A ministra da cultura apoia a tauromaquia!

Eu já confessei que nunca entrei numa praça de touros, e tambem já disse que há actividades económicas e tradições que aconselham a não tomar decisões apressadas, mas não estava preparado para esta decisão da Ministra.

Antes de tudo, porque parece ser a primeira decisão, ninguem sabe se temos ou não política cultural, há uns subsídios que se retiram e que depois se voltam a dar, mais do mesmo, a verba inscrita no Orçamento não se percebeu bem se cresceu ou se diminuiu, os apoios desapareceram numa primeira leva, ou não, tambem não estou certo, enfim, uma baralhada sem fim!

Gabriela Canavilhas, é uma muito meritória pianista e gestora cultural, deixou-se perder com a luz que emana da função ministerial, não acrescenta nada, como aliás, outras e outros colegas que se desaparecessem ninguem notava. Mas abriu uma secção na Comissão para a Cultura, a favor da tauromaquia, com representantes do estado, granadeiros, toureiros e, claro, com a falta de sempre, ninguem ouve os touros.

No outro dia foi falar à Assembleia da República e parece que chamou ao Jorge Luis Borges, José, o que numa ministra da cultura deu azo a que o Pacheco Pereira, lá  da última fila, a tenha corrigido, com um aparte estridente.

Tudo coisas escusadas se lhe oferecessem um piano!

PS: a bem da verdade. é linda!

Comments

  1. António Soares says:

    Será , só linda?…

  2. Mas, mal pergunto, que tem de errado o apoio à tauromaquia, com o País dividido a meio entre o gostar e o não gostar das corridas de touros, entre o achar bem e o achar mal que elas se realizem?
    E já agora, porque deseja o meu bom amigo que uma fábula se possa converter em realidade?

    Observações: – A última vez que vi uma tourada foi há mais de trinta anos, realizou-se no Porto, no pavilhão do Palácio de Cristal, hoje chamado pavilhão Rosa Mota, era (julgo eu, a esta distância), uma corrida à antiga Portuguesa, e tanto quanto me lembro, gostei. Era eu na altura não mais que um catraio e, a exemplo de muitos da minha geração, fui criado a gostar do que era Português.
    Hoje é chique ser-se contra as touradas, pelo menos em certas camadas da população e em certas zonas do País, mas não me sinto culpado, de modo algum e antes pelo contrário, da educação que tive.

  3. Luis Moreira says:

    Eu não sou contra.Não gosto, não vou e há tradições e até actividades económicas que dependem das touradas. Mas acho piada que a tourada tenha honras de decisão ministerial.

  4. Pisca says:

    Esta coisa das touradas ou se gosta ou não se gosta, e eu gosto, está feita a declaração de interesses

    Se não gostasse, bastava ouvir uma “ave rara” que anda por aí, um tal Moutinho ou o raio que o parta, que espuma pela boca sempre que fala dos animaizinhos, contra tudo e contra todos, para passar a ser um aficionado total e militante

    Sobre a Cultura e a Ministra (até é gira sim senhor), não sei bem o enquadramento do post, mas que também andam por aí uns subsidios atribuidos a coisas que nem a própria familia dos “criadores” atura, mesmo arrastados, isso há

    São os profissionais da “Coltura”

    • Luís Moreira says:

      Eu não gosto, ou antes, há coisas de que não gosto na tourada, mas tenho dúvidas que a tauromaquia seja uma prioridade para um país onde a cultura é tratada aos pontapés.

    • Ricardo Santos Pinto says:

      O Miguel Moutinho é muitíssimo coerente, sempre o foi. Porque, apesar das devidas distâncias, quem come carne também não pode falar muito das touradas. É que apesar da tourada ser apenas um divertimento e a carne que se come ser essencial para a nossa sobrevivência, a verdade é que os touros têm a vida de luxo que o gado da nossa alimentação nunca sonhará ter. E nisso o Miguel Moutinho é muito coerente.
      Sou um defensor dos direitos dos animais completamente contra a existência de touradas.

  5. maria monteiro says:

    eu não vejo qual é a beleza, a bravura, a arte… de andar a espetar farpas num animal e o pessoal ali todo a aplaudir, a vibrar, a ver um animal em sofrimento… Obrigada mas não sou masoquista. Que as praças de touros sejam usadas para outros espectáculos, para outras actividades…

  6. graça dias says:

    grande senhora ministro é ca da nossas. é uma forma de arte, não acham? mas ainda somos livres de pensamentos, ideias e até gostos, parece que ainda vivemos em democracia?

  7. Luis manuel Aires d Almeida says:

    Srª Graça Dias,
    Quando a senhora chama arte a um insano espectáculo de barbárie gratuíta que se resume a torturar e matar animais em público, penso que pouco mais há a dizer. Não consigo perceber como pode haver pessoas que defendam e apoiem tal carnificina mas, quando se trata de uma mulher fico ainda mais chocado e apreensivo. Não sei se é mãe mas se o for, temo sinceramente pelos seus filhos e pelo legado de valores que lhes deixará. Pessoas como a senhora são simplesmente passíveis do meu desprezo e repúdio. A senhora envergonha-me como ser humano que sou.
    Passe bem.

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