O PEC – futuro sombrio!

Portugal terá que mudar !

O nosso grande passado não voltará —mas podemos criar um futuro ainda maior

Queremos virar Portugal novamente de dentro para fora

Exemplo de um possível mote e base de reflexão para um núcleo de pessoas de pensar e agir estratégico

que apreenderam a ver o mundo com outros olhos que os materiais-mecanicistas das últimas décadas.

Um PEC que apenas aponta para crescentes sacrifícios e um futuro sombrio sem perspectivas positivas a médio ou longo prazo como saír do atoleiro, tem sobre os cidadãos o efeito motivador de uma pilha de loiça suja por lavar. É uma construção mecanicista que contém tudo menos o essencial: o factor imaterial determinante e capaz de apontar para novos designios e novo crescimento orgânico, despoletando assim nova auto-confiança, motivação, entusiasmo, etc. Enfim, uma mensagem seguida de actos concretos que permita aos cidadãos vislumbrar uma volta por cima da situação desoladora, um break-even, isto é, o momento a partir do qual os sacrifícios viram benefícios e o sol brilha de novo. Sem o devido equilíbrio entre os soft e os hard facts neste tipo de medidas vale:

“A estratégia sem táctica é o caminho mais lento para a vitória.

Táctica sem estratégia é o ruído antes da derrota.”

Sun Tzu

Resumindo, quando se chega a uma situação como a actual e se escuta o “ruído antes da derrota”, impõe-se – antes de mais e após profunda reflexão – uma mudança de estratégia. Por outras palavras, deve colocar-se a seguinte questão: tendo acabado os tempos idílicos das “subsidiocracias de sucesso”(que principalmente foram financiadas pela Alemanha com a sua ânsia por uma Europa feliz e próspera), o que poderá fazer o país para aumentar o seu poder de atracção face ao estrangeiro de tal modo que a sua balança comercial fique equilibrada?

Já dei uma dica sobre este tema em 1997 no meu artigo no Semanário Económico “Porque vale a pena apostar em África” e, mais tarde, no meu esboço estratégico New Deal. Hoje não vou repetir os conselhos estratégicos de então, apenas vai uma citação de Goethe que transmite uma ideia do que irá acontencer quando este país – e outros, incluindo o meu, Alemanha! – finalmente compreender o que deve ser feito primeiro em termos estratégicos e depois em termos tácticos:

“No momento em que começamos a entregar-nos totalmente a uma missão, também o destino começa a entrar em movimento. Acontecem, como jamais antes, uma série de coisas para nos ajudar.

É esta decisão que põe em marcha um verdadeiro fluxo de acontecimentos, providenciando em nosso favor inúmeros acasos imprevistos, encontros e ajudas materiais, jamais sonhadas antes por nenhum homen. Se você pensa que pode ou sonha que pode, faça. A ousadia tem genialidade, poder e mágica. Ouse fazer e o poder ser-lhe-á dado” Goethe.

Para frente Portugal!

Rolf Domher

P.S. Pior é quando se confunde o “ruído antes da derrota” com um princípio de apoteose antes da vitória.

Comments

  1. Amordaçado says:

    Antes de mais, quero felicitar este blogue, pela coragem nele demonstrada em mostrar as coisas tal como elas são.
    Muito bem, o PECado tem muitas contradições. Concordo que realmente quem ganha mais pague mais impostos, mas por amor de deus, ouvir – vamos cortar benifícios fiscais no IRS, soa-me mais a aumento de impostos. É disso mesmo que se trata, estão a aumentar o IRS de forma “indirecta”. Pior é colocarem um patamar máximo perto de 600€ para aí ser mais penalizado (sou precário) leva a querer q 500 ou 600€ são fortunas ganhas nos dias de hoje….
    Nós os jovens portugueses estamos drogados e amordaçados propositadamente por este sistema.
    A língua portuguesa é mesmo muito traiçoeira.

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