António Costa é um pateta alegre

Transformar um gravíssimo caso de corrupção da Justiça num fait-divers, entre duas piadolas de mau-gosto, não é coisa de primeiro-ministro, mas de um pateta alegre.
O que não vale estar em causa «o clube que nos une».

Nem que te fodas todo, ó Nando!

Até te fica bem. Demonstra gratidão e serviço. Defender os que te lá puseram, te cobrem e te mantêm. Mas este tipo de embustes, já deram o que tinham a dar. Este género de merdas, tão utilizado na política, acabou com a reforma de uns tantos que passaram à inenarrável categoria de senadores da nação (vá-se lá saber o que é isso).

[Read more…]

Manuais escolares – Se for verdade, é crime!

Do muito que há para dizer sobre o vergonhoso negócio dos manuais escolares (a grande reportagem da TVI é imperdível), houve uma denúncia, feita por uma professora, que me chocou particularmente.
Diz essa professora, na reportagem, que em determinada escola os professores de um grupo disciplinar reuniam para adoptar o manual que iria ser utilizado nos 6 anos seguintes. E nesse momento exacto, irrompeu pela sala um representante de uma editora que, apresentado pela presidente da reunião, tentou convencer os professores presentes a adoptarem o seu manual.
Não sei se o manual dessa editora foi adoptado. Independentemente de ter sido ou não, estamos em presença de um crime. Não é apenas algo de imoral, de eticamente reprovável – é um crime, cometido pela editora e por aqueles que permitiram a entrada do sujeito na escola e, de forma agravada, naquela reunião.
E se é um crime, alguém tem de investigar.

Excelente Notícia

O Polvo está disponível para Portugal. Eu aprovo.

Desta vez é no prato

Governo vai promover o polvo.

Receita infalível para meter pessoas escorregadias na cadeia

No fim, ainda fica com a covete para fazer um arrozinho.

O «polvo» Armando Vara na CGD: A carta dos funcionários do Banco

Pelos vistos, Armando Vara continua a ter muito poder dentro da Caixa Geral de Depósitos, mesmo que há uns anos tenha rumado a outras paragens.
Os funcionários estão incomodados com a situação e já puseram um documento a circular, que já é do conhecimento do Governo.
Vale a pena ler até que ponto Sócrates e o aparelho do PS fizeram da Caixa Geral de Depósitos um dos seus quintais.

O Sol em formato pdf

O Sol quando nasce que seja para todos.

As primeiras 7 páginas da tal edição. http://d1.scribdassets.com/ScribdViewer.swf

Crónicas de um governo sem receio que já  levam um granadeiro a sentir-se encornado.

Posts históricos da blogosfera: o polvo

Se há coisas de que gosto é de polvo. Cosido, assado, estufado, em pastéis, feito com arroz, seco, enfim, só não gosto é de cru. Também nunca provei.
O meu amigo “Mar Fossas”, um dos profissionais destacados na arte da pesca ao octópode, tem sempre a gentileza de me ofertar um exemplar ou mais, dependendo sempre do peso do animal bem como da fartura da captura, quando me encontra no Porto de Abrigo da minha Sesimbra.
Pois este meu amigo, com o qual compartilhei aventuras que não consigo narrar aqui, pescador que, como ele comprova, assobia aos polvos e eles vêm ter com ele, merece que eu lhe dedique este post.
Portanto, em discurso directo:
– João, apanha este se fores capaz…

Image  Hosted by ImageShack.us

pexito 23 janeiro 2005

Sermão de Santo António aos Peixes: O Polvo

“Mas já que estamos nas covas do mar, antes que saiamos delas, temos lá o irmão polvo, contra o qual têm suas queixas, e grandes, não menos que S. Basílio e Santo Ambrósio. O polvo com aquele seu capelo na cabeça, parece um monge; com aqueles seus raios estendidos, parece uma estrela; com aquele não ter osso nem espinha, parece a mesma brandura, a mesma mansidão. E debaixo desta aparência tão modesta, ou desta hipocrisia tão santa, testemunham constantemente os dois grandes Doutores da Igreja latina e grega, que o dito polvo é o maior traidor do mar. [Read more…]

O Novo Pastorzinho

Minha Nossa Senhora, isto está complicado, ajudai-me e dai-me mais um ou dois apêndices não segmentados, geralmente flexíveis para resolver de vez estas chatices.

