero abusar da vossa paciência, nem ser indelicado, mas desculpem uma perguntinha: Alguém por ai está interessado em saber o estado do PSD?

Se sim, podem apurar as últimas sobre o estado de saúde do doente neste texto de Constança Cunha e Sá. Ela sabe do que fala.

A LPM anda muito por baixo

Os jornais online (e os blogues) têm caixas de comentários. É bom, e claro que é um risco. Em situações de conflitualidade social com o governo já sabíamos que os profissionais atacam. Por profissionais entenda-se gente que mete o mesmo texto em tudo o que é sítio possível, e/ou glosa os mesmos argumentos que por espantosa coincidência são os que o governo debita nesse dia. Conhecemos também as suas vozes nos fóruns, tipo TSF. Fenómenos espantosos de cozinheiros que debitam sobre educação, energias renováveis ou as finanças públicas, engasgando-se aqui e ali na gíria, exímios em falar com a mesma mestria técnica sobre qualquer assunto na ordem do dia, sobredotados num país de novas oportunidades.

Como temos guerra professores/governo em fase de aquecimento já começaram a atacar, como ontem referi. Pesquei de um dos locais do costume esta pérola, que me parece exemplar no que toca à estratégia, a mesma do ano passado: fazer passar a imagem da classe docente como a de uma cambada de privilegiados, podres de ricos, e sem fazerem nenhum. De salientar que ainda não perceberam a parte em que Sócrates perdeu a maioriazinha, não entenderam que os professores falam directamente com as pessoas, e esta mensagem não passa. Luís Paixão Martins, tens de lhes mudar o discurso, com este já perdeste, e se insistes muito ainda perdes o contrato, embora ganhes outro com o governo seguinte, que a falta de concorrência no mercado é tramada.

Profª Chiquérrima e Fina!

Este comentário já foi retirado pelos coleguinhas mais de 20 vezes! A revolta dos explorados, refiro-me aos professores, principalmente. Eu sou professora e o meu companheiro é…bem, não se pode dizer assim não é, mas também trabalha no Estado; Temos dois filhotes, já adultos, já votam, mas ainda andam na faculdade; Os dois juntos só ganhamos líquidos 6 mil euros! Claro que temos a segurança de sabermos que não nos põem no olho da rua e os horários também são adaptáveis ao nosso modo de vida; Agora até só dou 18h de aulas por semana, o que me permite ir à minha ginástica e ter a minha vida social, afinal somos licenciados! Ele eram as avaliações, as aulas de substituição, as reuniões com os pais, enfim, uma maçada! Parece que vou voltar a votar no PS, afinal esta ministra é nossa amiga e quer livrar-nos de todas aquelas maçadas! Como disse antes, eles, o pai e o menino, votaram no BE e eu e a menina votámos no CDS, sempre era mais adequado à nossa condição feminina e mais chiquérrimo. Mas tenho que aqui confessar que votaremos no partido que prometer acabar com todas aquelas maçadas que referi; Se forem vários a proteger o nosso status, faremos como nas últimas eleições: o menino e o maridão votam num e eu a menina noutro. Beijinhos aos colegas que estão aqui no fórum. Colegas, temos que lutar pela conservação do nosso status! Hoje, colegas, por causa do stress académico, até estou na neve, mas não digo onde por causa dos invejosos. Ai que aliviada estou! Beijinhos!

Destra Sinistra: os blogues que eu leio são melhores que os teus

Ora assim é que é porradinha da boa: “Câmara Corporativa funciona cada vez mais como uma milícia virtual. Quem se mete com eles leva – este é o 1ª mandamento do espírito de milícia”…

Helena Matos no Blasfémias

Numa época de divórcios a blogosfera anda entretida com casamentos:A acreditar no Cardeal Patriarca, Sócrates não…

Rui Castro no Blogue de Direita

É o Paul e nós:Infelizmente para todos nós, e inclusivamente para o vidente José Sócrates, Paul Krugman não vê sinais nenhuns de melhoria no horizonte da economia“.

