O Orçamento de todas as desilusões

Como há muito aqui defendíamos, o Orçamento seria a o momento da verdade, para Sócrates e o seu ministro das Finanças. O PSD e o CDS não podem de forma nenhuma embarcar num documento tão importante, sem que as contas reais sejam a base da discussão.

O PSD baseia os seus argumentos em duas questões absolutamente essenciais. O controlo da dívida e do déficite das contas públicas. Quanto à dívida, se continuar a crescer, será a hipoteca da nossa vida colectiva, como se está a ver com o exemplo da Grécia. É o factor determinante para a economia poder crescer, ao actual nível e, bem pior, com as grandes obras públicas que o governo teima em levar por diante, uma parte muito significativa do rendimento nacional sairá do país, à conta do serviço da dívida. E, sem controlo do déficite, é bem de ver que será coberto ou com o empobrecimento dos cidadãos ou com mais dívida.

O CDS luta pelo racionamento na atribuição do salário mínimo e pela descompressão dos impostos sobre as PMEs, condição essencial para prover a sua existência e viabilidade, mas isso custa dinheiro, e os socialistas precisam de mais dinheiro e não de menos.

O verdadeiro retrato da situação financeira está aí, que Sócrates andou a esconder com as parcerias público/privada ( contratos leoninos contra o Estado), com os déficites acumulados em empresas públicas, especialmente na área dos transportes, onde os déficites acumulados montam a muitos milhares de milhões de euros e que fará saltar a dívida dos actuais irreais 90% para 120%.

É uma situação dramática que exige verdade!

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