O polvo = insaciável cefalópode

Todos nós, quando falamos do polvo, achamos que se trata de um animal com tentáculos e que pouco mais tem. Pois acreditem que estamos bem longe da verdade científico-político-corrupta. Recentes estudos mostram que o polvo tem uma capacidade extraordinária de se adaptar a novas situações, de regenerar partes perdidas do próprio corpo e de atacar pela certa, pacientemente escondido em buracos, até que as presas estejam a jeito.

De preferência presas de menor volume físico, digeríveis pelo seu estômago insaciável e silenciosas mesmo quando estão a ser “devoradas”. O polvo vomita os restos não digeríveis e avança à velocidade dos seus oito braços (octópode), sempre à procura de buracos e de presas. É insaciável, se não for travado não é ele que se trava (ainda não se lhe descobriram travões) pelo que têm que ser as potenciais presas, em conjunto, a defenderem-se .

No fundo do seu buraco (múltiplos, vai mudando, mas nunca abandona totalmente ) quando acossado, esperneia e é mesmo capaz de colocar a falar cada um dos seus tentáculos, capacidade extraordinária e nunca vista noutro animal. Pensou-se (e ainda não há certezas absolutas) que o polvo, em vez de distribuir os seus tentáculos, distribui “clones” de si próprio e que “funcionam” em “rede”, chegando mesmo a contactar uns com os outros para acertar tácticas e estratégias.

Quando o perigo é eminente, cada um destes “clones” autodestrói-se para alimentar e manter o “polvo original, passando para a frente da batalha e protegendo o “cérebro” (espécie de server,informaticamente falando) . Há mesmo quem já tenha visto alguns desses “clones” no afã de proteger, atingir mortalmente a “abelha mãe” (chamesmo-lhe assim, para que melhor se possa compreender a coisa).

Das poucas certezas que se têm, é que ou acabamos com ele ou ele acaba cá c’a gente!

Comments

  1. António Soares says:

    Bom argumento para cinema,Luís,só é pena os actores custarem-nos tantos euros…e ter figurantes a mais.

  2. maria monteiro says:

    para não acabar cá c’a gente o melhor mesmo é tomar uma vacina anti-polvo… mas atenção, andam por aí umas no mercado paralelo que são falseadas: são anti-po(l)vo

  3. António Soares says:

    O António Aleixo dizia:Quem trabalha para comer, não rouba o pão a ninguém,quem não ganha o pão que come ,come sempre o pão de alguém…há anos que ele disse isto…continua actual.

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