Jorge Costa no Cachimbo de Magritte

O comprimido azul não explica tudo e a seguir é a poligamia legalizada: “Um governador indiano foi apanhado na cama com três mulheres. O senhor tem 86 anos“.

Rodrigo Moita de Deus no 31 da Armada

É o Natal preferido do senhor indiano anterior: “TROCO A MINHA CEIA DE NATAL…

Animal no Blogue dos Marretas


Sinistra Destra: os blogues que eu leio são melhores que os teus

A Precariedade, seja lá o que isso for, queriam emprego ó idealistas?

Os partidos à esquerda do PS aplaudem a suspensão do código contributivo, não porque este aumente os impostos, mas porque se estava, segundo aqueles, a legitimar a precariedade. Para o PCP e para o Bloco, mais do que penalizar e regular, importa eliminar/ilegalizar a Precariedade (seja lá o que isso for). E é por isso que votaram contra: não se contentam com soluções aquém do ideal.

João Galamba – Jugular

Oxímoro

claro que um homossexual pode adoptar uma criança. basta que não seja casado com outro.

[os meus parabéns ao PS, criar este tipo de oxímoros não está ao alcance de todos].

Clara – Conto de Fuga

Família tradicional

A família tradicional foi destruída quando as mulheres começaram a desenvolver actividades profissionais fora do lar doce lar. Mais tarde foi abatida pela introdução e generalização dos métodos contraceptivos hodiernos e pela emancipação sexual das mulheres, essas porcas, novamente. Pela mesma altura, também foi morta pela televisão, que impôs um fim inglório aos serões de profunda comunhão que todas as famílias tradicionais partilhavam em torno da telefonia. Não consta que a telefonia tenha acabado com a família tradicional, mas não me espantaria que o tivesse tentado.

Eduardo B.- Ágrafo

Já não se fazem bolcheviques como antigamente

Penso que os Ferreira Fernandes deste mundo se arriscam a ser surpreendidos pela realidade básica de que a história das revoluções não ficou encerrada na Avenida Nevsky. Felizmente para ele, os «bolcheviques» de hoje saberão seguramente ser mais suaves do que aqueles que ele tentou, em vão, emular na sua juventude. Tudo faremos para que nunca lhe venham a faltar gelados nem hambúrgueres. Nem gulag, perdão, goulash.

Ricardo Noronha  – 5 Dias

Pedro Passos Coelho e os Blogues

A esta hora o nosso Miguel Dias está a representar o Aventar no almoço organizado pela equipa de Passos Coelho com alguns bloggers do Porto. O Aventar foi convidado a “debater” ideias com o candidato a líder do PSD. Sim senhor, vamos a isso.

Em Paris, no Douro, em Espanha, em Coimbra, em Lisboa, em Famalicão e em todas as outras localidades onde existe um “aventador” estamos à espera do Miguel e das respostas às perguntas que lhe demos.

A título pessoal, entendo que a iniciativa de Pedro Passos Coelho é positiva. Só lhe fica bem. É um sinal que PPC transmite aos seus companheiros de partido e a todos os que se interessam pela política. Eu prefiro aqueles que procuram entender os fenómenos em vez de os amaldiçoar sem os conhecer.

Os suspeitos do costume

Existe uma aparente tendência para colmatar as falhas do nosso sistema judicial através da comunicação social. A fome popular de Justiça confundida com vingança, é saciada na praça pública, para onde, aos poucos, se vai transferindo os julgamentos de figuras públicas, em detrimento dos tribunais.

As constantes violações do Segredo de Justiça, trazendo para a rua aquilo que deveria estar contido nos gabinetes dos magistrados e dos investigadores criminais, são o primeiro passo para algo terrível num Estado de Direito Democrático*: descredibilizar e condicionar a investigação em curso bem como as funções dos tribunais, ao mesmo tempo que sujeita os visados ao degredo da suspeição.

