Linha do Corgo – Anos 80

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Foi-lhes dito que não era rentável, que vinham aí as auto-estradas “gratuitas”. Parvos, acreditaram e quase não deram luta. De 1978 a 2008, Portugal octaplicou o número de veículos nas estradas e tem já mais estradas rápidas que caminho-de-ferro, outro record europeu. Povo na merda. Cada um tem o que merece!

Como F**** Trás-os-Montes em Suaves Prestações

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A primeira parte deste documento factual está aqui.

Depois vieram os anos-maravilha 1990, Soares dizia que não podia, Cavaco não teve dúvidas,  até vai de comboio para o Algarve. Trás-os-Montes, aos bocadinhos, têm-se transformado numa reserva de caça. Sinto vergonha.

A prenda de feliz aniversário do Aventar

Já fomos várias vezes citados em jornais e em programas radiofónicos, não é para nós surpresa, mas não deixa de ter piada sermos hoje, logo hoje, abundantemente citados na secção “Blogues em papel” no Público.

E somos citados propondo uma série de medidas políticas que de tão óbvias, só ainda não foram implementadas por irem contra o interesse de quem verdadeiramente manda neste pobre país. O diagnóstico está há muito feito é só preciso ter coragem de andar para a frente, implementar medidas tendo como horizonte o interesse nacional.

Nessas sugestões falamos da autonomia da escola, da política do medicamento, do papel do Estado na economia, na Justiça na dependência da Assembleia da República e do Presidente e, apontamos o dedo à chantagem dos nossos gestores e empresários que passam a vida a dizerem que se vão embora do país, como se encontrassem algum lugar na terra onde os mercados sejam tão protegidos e o Estado distribua tão generosamente ajudas financeiras, fiscais e outras menos “on shores…”

Como Passos Coelho se reuniu agora, de várias pessoas para concretizarem o seu programa de governo, talvez leiam o que aqui escrevemos. É que ouço falar destas medidas há vinte anos…

Aventar: 1 Ano

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Una chica de Almodóvar

Ela está aborrecida, entediada, fartinha de aturar chatos. O queixo apoiado na mão, a unha do dedo pequenino a roçar os lábios, o olhar perdido no vazio, e os caracóis louros a pender sobre os ombros.

Pigarreio. Repito: Boa tarde.

Ela rola os olhos, desde o infinito por onde eles vagueiam, e encara-me, com uma expressão de asco e de infelicidade, e pergunta em tom monocórdico: Tem cartão-cliente?

Não tenho.

Vai tocando no monitor com as unhas pintadas de um vermelho muito polido, mas onde se notam pequenas marcas de mordidelas. Suspira.

Aproxima-se o rapaz da caixa do lado. [Read more…]

A propósito do comentário do amigo Prof. Raul Iturra

 

Amigo Raul Iturra, em primeiro lugar, as melhoras da sua gripe.
Em segundo lugar queria dizer-lhe que nos encontramos em campos opostos, no que respeita ao entendimento das emoções e dos sentimentos. Desta forma, é sensato não querermos ter a pretensão de nos convencermos um ao outro. Mas é saudável, sob todos os pontos de vista, dialogarmos sobre tão cativante tema. Assim sendo, gostaria de lhe dizer que a biologia do espírito é um conceito muito actual, praticamente irreversível, e cada vez mais aceite por, praticamente, todos os neurobiologistas contemporâneos. O facto de se usar a palavra espírito, não significa que a ciência tenha necessidade dela, mas utiliza-a, exclusivamente, como contraponto ao raciocínio.

A ciência não procura controvérsias, mas apenas tentar com toda a seriedade e honestidade explicar os fenómenos da vida, como é seu dever natural e seu objectivo incontestável. Todos sabemos que hoje, na vida, tudo se processa á base dos conhecimentos científicos, desde o lavar dos dentes às viagens interplanetárias. E ninguém contesta. Este conceito de biologia do espírito, ao contrário do que o meu amigo diz, em nada afecta a natureza das emoções e dos sentimentos, totalmente diferentes, umas e outros, em cada pessoa. [Read more…]

Declaração: eu não gosto dos Tokyo Hotel

Eu sou uma pessoa que respeita a opinião dos outros.  Tenho amigos que fazem parte de juventudes partidárias, tanto da JSD como da JS, tenho amigos comunistas,  embora estes não tenham coragem para se filiarem, tenho alguns que não sabem quem é o Primeiro-Ministro e em Inglaterra até conheço pessoas que inclusivamente vão votar no BPN  na próxima general election.

