A real orquestra Sinfónica de Viena

Todos os anos, o mais belo espectáculo televiso, é transmitido no dia 1 !

É só despachar o almoço ( ainda cheios da noite anterior não custa nada ) procurar um lugar sossegado e deixar-se ir nas asas geniais da música de Mozart, Strauss, Malher, Haendel…

Num ambiente de uma beleza indescritivel, com gente bonita e culta que esgota a Ópera de Viena seis meses antes (belíssimo edificio, só para o visitar é preciso pagar, e nas suas cercanias actores vestidos a preceito, vendem e dão a conhecer tudo sobre a história daquele edificio) e executada por músicos exímios, a música de sempre tem um efeito de “levitação” que muito poucas vezes alcançamos.

A Companhia de bailado, com os artistas a dançarem nos largos e belos salões , a participação do público (profundamente conhecedor) em sintonia com a orquestra e o maestro (o maestro de hoje tem 83 anos), as vozes belíssimas dos jovens do “Coro de Viena ” todos com menos de catorze anos, constituem um espectáculo admirável que nunca perco.

E não acreditem que seja preciso saber música ou a história da música ou o ano de nascimento de Mozart…

Comments


  1. Eu aí sou obrigado a revelar a minha mais profunda ignorância… mas… quer dizer, não posso não concordar com a definição do melhor espectáculo do ano… acontece que eu não consigo ver… é quase como conseguir ver o sozinho em casa… é como apanhar trânsito a caminho do shopping ou comer bolo reio… faz parte do pacote! Se calhar é por isso, ou não… mas, …

  2. carla romualdo says:

    Só que o teatro é tão bonito, as rosas tão perfeitas, o público tão civilizado (não aplaude entre andamentos nem tosse nem boceja), que se torna um bocadinho… irritante. Mas deve ser preconceito de quem está habituada aos latinos

  3. xico says:

    Caro Luís Moreira
    Em primeiro lugar duas correcções:
    O espaço onde decorre o concerto não é a ópera de Viena. Fica distante daquela cerca de 350 metros, e situa-se numa avenida paralela à do ring onde está a ópera. Situa-se em frente à Karlsplatz, onde está a belíssima igreja barroca do mesmo nome. É a musikverein, sede da orquestra filarmónica de Viena e aqui chegamos à segunda correcção. A orquestra é a filarmónica de Viena e não a real orquestra sinfónica que creio não existe. É filarmónica porque as decisões da sua administração são tomadas por voto democrático de todos os seus membros, diferente portanto de uma sinfónica que em princípio depende do estado ou de privados, como é o caso da orquestra da opera estatal de Viena, de onde vêm muitos dos músicos da filarmónica.
    Creia também que o nosso teatro de S. Carlos é bem mais bonito, no seu interior, do que a ópera de Viena. O musikverein no entanto é uma sala típica para audição de concertos não sendo possível a representação de óperas.
    É sem dúvida um belo espectáculo televisivo, mas quanto à cultura dos que assistem, creia que já vi nesses lugares muita falta dela.
    Não vi o concerto pelo que não posso garantir, mas duvido que se tenha tocado Haendel. Mahler talvez uma vez que foi regente desta orquestra, mas parece-me difícil num concerto ligeiro como este onde abundam as marchas, as polkas, os galopes e as valsas.
    Quanto às tosses tem que se lhe diga. Em viena, na volksoper (opera do povo) vi darem rebuçados para evitar as tosses, pelo que não lhes deve ser estranho o assunto, principalmente no Inverno.

  4. Luis Moreira says:

    Meu caro Xico, claro que só há uma orquestra, tambem já visitei todos esses palácios e se calhar não os sei distinguir.mas esqueceu-se do mais importante e que sublinho a terminar o texto. Nada, mas mesmo nada, do que diz tem qualquer interesse. Maravilhar-se com a música é que vale a pena…

  5. xico says:

    Meu caro Luís Moreira
    Peço desculpa se soei arrogante, longe de mim tal ideia.
    Quis só elucidar alguns aspectos a quem o lê.
    Folgo que se consiga maravilhar com a música e também acho que vale a pena esse sentimento.
    Fico também contente que não ache nada do que eu disse com interesse. É certamente por ser uma pessoa cheia de interesse o que não é o meu caso. Um simples leitor do seu comentário.
    Peço desculpa se lhe tomei o seu tempo.

  6. Luis Moreira says:

    Não tomou tempo nenhum, mas quando se fala em música erudita, não contenho a irritação de me quererem mostrar em que idade é que o Mozart escreveu a primeima obra prima. Não tem nada a ver com música, e é por haver essa “visão” que qundo se vai a S. Carlos estão lá os mesmos de sempre. Ou na Gulbenkian. Basta ouvir, não é preciso ser-se historiador.
    E perdão se fui ríspido, não tive essa intenção!


  7. Eu mantenho a minha, música ok, o resto nem por isso…

  8. xico says:

    Meu caro Luis Moreira,
    Concordo inteiramente consigo, mas se reparou não quis dar-lhe qualquer lição de música até porque para isso não estou habilitado, embora julgo ser importante para a apreciação da obra de arte conhecer pelo menos a época do artista, porque a arte evolui com a história do Homem, política, economica e ideológica, embora lhe jure que não faço a mínima ideia em que ano nasceu Mozart.
    Falei-lhe só de arquitectura (na confusão das salas) e na forma peculiar da administração e gestão das orquestras, que julgo ser discussão muito necessária para Portugal.

  9. Luís Moreira says:

    Meu caro Xico, agradeço a sua atençao, eu reagi mal e peço-lhe desculpa. Mas a verdade é que se tiver paciẽncia verá, nos intervalos dos espectaculos, que as conversas versam sobre a carreira da fulana e do fulano.Tudo numa de erudição musical.
    Por isso, um belo dia travei o passo, ali na Av de Roma, ao maestro Vitorino de Almeida (andava ele com a Barbara Guimarães por Viena, com uma série de programas sobre música e autores do melhor que por cá se viu…) e diz-me ele: apure o ouvido ! Curiosamente, acabou essa série de programas a dar esse conselho. Ouça a música!

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