Violência na escola à esquerda e à direita

A agenda mediática está muitas vezes distante da realidade das nossas escolas – a FORÇA das nossas manifestações trouxe a comunicação social para o espaço educativo, mas quase sempre com as lentes mal focadas.
As questões de indisciplina e de violência – coisas bem diferentes, caro leitor, mas que por economia de linguagem vamos deixar passar – aparecem e desaparecem como se resultassem da deglutição do cogumelo da menina de Lewis Carroll.

E, quase sempre em resultado disso, há uma dicotomia perfeita no nosso político. A Esquerda assobia para o lado, faz de conta que não se passa nada. Veja-se a ausência de referências nos sites do BE e do PCP. Quando muito, tal como a “minha” FENPROF surgem com o discurso do contexto, das razões sociais, etc e tal… Algo que a FNE até ignora!

Mas, à direita o resultado não é diferente, apesar de parecer – o PSD está mais preocupado com a organização do ringue interno, o PS faz de conta e só o CDS surge com uma posição clara! Uma posição clara muito fora do contexto porque o problema está longe de ser o Estatuto do aluno.

O problema está na forma como se centrou a escola no aluno em vez de se centrar a escola na aprendizagem. (continuarei)

2 comentários em “Violência na escola à esquerda e à direita”

  1. Todos nós sabemos que quanto pior estiver a escola pública mais batem palmas as escolas privadas que se intitulam de salvadoras do ensino, dos bons costumes, da Pátria

    Mas também todos nós sabemos que cada vez mais privilégios e dinheiros têm sido canalizados para instituições privadas que mesmo que sejam sem fins lucrativos o lucro é a sua finalidade oculta quanto às despesas que se fiquem para o” mãos largas” do Estado

    Os dinheiros devem ser aplicados sempre e só no ensino público… multipliquem-se as escolas públicas, criem-se salas de aula com menos alunos, admita-se pessoal não docente em qualidade e quantidade…

    Eu sou das que acreditam que o ensino público tem que ser excelente.
    Um professor não aguentou e suicidou-se pois que sirva de exemplo para todos… que seja levado aos altares do ensino público… ele deu, com a sua vida, o sinal da contestação – ele deu a sua vida pela Escola Pública agora somos todos nós que, ainda vivos, temos que dar continuidade …

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