É também verdade que falo com pessoas que acham que os Delfins cantam bem e que um homem pintar o cabelo é aceitável e bonito. Amigas minhas adoram o Nicholas Spark e aquelas histórias em que alguém tem um cão e depois morrem com uma doença desconhecida e complexa. É assim, não tenho nada contra. Eu até conheço pessoas que acham que o Thomas Crowmell era boa pessoa e que Henrique VIII era um bom Rei (se bem que aqui a culpa é do J. Rhys Myers).

Mas há uma coisa que eu não tenho e dou graças a Deus por isso (não sei bem se agora se pode dar graças a Deus, isto agora com a pedofilia não se sabe. Tenho que rever o meu manual das coisas que são ou não socialmente aceitáveis). Eu não tenho amigos que gostam dos Tokyo Hotel. Porque eu posso tolerar a malta das jotinhas, a malta que acha que o Nick Griffin até tem boas ideias, a malta que acha que o Nicholas Spark é literatura, mas agora os Tokyo Hotel é algo completamente diferente. Temos que enfrentar isto: eles são maus. Não, a sério. Cantam mal, escrevem mal, não há nada de certo com aquele grupo de adolescentes. Pior que os Tokyo Hotel só mesmo as fãs dos Tokyo Hotel e talvez seja esta o cerne do problema.  Eu conheço pessoas que dormiram no chão por causa do concerto dos U2. Ok, mas são os U2. O Bono canta bem e faz coisas boas.

Os Tokyo Hotel têm aquele efeito que os Beatles tinham só que os Beatles eram bons. Há dois anos, acho eu, choravam e berravam na televisão porque o Bill tinha um problema na garganta e não podia cantar. Este ano esperemos que o Bill não tenha nada porque de novo aquelas cenas em directo é…mau. Sim porque os Tokyo Hotel vão voltar. E aproveitando as férias já há tendas no pavilhão atlântico. Eu devo ser a única que vai ter que trabalhar nas férias. A culpa é de História. E do bom gosto certamente.

Palavras velhas e gastas

As palavras estão gastas, estão gastas as palavras. Mas há pessoas que têm sempre dentro de si uma permanente sensação de paisagem. Pode ser o Universo, uma floresta, um rio ou um sorriso.

Mesmo gastas, as palavras são olhos de distância e água, as palavras são sopros de horizonte, as palavras são bonitas. São bonitas as palavras ditas e não ditas.

São boas as palavras, por fora e por dentro, mesmo as palavras más, para ver e falar com a paisagem, sobretudo se não somos capazes da poesia de Grieg numa Canção de Solveig, ou da melodia de Smetana nas ondulações do Moldava.

Mesmo gastas, as palavras gastas ainda têm dedos, olhos e lábios.

Eu ainda acredito nas palavras velhas e gastas.

Mesmo gastas, puídas, sem cor, são elas que dão a tangência da música e acendem as noites com unhas de fora.

Não matem as palavras gastas, velhas, assim sem mais nem menos, não deitem fora as palavras velhas, até que me ofereçam, no dia em que ficar mudo, uma caixa de palavras novas.

Terrorismo Islâmico em Moscovo

Trés dezenas de mortos e centenas de feridos em mais um ataque suícida em Moscovo. Em plena hora de ponta com o metro cheio de gente, cujo o único crime que comete é ir para o trabalho todos os dias, duas mulheres com cintos explosivos fizeram-se explodir.

Segundo a polícia e as autoridades de Moscovo trata-se de mais uma manifestação dos movimentos independentistas de Regiões que reinvindicam a independência face a Moscovo.

O Presidente Russo aponta como objectivo do ataque desestabilizar a paz que se vive no país e criou uma célula para gerir a crise. Um minuto de silêncio foi guardado em memória das vítimas.  As autoridades tentam passar a ideia que estes movimentos são já muito residuais.

Cem Anos Sem Rei

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CEM ANOS SEM REI

O que me lixa não é que se comemorem os 100 anos da república, cada um é para o que nasce e “chacun s’amuse à ça façon”.
O que me lixa é que se comemore o centenário da república como se a instauração da dita correspondesse à realização da vontade democrática do povo português; como se estivessem a celebrar 100 anos de democracia, ou lá que raio de sucedâneo de democracia é esta coisa em que vivemos actualmente.
A nossa suposta democracia é uma jovem prestes a completar 36 anos que, talvez por acumular erros de juventude e devido à sua descuidada cultura e educação, para já não falar de uma capacidade financeira que a tem vindo a comprometer na sua ética e na sua independência, apresenta um aspecto desgastado, e pouco atraente.
Será por isso que agora tendem a confundi-la com uma centenária?

