Orçamento: governo não mostra o jogo

Constâncio já veio dar o pontapé de saída. O déficite tem que ser dominado já em 2010. Isto traduzido quer dizer que o governo vai tentar  a) controlo das despesas b) o investimento sabemos que não c) aumentar impostos,d) vender património e empresas

O a) sabemos qual é o resultado, não é controlado nada, pelo menos ao nível que seria necessário. o b) investimento, sabemos que pelo contrário, o governo não desarma dos mega-investimentos, o que virá aumentar a dívida e com taxas de juro cada vez maiores. Resta o c) aumentar impostos, e para ser rápido e pouco doloroso vai ser o IVA, o d) já pouco há a vender e os tempos não estão para compras.

Isto é o habitual, o Estado precisa de dinheiro vai buscá-lo ao bolso dos contribuintes!

Andou a utilizar o dinheiro dos contribuintes para fechar buracos na banca, resultantes de negócios especulativos e , a mais das vezes, fora da lei, mas com governos destes a música é sempre a mesma.

Hoje, na imprensa, já apareceram as vozes do costume, é preciso estabilidade, deixar passar o Orçamento, a Oposição não pode cair em tentação…

Ora, o que resta da margem de manobra política, tem que ver com a dívida, e esta tem que ver com os mega-investimentos, e estes têm contra, o Presidente da República e o PSD e, a favor, com nuances, o PS e o PCP e o BE.

O CDS está numa embrulhada quer investimentos mas para as PME, vai dar uma no cravo e outra na ferradura?

E o PCP e o BE com a dívida monstruosa, vão escolher o quê? Mais dívida? É por tudo isto que o PS e o governo não mostram o jogo!

Pelo menos atrasar os mega investimentos em TGVs, manda o bom senso que seja a a medida a tomar, mas contra o bom senso temos a fome insaciável das grandes empresas e dos gabinetes de advogados e consultores, e a Banca!

Hoje, já se fala sem rebuço, no congelamento de salários na função pública como única forma de conseguir suster a despesa. Milagres não há e, no nosso caso, também não há mérito, pelo que vamos assistir a trocas entre investimentos que não se fazem já, e cortes nos salários dos trabalhadores.

Como todos previam e que só Sócrates e o seu séquito, negavam. Mas o que tem que ser tem muita força, e o momento da verdade mais tarde ou mais cedo, chega. Vai chegar com o Orçamento!

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