Uma gravidade acrescida quando as fugas de informação procedem, reiteradamente, das instituições que deveriam proteger essa mesma informação.

Trata-se de autêntico terrorismo institucional, cujos agentes nunca têm rosto.

Reitero que se trata de uma “aparente tendência para colmatar falhas”, exactamente porque o que parece é que se está, sim, a institucionalizar o ópio do linchamento virtual: como não se acredita na Justiça, aproveita-se e os visados são condenados na praça pública, saciando os ímpetos e as ganas de vingança dos populares, para, no fim, ninguém, ou quase ninguém, sair condenado em sentença.

Este ópio, como qualquer outro, é pernicioso para uma sociedade democrática, tanto quanto ilude que Justiça é feita. A sociedade fica iludida que algo acontece ou vai acontecer, o êxtase do achincalhamento tão poderoso e viciante, para, depois, vir a ressaca do vazio a exigir mais uma dose.

Tudo isto faz-me lembrar a frase “Prendam os suspeitos do costume!”, do Capitão Louis Renault, no clássico “Casablanca”. Esta ideia de “suspeitos do costume” assenta numa distorcida lógica que contraria princípios básicos de legalidade e de Justiça: não importa os factos, o apuramento da verdade e a aplicação do Direito nos tribunais, mas sim estabelecer suspeitos.

Podemos não gostar das pessoas por diversas razões (políticas, clubísticas, etc). Mas não podemos é esquecer que a suspeição como estatuto, é um dos alicerces do despotismo.

 * Consagrado pelo artigo 2º da Constituição da República Portuguesa.

(Texto publicado no semanário famalicense “Opinião Pública”, em 16/12/2009)

Viver não custa. O que custa é saber ensinar a viver

Para Ana Paula Vieira da Silva, que sabe viver e ensinar a viver

Sem saber como, nascemos. Nascemos sem saber muito bem porquê. Somos resultado da paixão dos nossos adultos.

essa paixão casta que dá crianças

essa paixão casta que dá crianças

Essa paixão que não permite pensar, apenas agir. Essa paixão que tem, quase sempre como consequência, dar vida. O caminho ao Gólgota começa [1]. Dizer que viver não custa e, a seguir, referir o caminho ao calvário, parece uma contradição. No entanto, contradição não é. Dizer que viver não custa é já definir esse caminho semeado de espinhos dos preços, dos horários de trabalho prolongados, das esperas imensas de transportes lotados. De lutar contra a doença, porque o dinheiro descontado, no parco salário, faz falta. Um desconto feito pelos mais poderosos que apenas querem continuar a acumular riquezas com a força de trabalho dos outros. Estes espinhos são inevitáveis. A vida ensina como somos matéria e que essa matéria ou se cansa ou se aborrece ou nem sabe como se entreter. Não é em vão que Alice Miller comenta o que está na citação de nota de rodapé [2].

criança isolada para ser bem dotada

É por meio destas ideias de Alice Miller, do abuso que as crianças sofrem ao serem sempre consideradas pessoas cuja dotação intelectual é inferior ao normal, que entendemos finalmente, que viver não custa, o que custa é ensinar a saber viver. Viver não custa desde que se saiba escapar às doenças, entender de economia e gerir o corpo e a inteligência, com diligência e com informação.

Os mais novos aprendem estas ideias e outras, pelo real calvário dos seus pais, esses adultos que são a força de trabalho de uma nação, como já advertia Marcel Mauss em 1924 [3].E mais nada digo, excepto acrescentar que quer a análises das crianças, como faz Alice Miller e eu próprio, parecem enganar aos mais novos para não ver o Gólgota dos seus pais, trabalhos que também eles fazem e que o Estado e as Confissões Religiosas avalisam, com provo no meu livro citado e outros escritos por mim sobre o aspecto religioso da cultura, que ensinam como desde muito novos, devem trabalhar, saber de essa resignação a escravidão da crianças e subordinação ao que os adultos mandam, para poder lucrar com eles, como proletários[5]

rapaz pre púbere, proletário, a trabalhar

rapaz pre púbere, proletário, a trabalhar

Este texto é apenas um esboço de um livro que acabo de publicar com outro título: O presente, essa grande mentira social. A reciprocidade com mais valia, Afrontamento, Porto Texto debatido com Ana Paula, que merece, de longe, este ensaio, porque me ensina e vice-versa.

