Obrigado.

Um dia li algures: “Não expliques, os teus amigos não precisam e os teus inimigos não acreditam”. Um tipo lê tanta merda na vida que se esquece onde leu coisas realmente interessantes.

Daí ter perfeita noção que este post é desnecessário. Mas seria injusto se não partilhasse com todos o que me vai na alma sobre o apagão do Aventar. Todos nós aventadores estamos aqui por prazer, pelo gozo da partilha de ideias, pelo divertimento que o blog nos dá e pela possibilidade, quiçá utópica, de criar opinião interessante e importante para os outros. Tal como milhões de bloggers por esse Mundo, é por gosto e com gosto. Os minutos e as horas no Aventar são retiradas aos amigos, aos familiares e a tantas outras coisas que nos rodeiam. Assim se explica a nossa raiva quando ficamos offline.

As citações na imprensa, a ocupação das conversas de café, os links noutros blogs e os números no contador de visitas são medalhas, são a retribuição. A discussão é a génese. É o nosso orgasmo digital.

Estarmos offline é a mais profunda dor digital. Daí a raiva que se apoderou durante dia e meio. Momentos em que a palavra Esotérica significou o diabo em corpo empresarial.

Como em todas as histórias, existem vilões e heróis. E o Aventar teve os seus heróis. Foi deles que me lembrei quando hoje ao almoço reparei nos olhos e cara cinzenta de um amigo sentado numa mesa distante do restaurante. Ele estava fisicamente de rastos. Esteve toda a noite, depois de um dia inteiro de trabalho, depois de se ter levantado às 05h30 da madrugada para cumprir os seus deveres profissionais, repito, esteve toda a noite a trabalhar para colocar novamente online o Aventar. Este eu vi, os outros dois heróis não vi, não almoçam no mesmo local. Este, que eu vi, que o considero como um Amigo, estava de rastos e quando ao final da tarde lhe liguei, estava ele a regressar a casa, senti na sua voz um cansaço misturado de adrenalina por ter conseguido cumprir uma missão: o Aventar novamente de pé e à ordem de todos os leitores.

Este amigo foi quem, nas origens do Aventar, me convidou a partilhar este espaço com todos vocês, que me proporcionou o prazer de voltar a ser feliz na blogosfera. A ele devo a subida honra de ter conhecido toda esta equipa fantástica.

Por isso, meu caro José Freitas, escrevo estas linhas como forma de reconhecimento e agradecimento pelo espectacular trabalho que tu e mais dois companheiros do Aventar (o Artur Moreira e o JJ Cardoso) fizeram neste dia de apagão e é a minha homenagem, personalizando em ti, a todos os aventadores que perderam horas e horas de descanso em nome deste projecto colectivo.

Vocês são, justamente, os nossos heróis.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.