A opinião de Luis de Camões sobre o acordo ortográfico

Como em qualquer polémica há argumentos para todos os gostos. Os argumentos idiotas, de um lado ou do outro, irritam-me. Na imagem temos a ortografia de Luís de Camões, ou para ser exacto das primeiras edições impressas da sua obra que o manuscrito não chegou aos nossos dias, demonstrando o ridículo deste argumento:

Uma banda de infiéis à obra-prima que possuímos, a nossa bela língua portuguesa, tal como a praticavam Eça, Camões, Pessoa, Camilo, Aquilino, Miguel Torga e tantos e tantos outros, (…)

E não é  que de todos os autores citados apenas o otorrinolaringologista terá publicado em vida com as actuais normas ortográficas?  Chama-se desonestidade, a invocação da nossa língua como sendo o que sempre foi neste caso no capítulo da grafia, mas também se pode chamar ignorância, ou nacional-parvoísmo, que é a mesma coisa.

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