São saberes em desencontro [6], entre adultos e crianças, que acabam por se abater nos mais novos. Por esse motivo, ou são punidos… ou são levados ao especialista, sabe Deus, para quê. Normalmente, na má empregue psicanálise que nada adianta. Eis porque viver não custa, o que custa é ensinar a viver no meio das ideias aqui sintetizadas.

Não há beleza naquela parte da cidade. Não se encontra cartão postal sendo vendido pelas ruas e nem turistas querendo fazer uma visita. Nunca nenhum artista fez uma música do tipo; “Cidade maravilhosa…”. Mas o que se vê é um lugar sombrio e cheio de pedras.

“Levando a sua própria cruz, ele saiu para o lugar chamado Caveira” (João 19:17). Foi assim que João descreveu aquele momento.

operários sem meios de produção

operários sem meios de produção

Ao aprender estas ideias de resignação, especialmente a ideia pela qual continuo a lutar de que a religião é a lógica da cultura, como reitero em vários textos, especialmente no texto do seminário de Universidade da Beira Interior, Beira Alta, Em Nome de Deus [4], é já na catequese que a criança aprende o que é bom e mau. As crianças se exprimirem o que sentem e fizerem como entendem, são punidas. Daí que viver não custa: os adultos guardam os seus pensamentos, incutidos nos mandamentos religiosos, adaptando-os a sua realidade.

É no meio desta contradição que as crianças tentam aprender…

crianças em catequése a aprender resignação

crianças em catequese a aprender resignação

Raúl Iturra; Jornal “a Página” , ano 10, nº 102, Maio 2001, p. 24.

E em Aventar, 24.11.08

[1] Gólgota é sempre definido como Calvário, mas não como um Calvário qualquer: Calvário (em aramaico Gólgota) é o nome dado à colina que na época de Cristo ficava fora da cidade de Jerusalém, onde Jesus foi crucificado. Calvaria em latim, (Kraniou Topos) em grego e Gûlgaltâ em transliteração do aramaico. O termo significa “caveira”, referindo-se a uma colina ou plano que contém uma pilha de crânios ou a um acidente geográfico que se assemelha a um crânio.

[2] A relação psicanalítica, a que chama de pedagógica, onde o terapeuta tem um projecto explícito ou implícito para o seu paciente e tudo faz para engajá-lo em sua verdade preestabelecida; em contraposição, a atitude não – pedagógica, onde o terapeuta tenta criar condições para o desenvolvimento individualizado do parceiro daquela viagem a um País desconhecido que ainda não existe. Em Alice Miller, 1984: MILLER, Alice. Thou Shalt not be Aware: society’s betrayal of the child. N.Y., Farrar, Strauss, Giroux, em: http://www.google.pt/search?hl=ptPT&q=Alice+Miler+Thou+shalt+not+be+aware&btnG=Pesquisa+do+Google&meta=, traduzido ao luso-brasileiro, em 1986, como: O Drama da Criança Bem Dotada, (1994 em alemão, Frankfurt am Main,1998 em Castelhano, Tusquets, Barcelona : como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos. Texto que diz: Alice Miller mostra como somos desviados dessa verdadeira natureza humana por um processo educativo alienante e caduco, obrigados a satisfazer exigências explícitas e dissimuladas de nossos pais, para nos sentirmos merecedores do seu amor.