A república tem 100 anos e Portugal cumprirá este ano 867.
Quase tudo o que foi importante se passou nos primeiros 767 [Read more…]

Greve dos Enfermeiros – Como se Pode Perder a Razão

Estamos, hoje, confrontados com o início de mais uma greve. A dos Enfermeiros. A segunda deste ano, e ainda só estamos em Março.

Não discuto o direito que cada um, e os enfermeiros em particular, têm, de fazer greve. Neste caso, as razões prendem-se especialmente com discriminações salariais, para além de, assunto menor mas não menos importante, alguns aspectos da «nova carreira». Entendem as senhoras e os senhores enfermeiros, que ganham pouco, se os compararmos aos outros licenciados, e queixam-se de que, só dez por cento dos seus profissionais podem aceder à categoria de «enfermeiro principal».

Para além da greve, e a exemplo do que fizeram no Porto, há dois meses, vão fazer um buzinão em Lisboa. Nunca soube muito bem para que poderá servir um buzinão, mas enfim, é mais uma forma de protesto que chateia toda a gente, já que, buzinão de fazer cair um governo, só mesmo no tempo do da ponte, aquela que agora se chama de 25 de Abril.

Terão no entanto, toda a razão, as senhoras e os senhores enfermeiros.

Na greve de Jeneiro, aderiram à causa cerca de noventa por cento dos enfermeiros, e agora, prevê-se que os números sejam idênticos.

Não poderia estar mais de acordo com estes profissionais. [Read more…]

Muito barulho por nada (Memória descritiva)

Much ado about nothing, é, como se sabe, o título de uma peça do divino Shakespeare. Vi-a há uns bons vinte anos muito bem encenada e representada no Teatro da Cornucópia, dirigido pelo excelente Luís Miguel Cintra. Para o que quero dizer hoje, a história que o mestre William conta não interessa; com a minha consabida cleptomania, apenas aproveitei o título.

Nestes últimos dias, vejo aqui pelo blogue uma excessiva e desproporcionada agitação a propósito da eleição de Pedro Passos Coelho como novo líder do Partido Social Democrata. Pergunto: o que tenho eu, o que têm os cidadãos que não são militantes do PSD a ver com isso?

A cada facto da actualidade deve ser dada a importância que ele realmente tem e para mim (e se fosse só para mim, não valeria a pena escrever este post) isto é completamente irrelevante. Note-se que não quero minimizar particularmente o PSD e estaria aqui a dizer o mesmo se o espalhafato fosse a propósito de eleições internas do PS, do PCP, do BE ou do CDS. Quanto a mim, as eleições internas dos partidos são coisas irrelevantes para o comum dos cidadãos.

Diz-se que será o futuro primeiro-ministro de Portugal. Será ou não será, mas, mesmo que seja, o que irá isso mudar nas nossas vidas? Do Partido Social Democrata, ou do seu antecessor PPD, nunca saiu uma palavra, um conceito, uma ideia. Marcelo Rebelo de Sousa é um comentador arguto, inteligente, mas previsível. Não é um criador de ideias – é um consumidor e um destruidor das ideias alheias; Pacheco Pereira é um homem de cultura, inteligente também, mas confuso, perdendo-se em labirintos que ele próprio constrói. Intelectualmente, Pedro Passos Coelho, fica muito atrás de qualquer deles (mas talvez seja mais pragmático). Em suma, o PSD é um deserto de ideias. [Read more…]

Face Oculta – 2 despedimentos

Dois quadros da Galp arguidos no processo “Face Oculta” já foram despedidos após inquérito interno da empresa anuncia o DN

Sugestões a Passos Coelho -2

É fácil congelar salários mas é muito injusto, porque são os que ganham menos e os que vivem pior que pagam a factura, só têm o pecado original de serem muitos e tirando um bocado a cada um junta-se muito. Mas chega, é sempre assim e no essencial, os erros, as duplicações, os desperdícios ficam lá todos.

Seria melhor ser um homem de Estado a sério e  avançar com medidas corajosas que, essas sim, além de justas, ficam para sempre. Exemplos? [Read more…]

As Redes Sociais e as Directas no PSD:

Eu já o tinha afirmado aqui e até destacado alguns dos principais animadores com quem tive o privilégio de partilhar grandes momentos ao longo destes últimos meses. Agora, no Sapo, leio Artur Alves a destacar a importância das Redes Sociais nestas eleições. Sobre o tema espero, daqui a alguns meses, partilhar convosco muito do que consegui escrever e o resto, imenso, que ainda falta.

Estamos a viver uma revolução silenciosa na comunicação política.