Crónica de Paris (um salto a Fontainebleau)

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Foi uma aventura, a ida a Fontainebleau, que fica a 70 quilómetros a sul de Paris. Decidi aceitar o empréstimo de um carro velhote e lá me aventurei eu pelas ruas de Paris. No início estava com receio, mas depois de enfrentar diariamente os selvagens das estradas portuguesas, cheguei à conclusão de que nada havia a temer. Ainda por cima, emprestaram-me um GPS que parecia funcionar lindamente.

Para lá, à excepção de alguns enganos, que a macaca do GPS assinalava de imediato, mesmo sendo insultada por mim, tudo correu às mil maravilhas. Por várias vezes, dei a pensar de mim para mim nas maravilhas da tecnologia, que permitem meter uma pessoa inteira, só com os olhitos de fora, dentro de um aparelho tão pequeno como é um GPS.

No regresso a Paris é que foi pior. A bruxa deixou de piar e, por mais que tentasse, não mais tugiu nem mugiu. Pela auto-estrada, as placas indicativas não enganavam. Quando foi altura de escolher por qual das portas da cidade devia entrar é que tudo correu para o torto. Como não fazia a minima ideia e na Auto-Estrada (a Peripherique, uma espécie de VCI) estava muito trânsito, tomei uma decisão trágica: sair logo na primeira porta e depois procurar o caminho. Afinal, é o que faço no Porto quando nao sei o caminho: vou por qualquer lado até perceber onde estou e chego sempre onde quero.

Esqueci-me que Paris é um bocadinho maior do que o Porto. Por mais quilómetros que andasse, não conhecia nenhuma rua nem placa. Percebi então que estava numa outra cidade dos arredores de Paris. Dei voltas e mais voltas mas, uma hora depois, já estava outra vez a caminho de Fontainebleau. Tudo acabou em bem depois de um telefonema salvador.

Quanto à cidade, cresceu e desenvolveu-se em redor de um velho Mosteiro medieval. No mesmo local, viria a nascer aquele que é hoje o seu mais importante monumento: o Palácio Real, símbolo do Absolutismo francês e mesmo do imperialismo napoleónico. A entrada custa 8 euros, com audio-guia incluído, mas vale bem a pena.

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Comments

  1. Luis Moreira says:

    Reparaste que o trono está vago? É só ocupar Marquez de Rio Tinto!

  2. Carlos Loures says:

    O Nuno Castelo-Branco é também um sério candidato.

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