[3] Mauss, Marcel Essai sur le don. Forme et raison de l’échange dans les sociétés archaïques (1923-1924),     l’Année Sociologique, Seconde Série, Felix Alkan, Paris, aparecido como livro da Press Universitaires de France ou PUF, em 1950, Paris, intitulado de L’essai sur le don, prefaciado por Claude Lévi- Strauss. Em língua portuguesa: Ensaio sobre a dádiva, Edições 70, duas edições, 1988 e 2001. O texto pode ser lido em língua francesa, em linha em formato Word 2001 à télécharger, em : http://classiques.uqac.ca/classiques/mauss_marcel/socio_et_anthropo/ 2_essai_sur_le_don/essai_sur_le_don.doc

[4] Comentado em: http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S000325732005000300015&lng=es&nrm=iso, Analise Social n.175 Lisboa Jul. 2005.

[5] O Gólgota não é um lugar que faz alguém sorrir toda vez que se passa por ele. Crianças não pedem para brincar lá. Famílias não fazem piqueniques naquele local. Programas infantis não são gravados e nem excursão escolar quer ir para o Gólgota.

[6] Comentado também em Saberes em desencontro. O desabamento da criança.

Representantes do Porto – Gustavo Pimenta (PS)

Nesta quarta edição de Representantes do Porto falei com Gustavo Pimenta, líder do grupo socialista na Assembleia Municipal do Porto.
O tema principal foi naturalmente o Orçamento e Plano de Actividades que tinha ido a votação no dia anterior (22-dez) mas falamos também do Parque da Cidade, de Orçamentos Participativos e da representatividade dos deputados na Assembleia da República

Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast através deste link .
Duração total: 56:45
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A máquina do tempo: em demanda de Eça* (3)

– Foi, por certo uma época muito interessante.

– Não tenha dúvida. Aquela época foi uma pequena Restauração, tanta era a vida, a seiva espiritual, a vaga convulsão melodiosa da alma. Adorávamos o teatro. O teatro era a paixão, a luta, a dor, o coração arrancado, e gemendo, sangrando, rolando sobre uma cena resplandecente. O nosso teatro – era Shakespeare e Hugo, e os cómicos espanhóis, sombrios e magníficos, do século XVI.

– Que papéis desempenhava?

– A minha versatilidade não foi grande. Era pai nobre. Durante três anos, como pai nobre, ora grave, opulento, de suíças grisalhas, ora aldeão trémulo, apoiado ao meu cajado, eu representei entre as palmas ardentes dos académicos, toda a sorte de papéis de comédias, de dramas – tudo traduzido do francês. Por vezes tentávamos produzir alguma coisa de mais original, de menos visto que a Dama das Camélias, ou o Chapéu de Palha de Itália: reunimo-nos com papel e tinta; e entre aqueles moços, nascidos em pequenas vilórias de província, novos, frescos, em todo o brilho da imaginação, uma só ideia surgia: traduzir alguma coisa do francês.

Um dia, porém, Teófilo Braga, farto da França, escreveu uma drama conciso e violento, que se chamava Garção. Era a história e a desgraça do poeta Garção. Eu representei o Garção, com calções e cabeleira, e foi sublime; mas o Garção foi acolhido com indiferença e secura. E só um grito ressoou nos bastidores: «Ora aí têm… um fracasso! Pudera! Peças portuguesas!…» [Read more…]

Apontamentos de Inverno (5)

Arcos de Valdevez

(Rio Vez, Arcos de Valdevez)

Crónica de Paris (um salto a Fontainebleau)

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Foi uma aventura, a ida a Fontainebleau, que fica a 70 quilómetros a sul de Paris. Decidi aceitar o empréstimo de um carro velhote e lá me aventurei eu pelas ruas de Paris. No início estava com receio, mas depois de enfrentar diariamente os selvagens das estradas portuguesas, cheguei à conclusão de que nada havia a temer. Ainda por cima, emprestaram-me um GPS que parecia funcionar lindamente.

Para lá, à excepção de alguns enganos, que a macaca do GPS assinalava de imediato, mesmo sendo insultada por mim, tudo correu às mil maravilhas. Por várias vezes, dei a pensar de mim para mim nas maravilhas da tecnologia, que permitem meter uma pessoa inteira, só com os olhitos de fora, dentro de um aparelho tão pequeno como é um GPS.