Como sabeis, minha Nossa Senhora, tudo isto não passa de uma cabala contra mim. São tudo mentiras ditas por meia dúzia de garotos!

Vá lá, ajudai-me, safai-me desta que eu prometo não falar mais ao telemóvel.

Ao nascer, o Sol também deveria ser para mim, mas não desta maneira.

O polvo = insaciável cefalópode

Todos nós, quando falamos do polvo, achamos que se trata de um animal com tentáculos e que pouco mais tem. Pois acreditem que estamos bem longe da verdade científico-político-corrupta. Recentes estudos mostram que o polvo tem uma capacidade extraordinária de se adaptar a novas situações, de regenerar partes perdidas do próprio corpo e de atacar pela certa, pacientemente escondido em buracos, até que as presas estejam a jeito.

De preferência presas de menor volume físico, digeríveis pelo seu estômago insaciável e silenciosas mesmo quando estão a ser “devoradas”. O polvo vomita os restos não digeríveis e avança à velocidade dos seus oito braços (octópode), sempre à procura de buracos e de presas. É insaciável, se não for travado não é ele que se trava (ainda não se lhe descobriram travões) pelo que têm que ser as potenciais presas, em conjunto, a defenderem-se .

No fundo do seu buraco (múltiplos, vai mudando, mas nunca abandona totalmente ) quando acossado, esperneia e é mesmo capaz de colocar a falar cada um dos seus tentáculos, capacidade extraordinária e nunca vista noutro animal. Pensou-se (e ainda não há certezas absolutas) que o polvo, em vez de distribuir os seus tentáculos, distribui “clones” de si próprio e que “funcionam” em “rede”, chegando mesmo a contactar uns com os outros para acertar tácticas e estratégias. [Read more…]

Polvo Malandrinho

Coza o polvo em abundante água com uma cebola descascada dentro.

Escorra-o e reserve a água.

Corte os tentáculos e o capuz em pedaços pequenos.

DEPOIS, DEITE TUDO FORA….. NÃO COMA NADA.

ELES JÁ COMERAM TUDO.

Arroz de polvo malandrinho (à portuguesa)

Para quatro pessoas: 1,2 kg de polvo; 400 gr de arroz; 2 cebola grande; 2 alhos; 1 folha de louro; 2 tomates, 1,75 litro de água da cozedura do polvo, 2,5 dl de azeite; Sal, malagueta q.b.

polvoarroz

Primeiro, coza o polvo em água com uma pitada de sal e com uma cebola grande descascada mas inteira dentro. O polvo estará cozido quando a cebola também estiver. Retire-o e escorra-o. Guarde a água da cozedura. Corte os tentáculos e o capuz do bicho em pedaços pequenos.

[Read more…]

O Polvo

O polvo é um ser dotado da capacidade de camuflagem

…da classe Cephalopoda e da ordem Octopoda, que significa “oito pés”. Possuem oito braços com fortes ventosas dispostos à volta da boca. Como o resto dos cefalópodes, o polvo tem um corpo mole mas não tem esqueleto interno…

leia-se coluna vertebral.

Compramos o "POLVO" e lemos o "SOL"

Uma das estratégias para evitar as acções cautelares é mudar o nome do objecto “acautelado”!

Por exemplo, o tribunal determina uma “accção cautelar” sobre um restaurante, e quando a polícia lá chega o restaurante que se chamava “Rui Pedro” passou a chamar-se “Soares”. Tudo volta ao princípio.

O “SOL”, que naturalmente sabia que seria objecto de uma acção destas, acautelou o assunto e vai usar um dos títulos de que é proprietário. O mais apropriado é o “POLVO”!