No regresso a Paris é que foi pior. A bruxa deixou de piar e, por mais que tentasse, não mais tugiu nem mugiu. Pela auto-estrada, as placas indicativas não enganavam. Quando foi altura de escolher por qual das portas da cidade devia entrar é que tudo correu para o torto. Como não fazia a minima ideia e na Auto-Estrada (a Peripherique, uma espécie de VCI) estava muito trânsito, tomei uma decisão trágica: sair logo na primeira porta e depois procurar o caminho. Afinal, é o que faço no Porto quando nao sei o caminho: vou por qualquer lado até perceber onde estou e chego sempre onde quero.

Esqueci-me que Paris é um bocadinho maior do que o Porto. Por mais quilómetros que andasse, não conhecia nenhuma rua nem placa. Percebi então que estava numa outra cidade dos arredores de Paris. Dei voltas e mais voltas mas, uma hora depois, já estava outra vez a caminho de Fontainebleau. Tudo acabou em bem depois de um telefonema salvador.

Quanto à cidade, cresceu e desenvolveu-se em redor de um velho Mosteiro medieval. No mesmo local, viria a nascer aquele que é hoje o seu mais importante monumento: o Palácio Real, símbolo do Absolutismo francês e mesmo do imperialismo napoleónico. A entrada custa 8 euros, com audio-guia incluído, mas vale bem a pena.

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As conversas que se ouviriam em Portugal…

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Karsten Nohl é engenheiro informático, 28 anos licenciado nos Estados Unidos. Ele e a sua equipa conseguiu, às custas de um equipamento de três mil euros e tabelas de código, quebrar o algoritmo A5/1, utilizado para garantir a privacidade dos telefonemas das redes de 2G. Ao longo dos últimos seis meses esteve a ouvir, com toda a facilidade, conversas alheias.
Por estranho que pareça, a lucrativa indústria de telecomunicações usa a mesma encriptação desde há 21 anos nas redes Global Systems for Mobile (GSM), utilizadas nos telemóveis, abrangendo 80 por cento dos 4,3 mil milhões de cartões activos.

Claro que a GSM Association não achou piada nenhuma à investigação de Nohl. Mas devia achar. Como avestruz que prefere não encarar o problema e as falhas detectadas, e tão laboriosamente escondidas, considerou o trabalho "ilegal" e "contra-intuitivo", já que o objectivo seria promover a privacidade dos telefonemas. Por isso, preferiu atacar o mensageiro.

A organização garantiu que esta descoberta não ameaça a segurança do sistema mas agora ninguém tem a certeza. A começar pelos órgãos políticos e de justiça em Portugal.

AS VICISSITUDES DE SERMOS PAIS

Para os meus filhos Camila e Felix, que passam ao estatuto de pais, em breve dias ou horas… e eu, avô do quarto descendente da família, com essa ansiedade da espera…

Faz dois dias, neste mesmo sítio, falei de amor e paixão. Definia o amor como um sentimento duradouro e a paixão, uma emoção que dura o que deve durar. As definições estão no texto e ao texto remeto-me.

Apenas que não referi que a paixão é curta, enquanto que o amor é duradouro. Especialmente se esse olhar nos olhos reflecte uma atracção que pode ser duradoura. Duradoura, tempo que transcorre entre a primeira vez que duas pessoas se encontram, e o derradeiro dia em que tudo acaba, seja divórcio, separação ou a morte de um membro do casal. Na minha lembrança, encontra-se viva a ideia da emotividade que o amor entrega. Amor que pode passar a ser uma paternidade/maternidade de um pequeno ser que nasce da fusão dos corpos que, com delicadeza e com carícias gentis, se procuram, onde cada beijo é uma rosa vermelha que não lacera, mas enternece…, essa ternura que um casal capaz de criar, sabe entregar… [Read more…]