E não se esqueçam que o AVENTAR tem um homem em África num dos territórios onde o SOL se publica e onde os tribunais portugueses não têm qualquer poder!

Como Se Fora Um Conto – O Meu Dia de Reis


O MEU DIA DE REIS

Durante muitos anos, nos meus tempos de ganapo e mais tarde de adolescente, a noite de 5 de Janeiro era uma perfeita e completa chatice.

Meu pai, não dispensava ao jantar, o bacalhau e as batatas e as couves e o polvo cozidos, e o vinho tinto (que eu não podia beber por causa da idade, só a água me era permitida) e o pão e os doces (que eu detestava) e mais nada! Em tudo igualzinho aos jantares do dia 24 e do dia 31 de Dezembro. Chamava-lhes a consoada de Natal, de Fim de Ano e de Reis. O problema era que como a consoada do dia 31, não tinha as prendas do Menino Jesus no sapatinho, e ao contrário desta e da do dia 24, não era feriado no dia seguinte.

Era, como disse, uma chatice (termo que na altura se não podia dizer, que era feio, usando-se ao invés a palavra aborrecimento, muito mais suave e que a meu ver não traduzia devidamente a real chatice que tudo aquilo era). Se ainda fossemos espanhóis, que eles ao menos tinham as prendas nos Reis e as nossas já há muito estavam estragadas ou nós cansados de brincar com elas pois que nessa época era só uma prendita para cada um, vi-me eu a dizer uma ou outra vez, sem saber, como é evidente, o que dizia, que isto na altura era complicado com a peseta a valer metade do escudo, e os maus ventos que se dizia que de lá vinham, e os maus casamentos e tudo.
Mais tarde, quando eu e os meus primos começamos a casar e nos fomos dividindo pela casa dos avós e pela casa dos pais e avós dos/as nossos/as consortes, ano sim num lado, ano não no outro, e quase nunca era possível encontramo-nos, decidi reinventar o dia de Reis. Assim consegui reunir nesse dia, em minha casa, toda a família de sempre e mais os que ao longo dos anos se foram juntando por via do casamento ou por nascimento. E era uma enorme e maravilhosa festa anual. No 3º ano, decidi juntar aos familiares, alguns amigos, poucos, que no dia-a-dia se tinham mostrado mais família que família. E a festa aumentou. Chegamos ao lindo número de setenta e cinco pessoas. E a festa engrandeceu, e nesses dias, os arrufos, as desavenças, as chatices, e fosse o que fosse de menos bom, desaparecia. Tudo quase como antigamente nos dias de Natal em casa de meu avô paterno.

E assim foi enquanto as despesas com tal reunião se não tornou incomportável. Depois, acabou! Acabou e descobri nessa altura que não havia ninguém que me substituísse, decidindo fazer nas casas deles o que eu tinha vindo a fazer ao longo dos anos, fosse em que formato fosse, dividindo despesas ou não, reduzindo o número de presenças ou outra coisa qualquer. Assim acabou o meu dia de Reis. Foi bom enquanto durou, mas lamentavelmente, os mais novos, os que já chegaram depois do meu dia ter acabado, não vão poder usufruir da felicidade que era ter tanta gente amiga e bem amada, junta.
Hoje, na nossa sociedade, ninguém se importa com tais reuniões. Só alguns mais velhos e saudosos vão mantendo essa maneira de viver, essas festas de família, que serviam em muito para um crescimento são, dos nossos filhos e sobrinhos. Hoje é cada um para o seu lado, em suas casas, na esperança de que ninguém os chateie, bastando haver uma vez por ano essas reuniões que custam um dinheirão e que normalmente se realizam no Natal.
O meu dia de Reis, era, esse sim, o meu Natal anual, a minha maneira de, de novo, ter a alegria de estar com os meus em sã alegria, e a minha maneira de ensinar aos mais novos o que uma família deve ser. Espero ainda poder, num ano próximo reeditar esse dia maravilhoso, ou convencer alguém a ajudar-me a concretizar esse sonho.